Savatage: Shows despontarão como alguns dos melhores do ano

Resenha - Savatage (Studio 1250, Curitiba, 17/08/2001)

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Por Debora Behar Ribeiro
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Sentada ao computador com a difícil missão de escrever sobre o show de ontem à noite, milhares de idéias me vêm à mente. Antes de mais nada tenho a certeza de que em meados de dezembro deste ano, ou ainda em janeiro de 2002, quando revistas, sites e fãs forem escolher os melhores e piores de 2001, Savatage com certeza despontará entre os melhores (se não o melhor!) shows do ano. Digo isso não na condição de fã convicta da banda há anos, mas sim com a consciência de membro da equipe deste site que acompanha a cena heavy metal há um bom tempo e que esteve presente na maioria dos eventos do estilo.

Em meio a tantas tendências, gostos e estilos, como pode uma banda como o Savatage depois de tantos anos de estrada, dificuldades, mudanças de formação, continuar mantendo um heavy metal de tamanho bom gosto que agrada a tantas pessoas e ainda serem humildes como são!? Antes de falar do set list, gostaria de dar uma pincelada na atuação geral da banda. Primeiramente: sem estrelismos! Ninguém na banda quer aparecer, ou mesmo dar uma de cacique como tantas vezes podemos observar. Ainda que Jon Oliva seja sabidamente o cabeça do Savatage, ele transborda tamanho carisma e simpatia no palco que é impossível não se ter a impressão de que se trata de uma grande e unida família da qual os próprios fãs fazem parte!


Sobre o atual vocalista, Damond Jiniya, a princípio tenho a impressão de que ele está como um figurante no palco, sem um papel específico... Mas, analisando melhor, percebo que essa impressão de início de show é causada pela seqüência de músicas do novo disco, "Poets and Madmen", onde quem canta mesmo é Jon Oliva. Damond Jiniya atua mais nos "backings". Mas assim que iniciam-se as execuções das composições mais antigas na banda, Damond mostra a que veio. Mesmo com o vocal falhando (se a culpa foi dele ou do som ainda não descobri, na verdade) sua voz não fica devendo muito ao vocal anterior, com bons agudos e graves mostrou que tem muita técnica e carisma com o público. As opiniões sobre Jiniya divergiram bastante até onde pude constatar, mas acho que tudo é questão de adaptação e entrosamento com a banda.


A banda de abertura, Brave Heart, mostrou-se bem em seu show de estréia. Agradou bastante os presentes que os aplaudiram. Na música "Children", a banda contou com a participação de um coral de 15 crianças, os "Meninos Cantores de Campo Largo", que também participaram na gravação da mesma música, que faz parte do Cd demo "Hiding Place". A banda também usou um telão para mostrar cenas do desenho Caverna do Dragão durante a música "Dungeons & Dragons", uma vez que o desenho é o tema da música.

O Savatage entrou no palco por volta das 23:30 para um público de em torno de 1000 pessoas bem acomodadas no Studio 1250, um local que, eu não canso de dizer, para quem assiste é excelente (não sei pra quem toca!) visto que de qualquer local da casa tem-se uma ótima visão do palco. O som para os espectadores também esteve num bom patamar de qualidade, onde distinguia-se bem os solos e todos os backings. A banda pareceu ter alguns problemas com o som no palco pois Jon Oliva a toda hora reclamava com a equipe técnica e mesmo alguns pequenos problemas com a iluminação surgiram.


Nada que ofuscasse o brilho do Savatage que mostrou a todos os presentes como se faz heavy metal de bom gosto! Ao som de "Commissar", o público presente aplaudiu muito a entrada dos membros da banda e, principalmente é claro, Jon Oliva. Esta última música foi logo emendada com "Surrender" e "Of Rage and War". Logo após estas, Jon Oliva saudou a todos e ofereceu a próxima música aos fãs mais antigos da banda. Foram ouvidos então os acordes iniciais de "Handful of Rain" de 94 (pode não parecer nada mas desde então o Savatage já lançou mais 4 álbuns) com o público visivelmente entusiasmado cantando. O guitarrista Chris Caffery mostrou-se bastante carismático indo diversas vezes à beirada do palco (desta vez protegido por grades para evitar as freqüentes invasões comuns na casa) agitando os que ali estavam e fazendo, inclusive, poses para os fotógrafos mostrando que tem carisma de sobra.


"Wake of Magellan" veio colada na anterior e seguida de "Dead Winter Dead". "Edge of Thorns" agitou bastante os presentes que cantaram do começo ao fim. Em seguida foi executada a contagiante "Sirens", "Unusual", "By Grace Of The Witch" e "Strange Wings" enquanto o público de boca aberta não ficava parado. Era impossível ver alguém que ao menos não estivesse acompanhando as batidas com a cabeça ou com o pé. Para os amantes das tradicionalíssimas baladas, o Savatage executou em seguida "All That I Bleed" com Jon Oliva ao teclado e os isqueiros acesos rolando entre a platéia que cantou mais uma vez do início ao fim. "Morphine Child" entrou em seguida mostrando a grande influência que a banda tem dos musicais americanos, com melodias e harmonias grandiosas e contagiantes.

A seqüência de músicas a seguir foi de enlouquecer qualquer fã de Savatage. Jon Oliva anunciou que a música seguinte seria tocada em homenagem a seu irmão, Criss Oliva, morto em um acidente de carro aos 30 anos em 93. Executou-se "He Carves His Stone".


Agora, o que falar de "Chance"? É impossível descrever a perfeição com que essa música foi tocada nessa noite. As diversas vozes que se entrelaçam numa afinação impecável levaram o público ao delírio e espanto. A balada mais famosa da banda, "Believe", veio em seguida com Jon Oliva nos teclados e Damond nos vocais à meia luz. O público mais uma vez adorou! "Temptation Revelation" e a tradicional "Gutter Ballet" vieram em seguida encerrando o set list. A banda se despede mas é claro que volta para o bis encerrando com chave de ouro com "Hall of the Mountain King" uma das mais conhecidas (se não A mais conhecida!) músicas da banda.


Para quem compareceu nesta noite fica a boa lembrança. Para o pessoal de São Paulo e Rio de Janeiro, aí vai a dica: não percam por nada neste mundo! Aguardem em breve as fotos e reviews dos shows nestas cidades. E que venham as bandas da moda pois não adianta: quem tem história, quem tem estrada mata a pau!




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Sobre Debora Behar Ribeiro

Formada em Medicina Veterinária e estudante de Design Gráfico. Estudou música clássica e antiga por 10 anos. Começou a curtir rock ouvindo Led Zeppelin, porém hoje, além deste, gosta de todo tipo de Heavy Metal. Algumas bandas preferidas, além da supracitada, são: Blind Guardian, Iced Earth, Savatage, Shadow Gallery, Angra, Dragon Heart, Dream Theater, Rage, Gamma Ray, Iron Maiden.

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