25 anos sem Freddie Mercury: Um gênio que não faz falta desde os anos 70
Por Luiz Pimentel
Fonte: Blog do Luiz Pimentel
Postado em 29 de novembro de 2016
Tá. Eu sei que tô mexendo num vespeiro gigantesco. Mas larga a mão de emprestar a opinião alheia e ruminar frases feitas e tenta lembrar a última grande contribuição autoral do vocalista do Queen. Pois é, sinto dizer que é dos anos 1970.
Veja bem, NÃO estou me referindo a ele como performer. Nisso ele foi quase imbatível. Mas estou escrevendo um texto opinativo e devo ser sincero que poucas coisas me interessam menos na música do que a teatralidade. Portanto falo apenas do viés criador de música ao analisar a obra do Queen.
"Ah, o Queen foi enorme nos anos 80 e não tanto nos 70!", você bem pode dizer. Foi mesmo. Mas viviam então do talento criador dos outros três músicos, que ficaram à sombra de Freddie Mercury e se tornaram para a história o grupo mais subestimado de músicos que conheço.
Brian May é um gênio absurdo. É aquele cara que você ouve uma nota da guitarra e sabe que é o cara, de tanta assinatura que tem. John Deacon, o baixista que se isolou do mundo, é outro, assim como o baterista Roger Taylor.
Se não, vejamos a década de 80 do Queen.
O último grande sucesso, "I Want it All", do disco "The Miracle", de 1989? É do Brian May.
Em 1986 teve o "A Kind of Magic", com pelo menos três hits: a música título, do baterista, "Who Wants to Live Forever", do guitarrista, e a brega "Friends Will be Friends", que Freddie divide a autoria com John Deacon.
"Radio Ga Ga" e "I Want to Break Free", de 1984? Baterista e baixista assinam, respectivamente.
"Mas e ‘Under Pressure’, de 1982?", você pode questionar. É assinada por todo o conjunto mais David Bowie.
Aí chegamos em "The Game", de 1980, que tem as últimas enormes contribuições individuais de Freddie Mercury à música, "Play the Game" e "Crazy Little Thing Called Love". Só que aí é década de 70. Fora que tem a (talvez) melhor música do conjunto, "Save Me", assinada pelo guitarra. Tem também "Another One Bites the Dust", do baixista.
Já nos anos 70 Freddie Mercury foi brutal. "Don´t Stop Me Now" (meu vídeo preferido do Queen, abaixo) e "Bicicle Race", em 1978; "We Are the Champions", em 77; "Somebody to Love", em 76; e simplesmente "Love of My Life" e "Bohemian Rhapsody" (questionavelmente a maior canção de todas), em 75.
Esse é meu ponto.
Obrigado, Freddie, por tudo o que fez nos anos 70.
Obrigado, Brian May, Roger Taylor e John Deacon por tudo o que fizeram e fazem e por manterem a gigante humildade até hoje.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Prefeito do Rio coloca Paul McCartney e Bono em vídeo sobre megashow em Copacabana
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Steve Harris defende "The X Factor" e reforça o peso emocional do álbum
Foo Fighters realiza primeiro show de 2026; confira setlist e vídeos
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
O baterista que Neil Peart disse que "não veremos outro igual"
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
Masterplan confirma data de lançamento do novo álbum, "Metalmorphosis"
Steve Harris afirma que cada show do Iron Maiden é sagrado
O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
As duas bandas pesadas com mentalidade vencedora, segundo Arnold Schwarzenegger
Thrash Metal; como surgiu a música do Anthrax que serviu para batizar o gênero

Visita do Papa alterou planos de turnê do Queen em 1982
Os números impressionantes de "Bohemian Rhapsody", do Queen, no Spotify e no YouTube
Quando Kiss e Queen decepcionaram, mas o AC/DC salvou a lavoura
O solo de guitarra "colossal" que Brian May disse estar fora da sua alçada; "Nem em mil anos"
O rockstar que Brian May sempre quis conhecer, mas não deu tempo: "alma parecida com a minha"
A performance vocal de Freddie Mercury que Brian May diz que pouca gente valoriza
Os cinco maiores bateristas de todos os tempos, segundo Brian May do Queen
O megavocalista que Axl Rose teve como seu maior professor; "eu não sei onde eu estaria"
Avenged Sevenfold: desmistificando o ódio pela banda
Hard Rock e Heavy Metal: o bicho de duas cabeças


