Resenha - Mercyful Fate (Halloween Club, São Paulo, 13/08/1999)
Por Mário Del Nunzio
Postado em 13 de agosto de 1999
Mais uma vez o Mercyful Fate tocou em São Paulo. Pela segunda vez com a formação atual, que conta com o guitarrista Mike Wead no lugar de Michael Denner, e dessa vez, na turnê do álbum "9", recém-lançado. O lugar onde deu-se tal concerto não oferecia condição alguma para uma banda de heavy metal com músicos competentes tocar, e, como já vinha sido percebido desde que, antes do concerto, passava-se um vídeo no telão do local e já com falhas sonoras irritantes, a apresentação teve uma péssima qualidade de som. Isso sem levar em conta o lugar em si, pequeno e apertado, com um palco ridiculamente pequeno e iluminação de baixíssimo nível. Mesmo a banda que tocou sendo o grande Mercyful Fate, um dos maiores ícones do heavy metal mundial, com alguns dos melhores discos do estilo, ficou difícil apreciar a apresentação mal podendo entender o que estava sendo tocado, com todos os solos de guitarra totalmente inaudíveis, e mais barulho do que música, devido à qualidade da aparelhagem de som e à acústica do local.
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Mas, tentando esquecer isso e concentrando-se no que a banda tocou, foi uma apresentação interessante, apesar de curta. A banda tocou por cerca de uma hora e meia e não colocou em seu "setlist" NENHUMA música dos ótimos álbuns "Time", "Into The Unknown" e "Dead Again", e quase nada do álbum "In The Shadows". Além disso, apenas duas canções do ótimo e recém-lançado "9" foram tocadas. Tudo bem que a banda está cheia de clássicos em todos os seus álbuns e que "Evil", "Doomed By The Livind Dead", "Black Funeral", "Come To The Sabbath" e outras têm que ser executadas, mas seria de muito bom grado tocar músicas de seus mais novos álbuns como "The Uninvited Guest", "Witche's Dance", composições do "Dead Again", álbum de estréia de Wead na banda entre outras.
A performance da parte instrumental da banda - ou melhor, do que pude ouvir - foi perfeita, sem erro algum. O baterista Bjorn T. Holm é extremamente preciso, o baixista Sharlee D'Angelo é bastante sólido e competente, apesar de nenhum virtuoso do instrumento e os guitarristas Hank Shermann e Mike Wead são extremamente competentes - apesar de, como dito acima, não ter podido apreciar de maneira clara solo algum da banda, devido à supracitada horrenda qualidade de som. Quanto ao senhor Kim Bendix Petersen, ou King Diamond, tudo bem, ele é uma das figuras mais carismáticas da história do metal, além de excepcional compositor, mas, como vocalista ao vivo, deixa bastante a desejar, desafinando frequentemente e não reproduzindo o que faz nos discos. Mas, os fãs da banda já sabem disso e não esperam outra coisa, satisfazendo-se em ver a sua carismática e importante figura.
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