Atrações do Bangers Open Air pioraram ou melhoraram em relação ao Summer Breeze?
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de novembro de 2024
Quando o Summer Breeze Brasil anunciou que não mais atenderia por esse nome e agora passaria a se chamar Bangers Open Air surgiu a questão: será que por não estar mais na alçada do tradicional festival alemão o nível das atrações iria cair?

Com o anúncio do line-up completo de 2025, os fãs já iniciaram os debates acalorados sobre se essa alteração nos comandantes do evento trouxe melhora ou piora na qualidade das bandas. Começando pelo o que não mudou, não dá para reclamar da mescla entre atrações mais consagradas e grupos mais recentes. A variedade dos subgêneros também se manteve, com o Bangers trazendo desde Sabaton e Saxon até Kerry King e W.A.S.P.
O Bangers resolveu reduzir para dois dias de festival "oficial", aos moldes do Summer Breeze de 2023, porém, incluiu uma data chamada "warm up" que na prática seria o terceiro dia faltante. Então no quesito quantidade não dá para reclamar também.
Uma análise sem o viés do gosto pessoal é difícil, mas é inegável que esse primeiro Bangers resolveu focar em bandas mais melódicas como Powerwolf, Kamelot e Avantasia e artistas mais consagrados puderam ser mais avistados no antigo Summer. Dessa vez, teremos Glenn Hughes, Doro e Saxon, mas os comentários que rondam a internet se mostraram insatisfeitos com "apenas" esses dinossauros.
A presença de bandas nacionais como Black Pantera, Hibria, Ready To Be Hated e Hatefulmurder manteve a tradição iniciada no Summer de dar voz ao Brasil – lá atrás representado por bandas como Electric Mob, Angra e Crypta. Outro ponto em que as duas versões do festival parece que empatou.
Na prática, dizer se o nível melhorou ou piorou sem levar em conta o gosto pessoal é uma tarefa árdua. O nível dos headliners está muito alto e podemos ter certeza de casa cheia de novo. A questão da mudança do nome foi estranha, mas não mudou a proposta de misturar o passado com o presente (e o futuro!) e não deixou a peteca cair nas bandas âncora que chamam o público.
A tendência geral, no entanto, parece apontar para o lado mais melódico e sinfônico do espectro metálico. Mas será que essa predominância simplesmente não retrata a realidade como ela é? Grupos como Sabaton e Avantasia são gigantescos fora do Brasil e parece que por aqui estão se estabelecendo cada vez mais.
É claro que daria para convidar um camalhaço de bandas pesadíssimas de grande porte para compor o Bangers. Só que talvez a maré da indústria internacional do metal esteja virando mais para o melódico. Talvez daqui umas dez edições, poderemos ter um retrato mais fiel desse movimento.
Bangers Open Air
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