Martin e Kotzen: Uma noite mais que excepcional no Stones Music Bar

Resenha - Eric Martin e Richie Kotzen (Stones Music Bar, São Paulo, 30/09/2007)

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Por Carol Oliveira
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Não é a primeira vez que Eric Martin e Richie Kotzen se apresentam no Brasil. Não faz muito tempo os dois tocaram por aqui, e com casa lotada! Por conta disso era de se esperar que essa volta, em tão curto espaço de tempo, não atraísse tantos fãs, certo? Errado! Aqueles shows foram só um gostinho do que estava por vir, e a expectativa de ver os dois dividindo o mesmo palco fez com que uma fila quilométrica (e isso não é apenas uma figura de linguagem) se formasse do lado de fora do Stones Music Bar em pleno domingo.

Fotos: Carolina Oliveira e Cintia Palma

Foi uma noite perfeita, a começar pela escolha do bar, que é aconchegante e dispõe de uma excelente estrutura física para shows de pequeno e médio porte.

Com a casa cheia, e mais de uma hora de atraso, Eric Martin enfim sobe ao palco acompanhado de Christian Vidal (guitarra); Charlie Giardina (baixo) e Pablo Garrocho (bateria) mandando logo de cara "Daddy, Brother, Lover, Little Boy".

Provando estar em excelente forma e com a voz impecável, Eric manteve a empolgação do início ao fim e a galera respondeu com a mesma energia enquanto os maiores sucessos do Mr. Big eram tocados. "Voodoo Kiss", "Superfantastic", "Rose Alone", "Water Over The Bridge" e "Take a Walk". As músicas da carreira solo "Have I Been Here Before" e "Burnin’ In My Mind" também agradaram, mas a galera continuava pedindo por mais Mr. Big até Eric perguntar "O que é isso, uma Jukebox?"- e respondeu: "Ok, eu toco" mandando "To be with you" e "Colorado Bulldog".

Eric Martin deixou o palco debaixo de muitos aplausos e voltou, logo depois para o bis com "How Can You Do What You Do". Perfeito!

Eric se despede deixando a platéia em êxtase e a Mr. Kotzen a difícil missão de surpreender ainda mais o público.

O show começou com a música "Go Faster", do novo álbum "Return of The Mother Head’s Family Reunion" seguidas de "Losing My Mind", "Fooled Again" e a balada "Faith". Apesar de seu jeitão meio fechado, Richie, tem uma interação legal com o público e até arriscou algumas palavras em português. O entrosamento com a banda também é perfeito, e isso ficou claro nos solos, com virtuosismos na medida certa.

Sozinho no palco mandou "Until You Suffer Some" do Poison, e deu inicio a uma série de Hits, acompanhadas em alto e bom som pela galera: "Don’t Ask", "Change", "High"e "Remember".

Um fato curioso é o de seu pai o acompanhar em todas as turnês. Dizem que isso se deve aos seus problemas com drogas. Boato ou não, a verdade e que ele dá o maior apoio à carreira do músico e com sua filmadora em mãos captava orgulhoso cada movimento do filho no placo.

Depois de "Shapes Of Things To Come", "Doin’ What The Devil Says To Do" e "I’m Losin’ You" Kotzen e banda deixam o placo, mas a galera continua pedindo por mais e voltam para o bis com "Mother Head’s Family Reunion" e "Stand".

A duvida se Eric e Kotzen voltariam para dividir o palco pairava no ar, e quem esperou pra ver, se deu muito bem. Os ex-Mr. Big fecharam a noite de forma excepcional com "Shine" e "30 Days In The Hole".



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Sobre Carol Oliveira

Seu primeiro contato com o metal foi em 1993, quando, na época com 13 anos de idade, driblou a censura do Parque Antártica para assistir a apresentação do Metallica. Desde então gasta horas do seu dia e boa parte do seu salário vasculhando o que há de melhor entre os vários estilos musicais. Curte dos clássicos setentistas, passando pelo hard rock "farofa", heavy metal e até mesmo indie e britpop. Formada em Radio e TV, já trabalhou em veículos como a Rádio Transamérica e o SBT, hoje é uma das sócias da MiG-18, a primeira agência de comunicação voltada pro mercado musical.

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