Black Sabbath: reuniões, qual se saiu melhor?
Por Marino de Abreu
Fonte: Wikipedia
Postado em 18 de dezembro de 2014
Após duas reuniões não muito bem sucedidas (com Dio em 1992 e Ozzy em 1998), aqui sugerimos "bem sucedidas" como duradouras, Iommi e Butler tiveram com ambos vocalistas retornos triunfais para suas bandas, respectivamente, Heaven and Hell e Black Sabbath com os álbuns Heaven and Hell: Live from Radio City Music Hall e The Devil you know, álbum de inéditas, e 13, também de inéditas, e Live... Gathered In Their Masses. Qual retorno se deu mais "bem sucedido"? O que pretendemos é que os headbanger's opinem qual dos retornos foi mais oportuno, sem que seja levado em consideração qual fase é preferida, ainda que o autor penda à fase Dio.
Black Sabbath - Mais Novidades
Sabemos que o Heaven and Hell lançou posteriormente ao álbum The Devil you know outro álbum ao vivo, qual seja, Live at Wacken, gravado pouco antes do Deus Dio nos deixar.
Inicialmente, falemos do Black Sabbath. O retorno anunciado, bem como o lançamento de um álbum de inéditas causou frenesi no Metal World. Um dos pontos negativos dessa reunião se deu pela ausência do baterista Bill Ward, por razões até hoje meio obscuras, mas publicamente financeiras. Já positivamente, o álbum obteve um Grammy com a faixa " God is Dead".
Como qualquer álbum novo de uma lenda do rock, as opiniões sobre a obra são as mais diversas, mas não podemos deslembrarmos, no álbum 13, de faixas como "Zeitgeist", End of the beginnig" e "Live Forever". E, ainda, as duas excelentes e pesadas faixas extras " Methademic" e "Pariah", que junto com "Zeitgeist", formam a tríade deste álbum, para este que vos escreve.
O álbum contou com o baterista Brad Wilk (R.A.T.M e Audioslave) que preencheu com personalidade a vaga do lendário Bill. Não assiste razão a aquele que proclame reclamações quanto a execução deste músico no álbum.
Este álbum retratou muito bem, mesmo após tantos anos sem gravarem juntos, desde 1978 Never say Die!, o que é o Black Sabbath, que a química entre Tonny, Butler e Osbourne ainda rende bons frutos.
Contrariamente ao Heaven and Hell, como veremos adiante, esse retorno peca no álbum ao vivo. Primeiramente, entendo que a substituição de Brad Wilk pelo ótimo baterista Tommy Clufetos, baterista da banda solo de Ozzy, demonstra a intervenção de certas mulheres na música do quarteto. Creio que vocês saibam de quem falo. De fato não sabemos qual a razão da mudança, mas entendo que a manutenção do baterista que gravou o álbum seria a medida cabível. Ainda, já não é de hoje que Ozzy não é mais o mesmo. É nítida sua dificuldade em cantar seja suas músicas solos, seja as do Sabbath. Mesmo que este autor prefira Ronnie, isso não motiva tal constatação. Basta que vejamos vídeos das músicas editadas no DVD e vídeos feitos por fã nos shows da tour.
Outro ponto negativo, se dá no set list. Era a oportunidade da banda introduzir, além de músicas que não tocavam a bastante tempo, mais músicas do novo álbum, somente quatro entraram no set do álbum. O que faz com que o álbum Reunion seja mais atrativo do que este ao vivo lançado no ano passado.
Assim, vemos que no estúdio o tripé do Black Sabbath ainda possui a mesma química do anos dourados, mas ao vivo infelizmente o Madman deixa, e muito, a desejar.
Passemos agora ao Heaven and Hell.
Após a tentativa frustrada de retornar com o Blackk Sabbath com Ozzy, Tommy e Geezer viram em Ronnie a oportunidade de voltar aos velho tempos. Inversamente ao Sabbath, com exceção das músicas inéditas gravadas para o álbum The Dio Years, o que alavancou tal reunião foi a tour de reunião já sob a denominação Heaven and Hell.
Não se faz necessário maiores comentários sobre a monstruosidade do álbum ao vivo Live from Radio City Music Hall, que trouxe no set toda a pegada dessa formação, inclusive com um palco muito bonito e sombrio. No álbum estão todas as faixas clássicas desta formação como "Heaven and Hell", "Die Young", "Mob rules" dentre outras. O registro, tal como o álbum 13, com Ozzy, mostra a ligação entre os músicos, a satisfação destes em poderem novamente executarem tais canções.
Não há como não ressaltar a facilidade com que Dio canta as músicas que gravou a quase trinta anos de diferença entre o ao vivo e o registro original.
Após o tremendo sucesso e aceitação da mídia especializada e do público, o quarteto entrou no estúdio para gravar o álbum "The Devil you know". Apesar do sucesso do álbum frente a grande massa, o álbum que não é ruim, por favor não estou dizendo isso, mas talvez eu tenha criado uma expectativa muito grande para ele. Confesso que esperava petardos como Neon Knigths. O ponto alto deste álbum está na canção "Bible Black" que também possui um excelente registro ao vivo no álbum posterior. Demais é um álbum pesado, porém vejo as harmonias das músicas muito mais como músicas do Sabbath como do Heaven and Hell.
Assim, a partir desta pequena comparação busca-se instigar os leitores a debaterem quanto a qual reunião foi mais "bem sucedida", se com o velho Madman ou com o saudoso Ronnie Magic Dio.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
Iron Maiden pode continuar com músicos mais jovens? Nicko McBrain dá sua opinião
As bandas que Mick Jagger e Keith Richards não conseguiam suportar
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
Zakk Wylde compara entrar no Pantera a Eric Clapton homenageando Jimi Hendrix
A banda que Axl Rose e Slash detestavam, cujo vocalista quase produziu o primeiro Guns N' Roses
O rockstar que Rob Halford visitou sem avisar e causou uma confusão dos diabos
Shows do Social Distortion no Brasil são adiados para 2027
Por que George Harrison praticamente abandonou a guitarra no auge dos Beatles
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
Deep Purple cancela shows devido a emergência médica envolvendo Ian Gillan

Jorn Lande gosta de dois dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
A mensagem que Ronnie James Dio quis passar em "Stand Up and Shout"
A banda de heavy metal que Josh Homme ama, mas não quer imitar de jeito nenhum
Seguidores do Whiplash.Net elogiam a "fase Tony Martin" do Black Sabbath
Glenn Hughes ficava muito acelerado quando tomava café, segundo Tony Iommi
"Ozzy & Black Sabbath: Back To The Beginning" ganha versões físicas em dezembro
O cover que o Black Sabbath mais tocou ao vivo durante toda a carreira
Os dois ex-membros do Black Sabbath que não se davam bem
Eminem iria gravar música do primeiro disco solo de Tony Iommi
Heavy Metal: Bem vinda, Nova Geração da Velha Escola


