Resenha - Jeff Scott Soto (Espaço Callas, Curitiba, 09/11/2005)
Por Clovis Roman
Postado em 17 de novembro de 2005
Ver Jeff Scott Soto em Curitiba parecia ser algo bem distante da realidade. Entretanto, o cantor veio e fez, sem exageros, um dos melhores shows do ano. Ou melhor, dos ultimos anos. Dificilmente se encontra uma banda tão alegre, comunicativa e entrosada como a de Jeff Scott. O simpático guitarrista Howie Simon e o louco (e também atencioso) guitarrista/baixista Chris McCarvill comprovam isto. O batera Dave Dzialak era o mais reservado, mas nem por isto se negou a dar autógrafos e tirar fotos. Já o próprio Scott também é super educado e simpático - e o publico Curitibano teve grande contribuição neste ambiente divertido.
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Originalmente publicado em www.order-news.cjb.net
Para abrir a noite, os novatos do U and I, que faziam sua segunda apresentação. Apesar disto, mandaram bem, com várias covers interessantes como "Don't Stop Believing", do Journey, e "Play The Game Tonight", do Kansas. O vocalista é o mesmo do Sabre, e o baterista é o famoso Marcelo, lendário dono da loja Classic Laser. Mesmo não tendo presenciado todo o set do grupo, o visto foi suficiente para agradar. E os presentes também pareciam estar gostando.
O público presente nesta noite foi bem diferente dos que costumam frequentar shows de bandas mainstream, como Angra ou Shaaman. Os presentes estavam dividos entre os 'glams', alguns headbangers perdidos, e vários adultos mesmo, criando uma atmosfera menos infantil e mais festiva.
Quando a grande atração sobe ao palco, com uma rapida citação ao Deep Purple, todos vão ao delírio - e esta empolgação se refletiria no que estava rolando em cima do palco. Jeff Scott Soto canta demais, e nestes momentos até revolta quando lembramos de pessoas que falam que Tony Kakko (quem?) canta bem. Haja mau gosto!
Alguém reclamou para mim que ele colocou 'disco music' no repertório (só porque fizeram uma citação a "Macho Man", do Village People). O mesmo indivíduo disse que tinha ido ao show pra ver Metal (que mentalidade débil). Graças a Deus, Jeff nunca tocou Heavy Metal (o mais próximo disto foi a época do Malmsteen), e seu show foi fantástico exatamente por ser inovador. Mas opinião de metaleiro nem deve ser levada em conta.
Durante seu extenso set-list, tocaram sons do Soul Cirkus, Talisman e a hoje clássica "Stand Up And Shout", da banda Steel Dragon (aquela do filme RockStar). As mais recentes, como as músicas do Talisman "Colour My XTC" (do Humanimal) e "Mysterious" (do Genesis) também incitaram o público a dançar e cantar - e Hard Rock é pra isto mesmo! Foi tão legal não ver nenhum indivíduo batendo cabeça!
Ainda rolou a bonita "Crazy", do Seal, e uma parte onde fizeram várias citações a bandas 'metaleiras': "Enter Sandman", do Metallica; "Crazy Train", do Ozzy; "Fool For Your Loving", do Whitesnake e "Run To The Hills", do Iron Maiden, sendo que desta foi tocada uma boa parte, desde o início até o fim do refrão. Depois após alguns probleminhas com o teclado, Jeff toca vários sons num set acústico, entre eles, "Eyes" e o clássico do Queen "Love Of My Life".
Na volta para o encore, mais citações, num medley que englobou de tudo, até mesmo a já citada "Macho Man", "Another One Bites The Dust" (em que ele grita 'Vannila Ice') e "Stayin' Alive", do BeeGees (onde JSS fez as vozes exatamente iguais ao trio). E para incrementar ainda mais esta fabulosa noite, toda a banda demonstrava sua felicidade e satisfação em tocar para um público tão empolgado, com piadas, sorrisos e brincadeiras em cima do palco. Em determinado momento, um fã pede a canção "Eyes", e o vocalista começa a conversar com o rapaz, no meio do show.
Quem não foi, perdeu uma noite memorável. E quem ousar falar mal deste show tem que ser internado num hospício.
Depois de tudo, todos os integrantes do grupo atendem seus fãs, dando autógrafos e tirando fotos. E logo depois, no camarim, muita bagunça com mais alguns fãs e os integrantes da banda, onde eles novamente provaram que estavam mesmo felizes de estar ali. Depois da decepção com o Napalm Death, uma agradável surpresa com esta demonstração de humildade do quarteto. Parabéns a ambas as partes: Banda e Público.
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