Resenha - Brasil Metal Union (DirecTV, São Paulo, 09/07/2004)

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Por Rafael Carnovale
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.






Fotos por Carolina Oliveira

O festival Brasil Metal Union, em sua edição 2004, teve mudanças profundas em sua estrutura. A Heavy Melody, organizadora do evento, se uniu a TOPLINK, produtora de eventos que já trouxe ao Brasil nomes como Grave Digger, Misfits, Saxon e outros, no intuito de engrandecer a estrutura do evento, transferindo o evento, que antes ocorria na Led Slay, para o DirecTV Music Hall, com som e luz de maior estrutura, e numa casa de alto nível que comporta 3500 pessoas. Tal mudança se refletiu na estrutura do evento, que ganhou em qualidade de som, luz e acomodações, visto as instalações de primeiro mundo da casa.

Este ano seriam dois dias seguidos com 8 bandas em cada. Cada show teria 40 minutos de duração, começando as 19hs e encerrando-se as 03:00, com intervalos de 15 minutos entre cada banda. Uma grande tacada foi dada pela organização ao convidar o MASSACRATION (banda formada por integrantes do programa Hermes e Renato da MTV, literalmente uma zoação bem humorada com todos os clichês do heavy metal) para tocar 20 minutos antes da última banda de cada dia. O MASSACRATION aproveitaria o show do segundo dia para gravar um vídeo-clipe “Live at BMU”, que passaria a ser veinculado pela MTV em sua programação. Pode-se contestar o convite, taxando-o de oportunista, já que todas as outras bandas foram eleitas por votação via internet no site da Heavy Melody (http://www.heavymelody.com ), mas o público adorou a proposta e a aprovação foi unânime.

Nossa equipe (na verdade apenas este repórter) viajou junto com os cariocas do Venin Noir, que se apresentariam no primeiro dia, mas os detalhes da viagem você poderá conferir no “tour-report” que será publicado em breve. Só posso adiantar que tem muita coisa cômica vindo por aí... fiquem ligados.

Chegando ao DirecTV fomos rapidamente tomar conhecimento da parte organizacional do evento. Por serem 8 bandas, seria impossível que todas passassem o som, então ficou decidido que apenas a primeira banda de cada dia passaria o som por 30 minutos, e seriam feitos ajustes nos 15 minutos de intervalo entre os shows, procurando ajustar o som para atingir o melhor possível para cada banda. Tal fato obviamente fez com que o som ficasse um tanto quanto oscilante de show para show, mas era algo um tanto inevitável. Na média o som ficou de razoável a bom e a idéia mostrou-se viável.

Cada banda alinhava seus instrumentos no corredor de acesso ao palco, pois os camarins funcionavam em regime de revezamento. Cada banda teria direito a 30 minutos de camarim antes e depois de seu show, e no corredor podíamos ver várias bandas ansiosas para tocar nesta edição do BMU`.

No primeiro dia pudemos ter uma conversa com Paulo Barón, da TOPLINK, que se mostrava muito entusiasmado com a realização do evento, e com Mário Linhares, vocalista do Dark Avenger, presente em todas as edições do BMU, que se mostrava muito feliz com as mudanças. Também falamos rapidamente com o pessoal do Thuata de Dannan, que seria a última banda a se apresentar no primeiro dia, e os mesmos se mostraram bem ansiosos com a apresentação.

O público deu um show de participação, comparecendo em peso, com 2500 pessoas no primeiro dia e 3200 (esgotado!) no segundo. A área de alimentação da casa abrigava também um vasto “stand” de merchandise, aonde podia-se comprar desde cd’s e camisetas, até posters do evento, com o cd promocional do mesmo. Um local bem organizado e com preço mais camarada que o normal. O palco era decorado com o logotipo do festival, e ocasionalmente o mesmo saía para dar lugar a panos de fundo de cada banda.



Primeiro dia: 09 de Julho de 2004

Os cerca de 2500 presentes já demonstravam ansiedade com a chegada das 20 horas, horário marcado para o começo dos shows. Pontualmente no horário as luzes se apagaram e o hino nacional explodiu nas caixas de som, sendo cantado por todos os presentes. Um momento emocionante, que arrepiou a todos.

