Kreator & Destruction: Em SP, dois pilares do Thrash Metal
Resenha - Kreator & Destruction (Directv Music Hall, São Paulo, 01/09/2002)
Por Fernanda Zorzetto e Christian Avigni
Postado em 01 de setembro de 2002
Fotos por Fernanda Zorzetto
Depois de fazer uma pausa na tour que faziam com o SODOM na Europa, chegam finalmente ao Brasil duas das mais respeitadas e influentes bandas de thrash metal de todos os tempos, as alemãs Destruction e Kreator.
Surpreendendo a todos, o Direct TV estava lotado com mais de 3 mil pessoas. Muitas delas estavam na fila desde muito cedo de domingo e outras tantas chegaram no início da noite, quando as portas ainda estavam fechadas. Havia tempo que um show de banda antiga de metal não acontecia em São Paulo, ainda mais atraindo tantos fãs, a maioria de longa data.

Apesar de muita gente que ainda esperava nas filas do lado de fora da casa, por volta das 21h sobe ao palco o trio Destruction ao som de "Curse the Gods". Celebrando o lançamento de "The Antichrist", segundo álbum depois da volta da formação clássica da banda, reunida em 99, o Destruction levou músicas como "Eternal Devastation", "Bullets from Hell", "The Antichrist", "Release from Agony", "Nailed to the Cross", "The Butcher Strikes Back", "Eternal Ban", "Invincible Force", "Tears of Blood", "Life Without Sense", "Thrash Till Death", "Mad Butcher", "Total Desaster" e "Bestial Invasion", em uma apresentação de 1h10 de duração.
O palco estava bem simples, com uma bandeira de cada lado em tripés, além de uma maior com o símbolo da banda na parede de trás. Três microfones foram ligados ao longo do palco para que Schmier pudesse circular. A iluminação nas cores verde, amarela e azul estava perfeita também em sincronia apesar de o excesso de fumaça que caía do teto dificultar um pouco a visão do palco e fazer com que algumas pessoas passassem mal.
Durante o final da segunda música, "Nailed to the Cross", Schmier faz uma pausa para cumprimentar vários dos fãs que estavam mais perto do palco, mostrando consideração com o público. Schmier ainda manda um recado algumas músicas adiante dizendo que o Brasil é o melhor lugar do mundo para tocar heavy metal e manda um "foda-se" para a MTV e para a "jam music" (som tipo mistureba).

Por volta das 22h45, após um intervalo, o Kreator sobe ao palco mandando de cara "The Patriarch". Ao contrário do que alguns pensavam, o Kreator fez uma apresentação que contou com algumas das músicas mais pesadas, da primeira década de carreira da banda. Em 1h30 de show, tocou músicas como "Extreme Agression", "Pleasure to Kill", "Black Sunrise", "Terrorzone", "People of the Lie", "Phobia", "Terrible Centainty", "Lost", "Toxic Trace", "Coma of Sous" e "Renewal". Foram apresentadas também músicas como "Violent Revolution", "Reconquering the Throne", "All of the same Blood" e "Servant in Heaven-King in Hell", do último álbum, que retoma parte das origens da banda, após algumas experiências com sons eletrônicos em alguns casos e atmosféricos em outros.
A música "Betrayer" fechou o show e o ex-guitarrista Frank Gosdzik (também ex-Sodom) subiu ao palco nas duas últimas músicas, "Flag of Hate" e a clássica "Tormentor", para o bis de despedida. Provavelmente pelo cansaço que tomava conta dos fãs, a apresentação do Kreator foi recebida com um pouco mais de frieza no final, principalmente até Frank entrar no palco.
O destaque fica para a o entrosamento lapidado durante anos e a perfeição e velocidade de Ventor (Jorgegn Reil) na bateria. A apresentação foi gravada e as imagens estarão em um DVD que será lançado em janeiro ou fevereiro de 2003 pelo Kreator sem título até o momento. Juntamente com o DVD, será lançado em um CD ao vivo.
Há tempos não se via em São Paulo um show de metal onde o prazer de estar em cima do palco fosse tão perceptível nos músicos. O show foi mesmo histórico e imperdível. As bandas passaram também pelas cidades de Salvador e Recife e seguiram para Chile, Peru, Colômbia e México onde fizeram apresentações até 08 de setembro, seguindo para a América do Norte.


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