Judas Priest: Um dos maiores expoentes do Heavy Metal retorna a SP
Resenha - Judas Priest (CredicardHall, São Paulo, 06/09/2001)
Por Danilo Halliwell
Postado em 06 de setembro de 2001
Fotos Fernanda Zorzetto
Após longos anos de espera, um dos maiores expoentes do Heavy Metal mundial retorna ao Brasil na tour de divulgação do novo disco: "Demolition". Valeu a pena esperar. O CredicardHall foi o lugar escolhido para tal e, pela excelente organização (e por não estar lotado), ajudou o público a apreciar melhor o show.
Show este aberto pela ótima banda paulista Andralls que, apesar do set um pouco curto e alguns problemas de som, deu conta do recado com seu thrash rápido e agressivo, na pegada do Slayer. Contando com bons músicos, destacando-se o baterista e o vocalista, apresentou músicas do seu CD de estréia.
Depois de uma rápida preparação de palco, chega grande hora: The Priest is finally back... Já de cara um de seus maiores clássicos: "Metal Gods", cantada com emoção por todos os presentes. Em seguida "Heading Out To Highway" que, apesar de não ter sido tocada nos últimos anos, encaixou-se muito bem no novo set-list . "Touch of Evil", mesmo muito caracterizada pela voz de Rob Halford, mostrou Tim 'Ripper' Owens como seu substituto perfeito, cantando com agressividade e tirando agudos belíssimos.
"Victim Of Changes" foi cantada em uníssono pela platéia e "One On One", do disco novo, tem um som empolgante e moderno, típico da nova fase. De volta aos clássicos (e que clássico!) "The Ripper"... que dispensou comentários. "Diamonds and Rust" e "Beyond The Realms Of Death" foram pontos onde novamente a voz de Owens teve grande destaque, cantando à sua maneira e completamente a vontade à frente da banda.
Porém, não foi só ele que brilhou na noite. Scott Travis massacrou sua bateria, com uma técnica invejável de bumbos e parecendo não se cansar nunca. Ian Hill, baixista original do Priest, é o que sempre foi: seguro no instrumento e agitando muito durante o show. A dupla de guitarras Glenn Tipton e KK Downning não é uma das melhores do mundo à toa. O entrosamento entre eles, os solos e duetos brilhantes continuam sendo os maiores trunfos instrumentais do Priest.
Voltando às músicas, o que dizer sobre "Breaking The Law"? Se tratando de uma das maiores músicas de metal de todos os tempos, fez o CredicardHall quase ir abaixo. Isso porque "Painkiller" estava pra chegar... E quando veio, aí sim, não sobrou pedra sobre pedra. Desde a tradicional entrada do vocalista com a moto Harley-Davidson decorada com símbolos do Priest, a introdução de bateria de Scott Travis e os solos de Glenn Tipton, a música foi o ponto alto da noite com seu ritmo veloz e muito feeling (no sentido metal da palavra).
Então a banda sai do palco e em breve retorna para o primeiro bis com uma música do álbum "Screaming For Vengeance": "The Hellion / Eletric Eye" e uma outra boa música que estava um pouco sumida apesar de excelente, "United". Fechando o bis, "Living After Midnight", outra música que dispensa comentários, com seu refrão fácil e contagiante.
Fechando a maravilhosa noite, "Hell Bent For Leather", provando que Judas Priest é sinônimo de metal bem-feito e bem tocado, ainda mais ao vivo. Se você perdeu essa turnê eu lhe garanto: não é a mesma coisa que ouvir o 'Live Meltdown'... é muito melhor.
Set-List:
01- Metal Gods
02- Heading Out To The Highway
03- Touch Of Evil
04- Blood Stained
05- Victim Of Changes
06- One On One
07- The Ripper
08- Diamonds & Rust
09- Machine Man
10- The Green Manalish (With the Two-Pronged Crown)
11- Beyond The Realms Of Death
12- Burn In Hell
13- Breaking The Law
14- You've Got Another Thing Comin'
15- Painkiller
Bis 1:
16- The Hellion/Eletric Eye
17- United
18- Livin' After Midnight
Bis 2:
19- Hell Bent For Leather
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