Findo o hino, o MINDFLOW iniciou seu show, divulgando seu primeiro cd, recém lançado. O grupo inicialmente sentiu a pressão de tocar num local como o DirecTV, mas deu conta do recado, despejando seu prog-metal com forte influência de Dream Theater. O pessoal deu todo o apoio e a banda retribuiu, executando uma versão matadora de “Narcosyntesis” do Nevermore. O mais engraçado foi ouvir que a maior influência da banda era o MASSACRATION. Um bom show, e uma banda que merece atenção.

Rapidamente após o MINDFLOW, era a vez do peso supremo do DROWNED, que já entrou arregaçando tudo e despejando trhash metal em todo o DirecTV, com músicas de todos os seus cd’s, com destaque para “Butchery Age”, “Bonegrinder” e “Back To Hell”. A banda ainda prestou uma homenagem ao Sepultura, fato este que foi uma constante no evento, pois a maioria das bandas iria homenagear uma banda do metal brasileiro. Um show fantástico, com a banda soando muito melhor ao vivo do que em estúdio.

Já eram 21 horas quando o MONSTER subiu ao palco, executando músicas de seu primeiro cd e de seu novo lançamento, “No One Can Stop US”. A banda arrebentou tudo com músicas como “If U Can Trust Me”, a nova “At Last”, “Monster” (que arrancou urros do público) e um “medley” especial de bandas dos anos 80, como Harpia e Salário Mínimo, presente em seu novo cd. Paul X e cia. tem ótima presença de palco, a ainda aproveitaram para agitar uma bandeira brasileira, como forma de expressar a satisfação de estarem tocando no festival. Um show que agitou e enlouqueceu o público.

O VENIN NOIR viria em seguida, sendo o primeiro representante do metal gótico a se apresentar no BMU neste dia. A banda mostrou músicas de seus dois cd’s como “The Wine”, “No Meaning”, “Vile Pledge” e a ótima “Buried Alive”. Os músicos são talentosos e Larissa Frade é uma ótima cantora, mas a mesma precisa melhorar sua presença de palco, pois em muitos momentos a mesma se perdeu em suas intervenções com a galera, demonstrando nervosismo. A galera curtiu o show, e curtiu ainda mais quando a banda chamou Felipe Andreoli para tocar uma versão de “Lisbon” (Angra), que ficou muito boa nos vocais líricos de Larissa. Mais alguns shows e mais calma farão a vocalista melhorar sua comunicação com o público.

O fato de todas as bandas não passarem o som acarreta em possíveis problemas técnicos, e isso foi o que aconteceu no começo do show do HOLY SAGGA com uma das guitarras, fato que foi rapidamente resolvido. A banda entrou com tudo mostrando seu heavy metal com excelentes músicas como “Silence Myself”, “Breaking Frontiers” e uma versão para “Hail and Kill”do Manowar. O homenageado da vez foi o VIPER, com Pit Passarel como convidado, e a execução de “Living for The Night”. Só faltou um pouco de pegada, pois a banda não mostrou muita presença de palco, mas na média foi um bom show.

Presença certa em todos os BMU’s realizados, o DARK AVENGER entrou com tudo, querendo mostrar que a banda ainda existe sim e está bem viva. Músicas antigas como “Avatar” e “Rebellion” foram executadas, além da já clássica “Morgana”, presente no primeiro cd.. Mário Linhares tem uma presença forte de palco, teatral em alguns momentos, e um gogó avantajado, e os músicos são extremamente talentosos e competentes, com destaque para os teclados. A banda fez uma bela homenagem “a memória musical de André Matos”, executando “Over Your Head” do Shaman. Um show forte de uma banda já veterana, que promete muito para 2005.

