Steve Vai: Uma das maiores alianças entre performance e música

Resenha - Steve Vai (ATL Hall, Rio de Janeiro, 02/12/2000)

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Por Pedro Fraga Bomfim
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Fotos por Pedro Fraga Bomfim


É complicado começar esse review. Basicamente porque se trata de uma das maiores alianças entre performance e música. Não estou falando de uma superprodução, nem de um mega-evento. É apenas uma banda e seu líder. Só que esse cara é ninguém menos que Steve Vai...

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Com um atraso de pouco mais de meia hora, entra em palco um dos maiores showman do rock. Vestido em uma capa de vinil, usando um capacete com visores e holofotes (isso sem contar com diversos apetrechos que piscavam e emitiam lasers), Steve inicia mais um dos seus sempre geniais shows.

Divulgando o já não tão novo álbum The Ultra Zone, Vai começa essa maratona guitarrística com Here I Am, música na qual também canta, seguida imediatamente da música título, The Ultra Zone (que gerou revolta de fãs por ter uma batida meio techno), já mostrando o que ocorreria depois: domínio e fascínio completo do público.

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Pois Steve Vai não é humano. Ele deve ter vindo de algum planeta onde as pessoas tocam guitarra, tem mãos enormes e uma musicalidade aprimoradíssima. Ou isso ou ele conviveu com Frank Zappa (eheheh :o)).


Seguindo o show, vem um antigo clássico: Erotic Nightmares, seguido pela balada Tender Surrender, que figura entre uma das mais belas faixas instrumentais que esse "crítico" aqui conhece.

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Vai desenterra Salamanders In The Sun, do seu primeiro álbum, em contraste com a música seguinte, a "stevierayniana" (que expressão horrível ...) Jiboom.

Momento de alívio para todos os guitarristas: solo de bateria. Chris Frazier manda ver, mostrando porque é um dos bateristas que Vai escolhe para gravar as poucas faixas de seus álbuns que não contam com bateria programada.

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Vai retorna ao palco com outra belíssima música, Window To The Soul. Aching Hunger (outra das que ele assume os vocais) vem em seguida, fazendo ponte para The Blood And Tears (a maravilhosa música de abertura do Ultra Zone). Vai retorna ao microfone para Little Alligator (óbvio que sem abandonar as seis cordas) e ainda toca violão de forma assombrosa em uma parte da Fire Garden Suite.

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O momento que muitos esperavam chegou. Vai pega a sua tripleneck em forma de coração (alguém aí não se lembra dela?) e executa magistralmente Fever Dreams, onde ele usa os braços extras de forma, digamos, contorcionista. Ele aproveita para anunciar que esta rifando a guitarra e que a grana será usada em sua fundação "Make A Noise". Ela pode ser comprada online em http://www.vai.com.

Outro grande momento do show: Voodoo Acid. Vai traz ao palco uma tradutora, para poder explicar a história dessa música. Ele simula a reação de uma garota que é convidada a ir a um show dele pelo namorado : "Quem diabos é Steve Vai? Aaahh, é aquele cara que tocou no Whitesnake e com o Dave Lee Roth, né ? (nesse momento a banda começa a executar Jump, fazendo o público todo cair na gargalhada) Ah, eu não vou não, deve ser só barulho de guitarra! Eu quero ver é o Rick Martin !"

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E é claro que ainda não terminou. Teve ainda I Would Love To, a mais que clássica For The Love Of God e o bis, que contou com um terceiro guitarrista, o brasileiro Sérgio Buss. Liberty e The Attitude Song fecham um show teatral, repleto de notas, bom gosto, musicalidade e magia.

Vai prova ser um músico completo (pra quem ainda duvidava) e generoso, dividindo o palco com David Welner (guitarra), Eric Goldberg (teclados), Philip Bynoe (baixo) e o já citado Chris Frazier, dando espaço para todos aparecerem. Só que mesmo assim, ninguém consegue, nem por um milésimo de segundo, causar sombra sobre o brilho e genialidade do maior guitarrista do planeta.

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