Martin e Kotzen: Valeu esperar que alguém os trouxesse para o Rio
Resenha - Eric Martin e Richie Kotzen (Bar do Tom, Rio de Janeiro, 29/09/2007)
Por Denyze Moreira
Postado em 26 de outubro de 2007
Um show dessa natureza só poderia se traduzir em grande expectativa e grande ansiedade. E assim foi. Marcado para abrir as portas às 20hs, o Bar do Tom viu uma fila se formar e dobrar o quarteirão em questão de minutos, que se transformaram em horas. A casa realmente abriu para os aproximadamente 500 fãs depois das 21hs, quando teoricamente se iniciaria o show, que só foi começar mesmo depois das 22hs. E valeu esperar!
Fotos: Denyze Moreira
Foto da chamada: Carolina Oliveira (do Show de São Paulo)
Eric Martin pisou no palco com talvez a melhor música para levantar qualquer ânimo e justificar qualquer atraso – "Daddy, Brother, Lover, Little Boy", acompanhada estrofe por estrofe pelo público que mal podia se conter de tanta felicidade. Problemas de som à parte, o show de Martin pontuou momentos de carreira solo e grandes sucessos do Mr. Big, sempre sob fortes e longos aplausos.
Richie Kotzen - Mais Novidades
Eric Martin é um artista completo – canta, toca guitarra, conversa com o público, faz graça sobre os eventuais problemas técnicos, enfim tudo o que o fã gosta de ver. E sempre muito bem-humorado e satisfeito por ver o trabalho dele tão bem reconhecido e aprovado. Durante todo o seu show, Martin mostrou que não estava ali meramente cumprindo contrato – ele estava curtindo o próprio show. Dentre os muitos sucessos, "To Be With You" estava lá para provar que todos haviam feito a lição de casa, com Eric emocionado e quase sem acreditar que um bar em pleno Leblon, numa cidade onde ele nunca havia estado antes, sabia cantar – não só essa – mas todas as músicas inteiras. Eric se despediu com "Colorado Bulldog" e a promessa de retorno, que já é muito aguardado.
Ansiedade 50% sanada para o início do show daquele que detém uma larga e eclética legião de fãs, desde jazzistas a fãs de Poison, passando por aprendizes e profissionais de guitarra. Richie Kotzen subiu ao palco debaixo de flashes e câmeras de um público descontroladamente feliz em vê-lo e cantando o seu mais recente sucesso, "Go Faster". Dizer o que Richie faz com sua Fender Stratocaster chega a ser insuficiente, frente a técnica e o feeling que ele traduz em notas, tanto na guitarra quanto na voz, outra característica extremamente marcante do guitarrista. O show de Richie Kotzen foi todo baseado em sentimento, mesmo para aqueles que não conhecem tanto sobre guitarra ou seus trabalhos mais discretos. O set list, cercado de mistério pela produção, foi marcado por músicas realmente intimistas, como "Faith" e "High" e de conhecimento restrito ao fãs mais fiéis. Comoção mesmo aconteceu em "Fire and Ice" que, teoricamente, não estava programada para fazer parte do set e que foi praticamente à "capella" com o público. Solos de improviso emocionantes como pouco se vê por aqui, sempre fortemente aplaudidos. Richie saiu do palco e retornou para mais duas músicas – "You Can’t Save Me", que arrancou aplausos e assovios de todos, e "Doin’ What The Devil Says To Do", para então chamar ao palco Eric Martin para a dobradinha que todos aguardavam, com "Shine" e "30 days in the hole", para histeria geral.
Valeu a pena esperar que alguém – no caso a Headbanger (loja carioca) - os trouxesse para o Rio e agora é torcer por um breve retorno.
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