Passava de 1 da manhã quando os meninos saíram para a entrada dos homens. Acabava a brincadeira e agora o heavy metal seria mostrado em toda sua essência. O público aguardava ansioso o começo de um show dos ícones de todo ícone do heavy metal. Quando as luzes se apagaram e a “INTRO” explodiu em todos os cantos, o público foi a loucura, e explodiu em urros de alegria quando um a um os membros do MASSACRATION entravam no palco. O vocalista Detonator saudou a todos com o “OI” mais heavy metal de todos os tempos e a pancadaria começou, com a galera atônita. Não é comum para o MASSACRATION apresentar-se para públicos inferiores a 4 milhões de pessoas, mas esse show já começava clássico. Foi quando um idiota chamado Marcos Pareto, dizendo-se procurador de justiça, tentou interromper o show, gerando protesto de todos os lados. Garrafas choveram em sua direção, mas o mesmo não iria deixar o show continuar, não fosse a intervenção salvadora de Joselito (este não brinca mesmo...), que expulsou o idiota do palco e permitiu a banda continuar seu show. “Metal Milk Shake” abriu os trabalhos, sendo seguida pela já mágica “Metal Bucetation” (com Detonator gritando “Parem de se masturbar”). A banda ainda executou a versão original de “Kill With Power”, escrita por Detonator e o guitarrista Blond Hammett a pedidos de Eric Adams. O último número do dia era “Metal Massacre Attack”, que foi seguido do coro mais intenso de “aroue arouo” já visto na face da Terra. Um fã afoito invadiu o palco, mas foi expulso por Metal Hammer, que quebrou sua Flying V clássica na cabeça dele. Um massacre... quem viu viu.

Após o Massacre propalado pelo Massacration o TUATHA DE DANNAN invadiu o palco com seu folk metal, com pitadas de progressivo e altamente inrotulável. Levando músicas de seus três cd’s , como “Behold the Horned King”, “Lover of the Queen” (esta uma nova composição), “Fingaform”, a banda empolgou o público ainda presente, que cantou todas as músicas. A banda possui ótima presença de palco, com elementos inusitados como cordas e flautas, além do duende que sempre acompanha a banda. Um show diferente, interessante e que cativa pela proposta inusitada. A banda certa para encerrar o primeiro dia de shows do BMU, que só pode ser descrita como um sucesso.



Segundo dia – 10 de julho de 2004

O segundo dia era marcado por um “cast” mais heavy metal, mas ao mesmo tempo ainda teríamos representantes de todos os estilos. Tal diversidade se refletiu no público, cerca de 3200 pessoas (esgotado!), que lotou o DirecTV, muitos que também tinham comparecido no primeiro dia.

Pontualmente as 20 horas o hino nacional foi executado e novamente foi cantado por todos os presentes, num outro momento de muita emoção para todos os que faziam parte do festival.

O SAGITTA foi o encarregado de iniciar os trabalhos, apresentando músicas de seu primeiro demo-cd, como “Bad Signs” e “Take On”, além da versão para “Formula One” do Primal Fear, presente no tributo organizado pelo fã clube oficial da banda. A banda ainda apresentou uma música nova, a bela balada “Fight for Your Dreams” e um “medley”de músicas do Helloween com “The Chance” e “Eagle Fly Free”, que enlouqueceu o público. O SAGITTA já é uma banda com muita manha de palco e muita agressividade em seu show, e isso se refletiu numa apresentação matadora.

Era a vez do metal extremo dar a cara no BMU com o MALEFACTOR. E a banda não fez feio. Executando várias músicas de seu primeiro cd, a banda caiu nas graças do público graças a sua excelente presença de palco, e graças a sua sonoridade, que transita do death ao black, passando pelo heavy tradicional, com vocais urrados. Tal mistura é muito competente, e soa agradável, agressiva e matadora. Uma banda que merece muita atenção, e um nome a ser observado no futuro. Um showzaço.

Passado o massacre, era a vez dos cariocas do THOTEN invadirem a casa com seu power metal poderoso, apresentando seu novo vocalista, Riq Ferreira. A banda executou um bom “medley”de músicas de seu primeiro cd (“Beyond Tomorrow”, aonde o vocalista era Renato Tribuzy) e músicas novas, como a ótima “Taking Control”, a forte “Darkness Skies” e um excelente “cover” para “Flight of Icarus” do Iron Maiden. A banda está super entrosada e com muito tesão de tocar, e Riq se mostrou um grande “frontman”, com muita interação com o público e forte influência de Geoff Tate, além de sua potente voz. O THOTEN definitivamente fez um dos melhores shows do BMU.

