Metal: O que é ser "Metal" para você?

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Por Guilherme Niehues, Fonte: Horns Up
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Alguns julgam ser uma entidade multicultural, para outros uma ideologia de vida a ser seguida. Contudo, um dos gêneros mais reprimidos da história não tem em sua base metas, necessidades ou julgamento a ser retratado. A sua lei é simples: abraçar a todos que curtem qualquer estilo e tema incumbidos nos diversos sub-gêneros deste estilo tão grandioso e valioso para uma nação.

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O texto que aqui descrevo, é uma opinião minha, baseado na minha vivência em cima do aprendizado adquirido com esta filosofia do qual sigo por mais de 10 anos e que se demonstra presente em vários momentos da minha vida. Todavia, serve também para você entender que um fã de metal é tão apaixonado e defensor de seu estilo como qualquer outro, e não deixamos nunca que o METAL seja esquecido ou abandonado em nossas mentes. E claro, serve para você realizar uma análise, do que é ser METAL para você? Cada individuo dentro desta comunidade possui seu ponto de vista, sua igualdade, e acima de tudo, sua singularidade.

Desde os meus primeiro passos com o gênero, e sem ter conhecimento sobre o assunto, me identifiquei e muito com a agressividade e letras que divergiam há uma realidade nunca vista em outros gêneros, especialmente ao rock nacional, punk, post-punk e qualquer coisa que eu costumava a ouvir na época. Meu primeiro contato foi através de bandas como SLIPKNOT e KORN, uma entrada um tanto quanto recorrente para a grande maioria dos adolescentes nos início dos anos 2000. Para os mais xiitas, isso pode ser uma aversão e ilusão aos "verdadeiro" metal, afinal, não iniciei a minha apreciação do gênero pelas bandas mais "cultuadas" do gênero, como SLAYER, METALLICA ou qualquer que fosse as bandas clássicos. Aliás, não dou a miníma para isso! Tenho a ideia de que cada pessoa possui os seus "clássicos", de acordo com suas preferências, e isso não o torna mais ou menos "METAL" do qualquer um.

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Também, de aparência, não ostento um longo cabelo, não toco nenhum instrumento, e sou bastante diferente daqueles "metalstars" exibidos nas principais capas de revistas. Minha identificação é bastante simples: sou nerd assíduo que gosta de jogos, trabalho com informática, fã de filmes e louco por mitologias e conhecimentos que agregam valores. E toda essa minha ideologia, tirando o status de "trabalho" tomaram forma através deste gênero que aqui vos escrevo. Por que?

O METAL é o único gênero que engloba várias raízes, folclores, mitologias e fantasias de todo o mundo em um só lugar, e isso é inegável. Por exemplo, quem nunca procurou a entender melhor as letras do AMON AMARTH, banda clássica que transcreve as grandes batalhas dos Vikings e mitologia nórdica? Ou até mesmo sondar a mitologia egípcia através das letras e musicalidade apresentada pelo NILE? Seja qual for o meio, uma coisa sempre leva você a outra. E, de fato, eu sou mais um dos milhares que se deixaram levar pelo gênero e tomar uma forma mais abrangente de outros gostos por conter o mesmo cenário ou, apresentar uma ideia semelhante ao que ali é imposto e exibido nas músicas.

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Porém, nem sempre o gênero fora visto com um ar gracioso pela sociedade, igreja ou qualquer outra entidade. A primeira ação a ser tomada pelo ser humano, é expurgar e maltratar tudo aquilo que, em um primeiro momento, não é entendido ou não é de interesse de seus bens. Não somente este estilo, mas todo e qualquer outro que era tratado como um cão de rua no início da carreira, podendo citar o JAZZ ou o próprio ROCK. Afinal, ELVIS PRESLEY e os BEATLES sofrem alguma retalhação, especialmente pela igreja, por ser remetido a "música do diabo". Indiferente de tal ações, o METAL fora bastante censurado por se incitar ao satanismo, violência ou fantasias do qual a igreja não permitia ou o próprio governo considerava como uma ofensa a sociedade culta da época.

