Sonata Arctica: Velocidade e música pesada em São Paulo
Resenha - Sonata Arctica (Citibank Hall, São Paulo, 26/02/2008)
Por Pedro Zambarda de Araújo
Fonte: Faculdade Cásper Líbero
Postado em 02 de março de 2008
Banda com alguns anos de experiência, Sonata Arctica começou no heavy metal finlandês em meados de 1996, com o nome de Tricky Beans, tocando sobre temas místicos típicos do folclore de sua terra natal. Atualmente com Tony Kakko nos vocais, Marko Paasikoski no baixo, Tommy Portimo comandando a bateria, Henrik Klingenberg nos teclados e o novato Elias Viljanen dominando a guitarra, o grupo retorna ao Brasil após uma pausa de 6 anos. Em um show organizado no Citibank Hall no último dia 26 de fevereiro, no bairro paulistano de Moema, a banda mostrou competência e alegria ao rever os fãs.
Os testes com o teclado móvel de Henkka, apelido do integrante Henrik Klingenberg, arrancaram alguns gritos de ansiedade do público, que esperava a banda para o espetáculo às 21h30. Apesar da turnê para promover seu novo trabalho, chamado "Unia", o Sonata Arctica optou por um set de músicas diversificado, que agradou os fãs brasileiros que não o viam desde os shows do CD "Silence", lançado em meados de 2001.
Sonata Arctica - Mais Novidades
Com os avisos finais do Citibank Hall, apagaram-se as luzes e, com abertura das cortinas, foi exibido um fundo personalizado no palco, com lobos, uma lua cheia e neve, remetendo aos temas abordados nas músicas do Sonata. A "Intro" do álbum "Unia", com um piano, era tocada antes da entrada dos integrantes. Subindo correndo e tocando com habilidade suas enormes baquetas, Tommy Portimo foi o primeiro a marcar presença com ritmo e concentração. Logo os outros integrantes entraram, com Tony Kakko marcando sua voz e Henrik Klingenberg percorrendo o palco com seu teclado.
"In Black & White", a primeira faixa de "Unia" ainda causou um pouco de desconhecimento por parte dos fãs que não ouviram o novo material, mas deixou o público movimentado e pulando em seu instrumental melódico. "Paid it Full", balada também do álbum recente, causou uma sensação semelhante, embora muitos dos que ouviram soubessem a letra de cor, alegrando o vocalista Kakko.
Em "Victoria´s Secret", do CD "Winterheart´s Guild", convocou o público a acompanhar a guitarra rápida e limpa de Elias Viljanen. Substituindo o veterano nas 6 cordas do Sonata, Jani Liimatainen, Elias mostrou um trabalho comparável ao do antecessor, uma energia para contagiar o público e fidelidade às composições antigas da banda. Embora não seja tão sarcástico quanto Jani, Viljanen conquistou a simpatia dos fãs logo em sua primeira turnê com os finlandeses.
"Broken" prosseguiu com músicas de 2003, ainda não ouvidas pelo público brasileiro. "8th Commandment" surpreendeu a todos, sendo uma música do primeiro material do Sonata, "Ecliptica". Destaque nessa música para o desempenho de Henkka nos teclados, às vezes utilizando um fixo com seu móvel. Vestido com uma camiseta da seleção brasileira e tomando cerveja, Henrik Klingenberg se mostrou bem à vontade tocando, mesmo com muito calor.
"Shamandalie" acalmou os ânimos do público com sua melodia cativante, conquistando as fãs da banda. As teclas de Henkka roubaram as atenções novamente em "Caleb", do novo álbum Unia, contracenando com os outros instrumentos pesados, como o do baixista Marko, que parecia ser o menos sociável da banda. "Black Sheep" nos levou ao segundo álbum, o clássico "Silence", com uma apresentação invejável do guitarrista Elias no final da faixa. "San Sebastian", do mesmo CD, fez o público vibrar, pular e se emocionar com a banda, com seus instrumentos em coordenação, uma velocidade muito bem elaborada.
Chegou a inigualável "Wolf and Raven", que levou o público ao êxtase e desafiou a banda numa execução que requer cuidado. Em comparação com a música de estúdio, essa faixa ainda não sai igual ao vivo, tendo algumas mudanças de tempo na melodia. Mas o público se sentiu lisonjeado pela demonstração de habilidade de todos os músicos.
"Full Moon" foi emendada com a última faixa, causando surpresa depois de uma exibição de impacto para todos. Era o último retorno ao álbum "Ecliptica", no final da primeira parte do show.
Após uma pausa de 10 minutos, aproximadamente, Tony Kakko apareceu na bateria, no lugar de Tommy, e brincou com o público. Depois, "It Won´t Fade" do "Unia" marcou o retorno do grupo ao palco sob um instrumental e vozes harmônicas pesadas. "Gravenimage" mostrou as linhas vocais melódicas de Tony Kakko, descansando o público após músicas tão pesadas e densas. "Don´t Say a Word" marcou o set com a retomada de ritmo e energia por parte da banda.
Como é tradição no final dos espetáculos do grupo, como no DVD "For The Sake of Revenge", a banda tocou "The Cage", uma música com teclados intensos de Henkka, emendada com a faixa cômica "Vodka", que é cantada em finlandês e exalta a bebida etílica de mesmo nome.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Regis Tadeu explica por que Blackmore voltou ao palco com o Deep Purple após 33 anos
5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal
A música "sem graça" que zoa o punk rock e se tornou hit do Van Halen
As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
As 5 melhores músicas do Yes de acordo com o guitarrista Steve Howe
A música dos Beatles em que George Harrison dizia ter escrito trechos sem receber crédito
Geddy Lee fala sobre importância de ainda cantar as músicas do Rush nos tons originais
Agora é oficial: Slipknot anuncia demissão de Sid Wilson
Regis Tadeu explica morte dos Mamonas Assassinas: "Imprensa não contou"
Kelly Osbourne esculacha Dee Snider por ter tentado "menosprezar" Ozzy
Guitarrista diz que fãs estão redescobrindo álbum "maldito" do Accept
Era do grunge foi a pior época para o metal, de acordo com Max Cavalera
Os 10 discos essenciais do nu metal, segundo a Louder
Summer Breeze confirma primeiras 63 atrações para 2027
As 50 melhores músicas do Queen, segundo a Classic Rock
A época que Kiko Zambianchi viveu numa casa com sete mulheres e conquistou três delas
As duas bandas que Fabio Lione não gosta: "Power metal já deu o que tinha que dar"
O ídolo que Brian May nunca conheceu e é autor da maior canção pop adolescente da história




Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



