Iron Maiden: o que esperar do novo disco da Donzela?

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Por Marino de Abreu
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Caros amantes da Donzela, pergunto-lhes: O que devemos esperar do próximo álbum da maior banda de heavy metal de todos os tempos?

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Alguns dias atrás recebemos com entusiasmo a notícia de que o cartão de natal enviado pela banda aos membros do seu fã-clube, cumulada com uma série de eventos como Nicko e Adrian sendo vistos em Paris em uma partida de tênis, o produtor Kevin Shirley postando mensagens "suspeitas" em redes sociais, dava indícios de que o Maiden lançaria um material inédito no ano que está batendo a nossa porta.

Pois bem, tentaremos através deste texto encontrarmos uma rota para identificar o tipo de som que esse álbum trará. Será uma retomada aos anos dourados? Ou continuaremos nessa onda prog presente nos últimos álbuns da banda?

Creio que seja notório que até o álbum Seventh Son of a Seventh Son, o último da primeira passagem de Adrian Smith pela banda, a banda demonstrava em suas músicas uma certa autonomia na produção das mesmas.

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A partir do álbum No Prayer for the Dying, que introduziu o guitarrista Janick Gers, percebe-se que a Donzela tenta encaixar suas músicas numa "onda" musical presente na época. Com a exceção do excelente Fear of the Dark, os álbuns seguintes com subestimado Blaze Bayley, tentam de forma desesperada recuperar uma imagem que vinha sendo estremecida desde o anúncio da saída de Bruce. Não estou aqui dizendo que esses álbuns são de todo mal. Há, sim, músicas muito boas em todos eles como "Sign of the Cross", "Futureal", "Mother Russia", "Judas be my Guide" e por ai vai.

Todavia, também não requer maiores comentários sobre "aceitação" do público em geral quando foi anunciado o retorno de Bruce e Adrian para a Donzela. E é daqui que partimos, a partir deste retorno que trouxe bons álbuns para esta discografia quase perfeita.

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Um ponto chama atenção, já a partir de Brave New World, pois Bruce trás de sua carreira solo novamente a ideia de que não é preciso seguir o que a "onda" musical está propondo. Lembrem-se que o Iron já foi contra a corrente em seus discos da fase dourada. A partir disso, vemos faixas que a banda já não introduzia a algum tempo no set's dos discos. Faixas como "The Nomad" e "The Thin Line Between Love and Hate", faixas mais extensas, como grande parte instrumental. Pra alguns aqui inicia a fase mais prog do Iron Maiden.

No disco posterior, Dance of Death, pra este autor o disco mais "forte" desta nova fase. Um disco que trás "Paschendale", "Montsegur", o maior petardo da nova fase, que infelizmente nunca foi tocado ao vivo, uma lástima. Ainda, a bela "Face in the sand" e a belíssima "Journeyman". Neste álbum não percebe-se faixas tão longas com grandes fases instrumentais, porém se vê uma banda experimentando novas coisas, como Nicko usando pedal duplo. Esse álbum destoa da linha que todos os outros formam durante o tempo. Infelizmente nesse disco temos a pior capa que o Iron Maiden já utilizou em álbuns e singles. Até hoje me pergunto como aquela arte foi aprovada. Rola na internet uma arte no qual temos somente o Eddie em fundo preto, esta teria sido perfeita. Dêem uma procurada, verão o que estou falando.

Seguindo temos o disco A Matter of Life and Death, lançado em 2006. Neste disco temos algumas novidades, como a execução de todas as faixas na tour, algo que o Maiden nunca havia feito até então e, também, a inclusão de "contra-tempos" nas faixas. Antes que me detonem nos comentários, por óbvio que não são contra-tempos de fato, mas vemos ritmos quebrados dentro das faixas, que mostra toda a influência musical "setentista" dos integrantes da banda. "Brigther Than a Thousand Suns", "For the Great Good of God" e, também " The Reincarnation of Benjamin Breeg", ilustram de forma clara o que estou quero dizer.

Este álbum contém boas faixas, sendo para este que vos escreve " The Longest Day" o ponto alto do disco.

Após a gloriosa turnê "Somewhere Back in Time Tour", quem pôde ir em algum dos shows saberá o que digo, a banda nos apresenta o disco "The Final Frontier". Este disco é o ápice do metal progressivo que a banda vem trazendo nos discos nos últimos anos. Muitos especularam que este seria o último disco da banda, o que graças aos Deuses do Metal não se confirmou.

Apesar de faixas como "El Dorado", " The Alchemist", temos faixas bem longas e com tempos quebrados, inclusive com reais contra-tempos. Como todos os álbuns da nova fase, este contém surpresas e novidades. A banda conquistou seu primeiro Grammy, com a faixa "El Dorado". Na música "The Talisman", podemos ver a banda tocando uma faixa rápida, longa e com a maravilhosa linha vocal de Dickinson, mostrando que pouquíssimos chegam ao seu nível após tantos anos (penso somente em Dio e Halford). Esta faixa foi incluída no lançamento ao vivo "En Vivo", provando que Bruce é o melhor!

Foi possível, a época do lançamento, lermos muitos artigos uns dizendo que "sim, Iron Maiden está progressivo" e, também, " não, Iron Maiden não chega nem perto de Rush e ou Dream Theater" e por ai lemos as mais diversas opiniões.

Mas não podemos negar que nestes últimos álbuns a banda virou a cara para o mercado e focou-se em dar aos fãs álbuns feitos à moda antiga. O que nos leva a crer que a banda seguirá esta linha traçada no decorrer dos álbuns "pós-retorno", carrega nas faixas longas e com tempos quebrados. E acredito que como em todos os outros as faixas iniciais serão rápidas e impactantes, pois como sabemos estas tornam-se as faixas de abertura da turnê.

Quanto a temática, muito me interessou ver ninjas no teto do estúdio da arte gráfica do cartão de natal, será que o disco terá um conceito com histórias do Oriente?

Aguardemos com muita ansiedade, pois como essa fórmula que vem dando certo não podemos esperar nada menos que um álbum arrebatador.




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