Como o festival tinha a proposta de ser bem eclético, o SILENT CRY subiu ao palco para apresentar seu metal gótico. A banda teve diversos problemas técnicos, sendo obrigada inclusive a mudar o “set-list” no palco, mas demonstrou altíssimo equilíbrio e um profissionalismo elogiável, sem perder a força. Músicas como “Rememberance” e “Tears of Serenity”, além da bela “Eclipse” agradaram ao público, além da bela homenagem ao Sepultura, com Andreas Kisser na guitarra, executando “Troops of Doom”. Um show bom, que poderia ser muito melhor, não fossem os problemas técnicos. Mas parabéns a banda.

Os amazonenses do GLORY OPERA eram os próximos, e já chegaram com vontade, executando músicas de seu primeiro e único cd, como “Endless Sin”, “House of Flute” e “One Step Behind”. O grande problema da banda é a falta de presença de palco. Apesar da competência do vocalista Humberto Sobrinho e do baterista Helmut Quacken, a banda pareceu sentir a pressão de tocar no DirecTV, apesar do bom show. Os amazonenses ainda executaram “Here I Am” do Shaman e “Acid Rain” do Angra, com a presença de Felipe Andreoli no baixo. Um bom show, mas que ficou a sensação de que faltou presença ficou.

O ETERNA era o único representante do White Metal no festival. E durante a “Intro” um padre benzeu todo o palco. Juro que fiquei surpreso com a presença da banda, que abriu seu show com “Terra Nova” e seguiu com “Corruption”. Os músicos têm forte presença de palco e um carisma que surpreende, além da agressividade da banda ao vivo, que soa extremamente pesada, mesmo em músicas como “Terra Nova” e “The Gate”. Um show forte, matador, e de longe o melhor de todos os que passaram pelo BMU. Definitivamente uma apresentação memorável.

Bom... era a vez do MASSACRATION. Falem o que falar, a banda é legal. O show, bem teatral, tem a presença de atores, simulação de eventos, e realmente soa como uma mistura de heavy metal com comédia, tanto que o tema de Hermes e Renato abre a apresentação. Mas na verdade tudo o que o grupo quer é fazer bom humor, zoando alguns exageros de bandas como Manowar. A banda não é virtuosa, e Detonator é apenas um bom vocalista, tendo inclusive uma banda tributo ao Death/Control Denied. Muitos torcem o nariz, mas se esquecem de que estamos diante de uma grande brincadeira, e as músicas são legais, mas ninguém na banda quer tomar o lugar de ninguém, apenas fazer uma zoação amigável e que garante boas batidas de cabeça aliadas a muitas risadas. Num show igual ao do primeiro dia, a banda contou com um jogo de luzes mais cuidadoso para a gravação de seu vídeo-clipe, e um baterista convidado, chamado de “El Coveiro”, que ninguém sabia quem era e apresentado por Detonator como “o baterista mascarado mais conhecido da face da Terra”. Quer uma dica? Quem prestou atenção nas batidas do cara matou direto de quem estamos falando.

Coube ao TORTURE SQUAD a honra de fechar o segundo dia do festival. E a banda o fez com extrema habilidade, despejando seu trhash metal com muita competência, mandando ver em seu material próprio. Não pude ver esse último show por completo, mas o que pude assistir me mostrou que a banda possui extrema presença de palco, um som poderoso, um instrumental agressivo e pesado, com tudo para se tornar um dos grandes nomes do metal nacional.

E eis que mais um BMU se encerra. O som de fato não esteve perfeito, mas esteve bom para todos na média. Problemas? Sim, ocorreram... mas estas situações são previstas, e as equipes de cada banda e da organização procuraram resolver tudo o mais rápido possível. O festival agora é um nome consolidado no metal nacional, e lá vamos nós para o BMU 2005. Um sucesso absoluto!

Agradecimentos.
TOPLINK (PAULO BARÓN)
HEAVY MELODY (RICHARD NAVARRO)
Helóisa Vidal (Assessoria de Imprensa)
Bruno Sutter e todas as bandas.

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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