Tarja Turunen: a voz e time de estrelas em Porto Alegre
Resenha - Tarja Turunen (Bar Opinião, Porto Alegre, 26/08/2008)
Por Lucas Steinmetz Moita
Postado em 22 de setembro de 2008
A mudança do line-up do Nightwish em 2005 cria confusão até os dias atuais. Afinal, por mais sábia que uma decisão seja, nem sempre se pode agradar a gregos e troianos. Alguns acreditam que Tarja Turunen não é nada sem o Nightwish; outros acham que o Nightwish não é nada sem Tarja. Minoria ainda gosta de ambos, e uma parte ainda menor passou a não ouvir a nenhum.
Mas a apresentação de Tarja em Porto Alegre foi ótima para demonstrar a independência de uma das maiores, senão a maior, vozes femininas do planeta.
Fotos: Lucas Steinmetz (Moita)
O Bar Opinião não estava lotado, mas o público que se fez presente parecia muito dedicado em relação às letras das musicas do "My Winter Storm", primeiro álbum de carreira solo da cantora. Desde a abertura da casa, um grande pano branco cobria o palco, não revelando nenhum detalhe sequer de aparelhagem.
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Pontualmente, uma bela Intro atingiu o a platéia, que desde já se agitou, e uma luz foi acesa ao fundo do palco, criando um efeito incrível da silhueta de Tarja na grande cortina branca. Ainda com a cortina erguida, ela começou a cantar a belíssima "The Boy And The Ghost", onde só na metade o palco foi descoberto revelando Tarja Turunen e o grande time que a acompanha na turnê sul-americana: Mike Terrana (bateria; Masterplan, ex-Rage), o brasileiro Kiko Loureiro (guitarra; Angra), Doug Wimbish (baixo; Living Colour), Maria Ilmonieme (teclado) e Max Lilja (violoncelo; Hevein, ex-Apocalyptica).
Embora Tarja tenha bases musicais distintas do Heavy Metal, suas musicas não perderam tanto peso quanto grande parte imaginou que perderia em seu álbum solo. Durante a noite, foi executado o "My Winter Storm" inteiro, incluindo canções como "Sing For Me", "My Winter Storm", "I Walk Alone" e a estonteante "Die Alive". Além dessas, ainda foi executada uma inédita prevista para o próximo CD chamada "Enough".
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Boa parte das pessoas presentes estava em dúvida sobre a execução de musicas do Nightwish. Para a alegria de todos, foram apresentadas a fervorosa "Wishmaster", a completamente inesperada "Dead Gardens," e o clássico "Nemo". Um coro foi formado implorando por "Over The Hills And Far Away", música que nunca foi tocada pelo Nightwish em todas as três vezes que esteve em Porto Alegre. Tarja confessou despreparo ao pedido e prometeu preencher este vazio quando voltar à capital gaúcha.
São destacáveis também o solo de bateria do fenomenal Mike Terrana e os covers "Symphony of Destruction" (Megadeth) e "Poison" (Alice Cooper).
Tarja cativou a todos os presentes, que gritavam seu nome com devoção ao final do show, e, independente de opiniões pessoais, provou que está traçando um ótimo caminho com suas próprias pernas.






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