Resenha - Engenheiros do Hawaii (Credicard Hall, São Paulo, 14/09/2001)

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Por Carol Oliveira e Patrícia de Pierro
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Esse show, parte da turnê de 10.001 Destinos, disco sucessor a 10.000 Destinos, trouxe muitas mudanças na formação da banda, mas quase nenhuma no repertório. O novo álbum contém as mesmas 19 músicas do disco anterior somadas a sete músicas que o grupo não tocava há muito tempo. A novidade ficou por conta da nova formação. Mais uma vez só restou Humberto Gessinger, que agora trocou o baixo pela guitarra, já que, segundo ele, o grupo está numa fase em que as novas composições estão mais voltadas para esse instrumento. Para completar a banda, Gessinger convocou Gláucio Ayala para a bateria, Bernardo Fonseca para o baixo e Paulo Galvão para a outra guitarra. Essa nova formação foi apresentada aos paulistanos na sexta-feira 14/09 no Credicard Hall.
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A casa estava com a lotação bem abaixo do esperado, e por ser um local muito grande a impressão que se tinha era a de que estava quase vazio.

Quem abriu a noite, pontualmente às 22H00, foi o Ex – Engenheiros do Hawaii, Carlos Maltz, que recentemente se reconciliou com Humberto Gessinger. Ele mostrou as músicas de seu novo trabalho, “Farinha do mesmo saco”, que compôs em parceria com Gessinger . O show foi curto, mas serviu para matar a saudade dos fãs mais antigos com um Pop Rock bem brasileiro.


Depois de um tempo para a troca de palco, quando todos já imaginavam que começaria o show dos Engenheiros, mais uma banda de abertura. O Autoramas subiu ao palco por volta das 23H00, e, a julgar pela fila do bar no lado de fora, que estava mais cheio que a pista, deu para perceber que a banda não agradou muito. O show foi muito longo e a espera tornou-se mais difícil quando a baixista, Simone, resolveu atacar de vocalista berrando a música “Paciência” ao microfone. Ironicamente isso era o que eu mais queria naquele momento, paciência. A apresentação do Autoramas acabou quase meia-noite e, enquanto isso, o Credicard Hall foi enchendo aos poucos. Sorte de quem chegou atrasado.

A troca de palco foi bem rápida e, finalmente, começou o show dos Engenheiros do Hawaii. A ambientação do palco lembrava um salão da época medieval com direito a tapetes, lustres e candelabros. A banda abriu o Show com “Sem você (é foda)”, uma das músicas antigas que foi regravada no novo álbum. Depois veio o sucesso do RPM, “Rádio Pirata”. Os novos integrantes mostraram que apesar do pouco tempo juntos já estão bem entrosados. Destaque para Paulo Galvão que provou ser um excelente guitarrista. Na seqüência vieram “Eu que não amo você”, que foi cantada em coro pela galera e, mais uma das antigas “Freud Flintstone”. Novamente Humberto Gessinger dividiu o vocal com o público em “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones”. A banda seguiu com mais três antigos sucessos “Concreto e Asfalto”, “Piano Bar” e “Muros e Grades”. O set list estava bastante diversificado e passou por todas as fases da carreira do grupo, carreira essa que não é muito curta não. Nenhum grande hit ficou de fora. As músicas mais antigas como “A perigo” ,“Parabólica”, “O Papa é pop” e as baladas “Refrão de Bolero” e “Pra ser sincero” (que garantiram o momento romântico do show) foram mescladas com as mais recentes “Números”, “Novos Horizontes”, “A Montanha” e “Negro Amor”. Quase no final do show a banda mostrou a inédita, “Surfando Karmas & DNA”, faixa-título do novo CD que tem lançamento previsto para o início de 2002. Depois de tocar “A Promessa” e deixar o palco, Humberto & Cia trouxeram uma surpresa para o bis. Gessinger convidou Carlos Maltz e juntos relembraram os velhos tempos tocando “Infinita Highway”.


A turnê segue por terras Brazucas passando por, Pará de Minas / MG em 28/09, França / SP em 05/10, e de 11/10 à 21/10 pela região nordeste do país.

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Sobre Carol Oliveira

Seu primeiro contato com o metal foi em 1993, quando, na época com 13 anos de idade, driblou a censura do Parque Antártica para assistir a apresentação do Metallica. Desde então gasta horas do seu dia e boa parte do seu salário vasculhando o que há de melhor entre os vários estilos musicais. Curte dos clássicos setentistas, passando pelo hard rock “farofa”, heavy metal e até mesmo indie e britpop. Formada em Radio e TV, já trabalhou em veículos como a Rádio Transamérica e o SBT, hoje é uma das sócias da MiG-18, a primeira agência de comunicação voltada pro mercado musical.

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Sobre Patrícia de Pierro

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