Mas, claro que, os anos passam e a sociedade deixa de torcer o nariz para tais questões levantadas no passado, e passam a reconhecer este estilo tão abrangente como parte de sua cultura e do seu dia-a-dia. Infelizmente, nem todos conseguem um avanço como esperado e ainda vivem do passado, especialmente os países berços do sub-gênero BLACK METAL. Entretanto, ainda tenho a opinião de que o METAL será um dos gêneros mais aplaudidos e ovacionados por multidões maiores ainda. E esta minha teoria é fundamentada no seguinte quesito: mais e mais, conquistamos espaços e horizontes. Para você ter uma ideia, não faz muito tempo que nossos porta vozes adentraram a terra do sol nascente e conquistaram os asiáticos. Apesar da grande receptividade e países como o Japão, principalmente se mostrar um grande país de headbangers, ainda assim, existe uma grande estrada a ser percorrido, mas que demonstra avanços inquestionáveis e de que, temos tudo para fazer mais histórias do que já fizemos.

Muitos comentam que, ouvir ao gênero e ovacionar qualquer banda é uma fase e logo ela acabará. E, nessas horas me sinto orgulhoso em defender a pátria e dizer que particularmente este gênero, esta paixão e ódio irá comigo até o fim. Não há nada e ninguém que possa arrancar o ideal de que, ainda existe muito a ser aprendido, seja de qualquer raiz: cultural, politica, religiosa, forma, grau ou gênero. Ninguém faz mais barulho do que os headbangers, e nada pode nos impedir.

Qual o principal combustível que nos faz erguer as mãos e formar os famosos chifres no ar em referência aos deuses que cultuamos? A nossa paixão. Com ela dividimos opiniões, brigamos por nossas bandas favoritas ou nos unimos para que a cena seja maior e melhor reconhecida, seja localmente ou mundialmente. Então, meus caros amigos, acabo de responder a pergunta título através do meu ponto de vista.

Você não precisa ostentar um cabelo longo e liso, tocar algum instrumento, ovacionar bandas clássicas ou se vestir de preto. O que importa para você ser um headbanger é, ter a cara e coragem de mostrar a sua paixão e defender aquilo que você acredita. Não se trata mais de uma entidade ou filosofia, e sim de você ser você mesmo. Ninguém pode lhe dizer qual o estereotipo que você deve ser, como você deve se vestir, ou se portar na sociedade. A sua singularidade, o seu "eu" é aquilo que define você ser METAL ou não.

Nada se compara a satisfação que se consegue quando você completa um sonho de conhecer o seu ídolo, ou vê-los ao vivo. E, é bastante intrigante saber que o seu humor, e as vezes a sua energia cresce ao som de um poderoso riff ou daquela música épica que acaba ficando na sua mente por dias ou semanas.

Todos formamos uma comunidade que compartilha conhecimento, seja pelas páginas de humor na internet, como a Headbanger da Depressão, ou páginas mais sérias como o Whiplash.net, A Ilha do Metal e qualquer outra que possibilite você a encontrar informações e conhecer novas bandas, gêneros e acima de tudo, fazer amizades.

A mídia, especialmente a nacional, retrata o gênero com um estereotipo errôneo e mal interpretado, de que somos "maus", "retardados" ou até mesmo criminosos. E na verdade, tudo que fazemos é sentar em uma mesa de bar e dar boas gargalhadas com os amigos, ou até mesmo, discutir temas filosóficos, religiosos ou qualquer coisa que venha nos entreter. Claro que, por muitas vezes aparecemos como foco de violência, incitamos o suicídio ou homicídio, porém é tudo questão de interpretação e é necessário entender que o fator "humano" está envolvido, e quer dizer que a "música" é a única culpada dos atos.

Seja quaisquer que for o cenário retratado pela mídia ou outra fonte, ainda ostento com prazer a bandeira como outros milhares de fãs ao redor do mundo. E por querer trazer ao público uma aversão a mídia tosca e globalizada, criei a HORNS UP, um portal onde eu falo o que eu quero e exponho o que posso para ajudar quem quer que seja do meio do metal ou música. Confesso que é trabalhoso, mas no final me gera uma satisfação enorme em poder contribuir com o mínimo para o cenário.

Em suma, aqui está o meu depoimento. A minha opinião e visão do que é o METAL e o que ele representa para minha pessoa, sem mais ou menos. O meu intuito era compartilhar o meu ponto de vista, de fã para fã e fazer com que você pense no que realmente este gênero representa para você, e se, você já fez algo para ajudar o seu estilo favorito nos últimos tempos.

Portanto, eu lhe faço a pergunta, o que é realmente ser "metal" para você?

Por termos de curiosidades, a quem possa se interessar, minhas bandas clássicas são: Celtic Frost, Bathory, Venom, Mercyful Fate/King Diamond, Cannibal Corpse e My Dying Bride. :)




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