Living Colour: Show histórico para público heterogêneo no Circo Voador
Resenha - Living Colour (Circo Voador, Rio de Janeiro, 31/07/2007)
Por Claudio Borges
Postado em 13 de setembro de 2007
Após três anos da sua última turnê sul-americana, o Living Colour se apresentou para um público heterogêneo, que lotava o Circo Voador. Havia um pouco de tudo: de hippongas zona sul até headbangers, passando por rastafaris e casais na casa dos 50 anos. Mas a convivência era mais do que pacífica. Assim como a música do grupo mistura reggae, hard rock, hardcore e ritmos africanos, os dreads se misturavam a ternos e chinelos a salto-alto.
Fotos: Cintia Ventania
A abertura da noite ficou a cargo do interessante Vulgue Tostoi. Em seguida, ainda foi necessário assistir ao grupo Nós do Morro. Misto de trabalho social e cultural, foram escolhidos pelo próprio Living Colour para apresentar suas cantigas de roda e capoeira. Depois de algumas vaias era hora de começar a servir o prato principal.
Living Colour - Mais Novidades
Sem música de abertura, pano de fundo ou qualquer outro adereço, o grupo mandou uma acelerada versão de "Type" e pôs todo mundo a pular e cantar. Platéia na mão, foram enfileirando pedradas como "Desperate People", "Middle Man" e "Wall". Conseguiram: o coro estava mantido. Vernon Reid (guitarra), Corey Glover (vocal), Doug Wimbish (baixo e voz) e Will Calhoun (bateria) sorriam pela calorosa acolhida. Seria mais uma apresentação histórica da banda.
Com o setlist privilegiando os dois melhores álbuns, "Vivid" (1988) e "Time´s Up" (1990), o grupo foi desfilando hits certeiros ("Glamour Boys", "Funny Vibe", "Open Letter", "Memories Can´t Wait"), músicas pouco conhecidas (as pesadas "Sacred Ground", "Go Away") e até uma inédita ("Bless Those", cantada por Doug Wimbish).
Mas nem o mais ardoroso fã teve muita paciência com o excesso de solos. Foram dois de bateria e dois de baixo. O comprovado virtuosismo colocava algumas pessoas em direção ao bar. Só Vernon Reid não teve seu momento onanista. Concentrado em seus poderosos riffs, o guitarrista esbanjou simpatia e danças esquisitas. Seus pouco criativos solos empolgaram os fãs mais fiéis. Porém, a impressão que persite é que todos são parecidos demais.
Com duas horas de show, a platéia não arredava o pé da lona. Hora do maior hit em terra brasilis: a sensual "Love Rears it´s Ugly Head". As meninas, que compareciam em ótimo número, logo tiveram seu momento para dançar. Mas o hardcore de "Elvis is Dead" desfez o clima de boate. Para fechar a primeira parte do show, "Cult of Personality", um hard matador que fez surgir a primeira roda da noite.
A volta do grupo é impulsionada pelos gritos do público. Em nítido desconforto, Corey Glover não parece muito entusiasmado por cantar às três da manhã. Mais tarde, Doug confidenciaria que o cantor é o integrante mais difícil de voltar ao palco. Gritos de "Back In Black" (AC/DC) ecoam pelo ar. Em seu lugar, "Should I Stay or Should I Go" (The Clash) cumpre a missão de manter todos acordados. Nova saída. Luzes acesas, técnicos começando a remover os equipamentos e eis que o público não se dá por vencido e pede mais. Segue-se um pequeno impasse e novo retorno. Doug brinca e diz que esse foi o melhor show da tour. Outra cover: "Crosstown Traffic" (Jimi Hendrix) manda todos para casa, felizes da vida, às 3h40 da manhã. Mais três anos para a volta?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Lemmy Kilmister exigia que ingressos para shows do Motörhead tivessem preços acessíveis
O compositor com "duas das melhores músicas do mundo", segundo Bob Dylan
Ouça e leia a letra de "Ozzy's Song", homenagem de Zakk Wylde a Ozzy Osbourne
Barão Vermelho acrescenta shows à turnê que reúne a formação original
64 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em abril
Ritchie Blackmore explica por que saiu do Deep Purple: "Eram só interesses financeiros"
Max Cavalera não foi contactado sobre reunião com Sepultura, afirma Gloria
Ex e atuais membros da banda de King Diamond lançam novo projeto, Lex Legion
O dia em que guitarrista do Motörhead usou jornais para atrapalhar show do Heaven and Hell
O curioso conselho que Phil Campbell recebeu de Lemmy Kilmister quando entrou no Motörhead
Green Day emplaca sua quinta música no "Clube do Bilhão" do Spotify
Silenoz explica significado do próximo disco do Dimmu Borgir
Os 30 melhores discos de heavy metal lançados nesta década, segundo a Louder
Os 10 piores músicos que passaram por bandas de rock clássicas
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
João Gordo se arrepende de bater no Cazuza por homofobia: "Dei tapa e joguei sapato"
O ícone do Punk Rock que Max Cavalera considera um dos melhores letristas do mundo
A vingança de Janis Joplin contra os Rolling Stones por prática que não concordava


A música sobre "políticos celebridades" que inspirou Tom Morello a criar uma banda
Vernon Reid reflete sobre mensagem atemporal de clássico do Living Colour
A música do Black Sabbath que merecia maior reconhecimento, segundo Vernon Reid
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



