Área VIP: no sentido contrário da democracia do rock
Por Felipe Milano Riveglini
Postado em 14 de agosto de 2010
O rock e suas inúmeras dissidências após algumas décadas de atividades representa um apaixonante estilo de vida. Não preciso explicar isso com riqueza de detalhes, pois se você está lendo uma matéria deste site provavelmente sabe muito bem o que quero dizer.
Um dos momentos mais importantes na vida de um fiel amante do rock é sem dúvida ir aos shows de suas bandas prediletas. Não somente para assistir as bandas, claro que este é o grande objetivo, mas ir a um show pode mobilizar uma espécie de ritual que aumenta a magia do evento. Estou falando da escolha da camiseta a ser usada, de chegar na madrugada anterior para conseguir ficar na grade, de fazer amizades na fila e ver pequenos grupos virarem um grupo maior, de disputar espaço na pista em meio a pulos, gritos, empurrões, mas sempre de forma leal.
A pista de um show de rock é um espaço onde a regra é a democracia do rock. Consegue chegar mais à frente quem for mais apaixonado e essa paixão independe de classe social, pois disputam o mesmo espaço aquele que dedicou uma pequena parte de sua renda mensal para estar ali e o que juntou dinheiro durante meses para fazer o mesmo. É, portanto, um espaço no qual não há regra maior que a devoção ao rock, ou melhor, era.
Nos últimos anos temos visto a tal da área VIP mudar as regras do nosso jogo. A coisa toda começou com grandes eventos em estádios, mas hoje invade quase todos os espetáculos nas casas mais renomadas. Podemos dizer que a área VIP, muitas vezes chamada de pista Premium, mudou a democracia do rock. Nosso sagrado ritual de ir a um show está agora sob as mesmas regras de mercado que todas as outras coisas, quem tem muito dinheiro tem os melhores produtos e serviços, quem tem algum dinheiro fica com o que o primeiro grupo não quis e os demais que tenham mais sucesso nas próximas vezes.
Pessoa muito importante, essa é a tradução da sigla VIP (very important person). Se quem pode estar na área VIP é mais importante que os demais, a democracia do rock está acabada e isso é assustador, pois o que para muitos é um estilo de vida pode se transformar em apenas um gosto musical.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música de cada álbum do Iron Maiden, segundo ranking feito pela Loudwire
Uma cantora brasileira no Arch Enemy? Post enigmático levanta indícios...
Quem pode ser a nova vocalista do Arch Enemy no Bangers Open Air?
Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
Dave Mustaine destaca a versatilidade dos irmãos Drover; "Ambos tocam guitarra e bateria"
Arch Enemy é anunciado como atração do Bangers Open Air
Twisted Sister fora do Bangers Open Air 2026; novo headliner será anunciado nesta sexta-feira
Em parceria com plataforma, Skid Row inicia procura mundial por seu novo vocalista
"Look Outside Your Window", álbum "perdido" do Slipknot, será lançado em abril
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
5 álbuns que marcaram Cláudio David, do Overdose, incluindo a "bíblia do thrash metal"
A música épica do Rush que mexeu com a cabeça de Dave Mustaine
Revista Metal Hammer elege o melhor álbum do metal de todos os tempos
Paulo Miklos compara sua saída dos Titãs com as de Arnaldo Antunes e Nando Reis
Mamonas Assassinas: músicos já sabiam que iam morrer?


Será que todo fã é um idiota? Quando a crítica ignora quem sustenta a música
Desmistificando algumas "verdades absolutas" sobre o Dream Theater - que não são tão verdadeiras
A farsa da falta de público: por que a indústria musical insiste em abandonar o Nordeste
Afinal o rock morreu?
Será mesmo que Max Cavalera está "patinando no Roots"?
Lojas de Discos: a desgraça e o calvário de se trabalhar em uma
Avenged Sevenfold: desmistificando o ódio pela banda



