Sangue, Urina e Marketing. Estrelando: Timo Tolkki
Por Rosa Moraes
Postado em 10 de março de 2004
Todo mundo quer saber em que pedregulho Tolkki bateu a cabeça.Até quem não é fã de Stratovarius, está acompanhando o "caso" (perdido?). Todo mundo fez suas apostas, todos têm sua teoria. Demente virtuose ou gênio do marketing?
Na minha opinião, nem uma, nem outra coisa. Embora pudessem ser ambas, o background pessoal que Tolkki apresenta que poderia desencadear uma loucura, não condiz muito com o tipo de atitude que ele está mostrando agora. E, chamá-lo de "gênio do marketing" quando ele está divulgando um produto que jamais vai poder vender, é meio irreal. Porque, vamos encarar um fato: é extremamente difícil que o Stratovarius chegue a gravar qualquer coisa nessa nova formação. Mais improvável ainda que seja feita qualquer apresentação, a não ser, talvez uma única, na Finlândia. Que - aí sim - vai render um absurdo.
Tolkki pode também ter chegado á conclusão de que o Stratovarius acabou quando saíram Kotipelto e Michael. A introdução dos novos integrantes, sobretudo de Miss K, teria sido uma fraude, única e exclusivamente para provocar no público a reação que provocou. Começa então a farsa, co-estrelando os próprios fãs do Strato. O feedback mundial, apimentado pela entrevista de um jornalista anônimo e publicada no site oficial, é a desculpa que Tolkki tem para iniciar a segunda parte do "plano". Com o seu suposto surto psicótico, ele rouba a cena heavy-metal mundial. E garante que os shows já agendados do Stratovarius, que seriam os últimos, sejam um recorde de bilheteria. No último suspiro, a banda gera milhões.
Outro modo de pensar, nesse sentido, é de que mesmo a saída de Kotipelto e Michael fizesse parte desse esquema. De qualquer forma, o que mais atiça minha curiosidade é saber o que teria acontecido se o público reagisse favoravelmente à entrada de Miss K. Mas ele nem teve chance: com as fotos publicadas e a entrevista, era odiá-la ou odiá-la. Não sei se é genial, mas se foi uma manobra, com certeza foi muito bem pensada, e Miss K parece que foi escolhida a dedo para desagradar os fãs. Mera coincidência?
Quando Tolkki foi esfaqueado, as fotos publicadas no Sonera Plaza (linkadas aqui no Brasil pela Whiplash!), o que mais me chamou a atenção foram os esparadrapos. Que raio de hospital é esse que faz um curativo tosco, seguro por fita adesiva plástica, num rockstar em plena Europa? Sem contar que, na foto sem o curativo, é óbvio que o ferimento não foi limpo antes de ser coberto, outro absurdo médico, que duvido muito que pudesse ocorrer até mesmo num PS de Terceiro Mundo. Me desculpe, mas eu não acredito nessa história de jeito nenhum.
Mas agora só nos resta aguardar por cenas do próximo capítulo. E pagar para ver a cortina se fechar, definitivamente, sobre o Stratovarius. Quanto ao destino de Tolkki, tenho dois palpites: se for ele o maestro consciente de toda essa ópera, ainda poderá "se recuperar", pedir desculpas e aparecer com algo totalmente novo e de uma qualidade surpreendente, rediminido-se assim com uma boa parte dos fãs. Caso ele tenha mesmo atingido esse grau de sandice, receio que seu futuro seja breve e nebuloso, num hospício ou no cemitério - deixando nossas mentes para sempre a indagar se foi Tolkki um mestre ou um monstro.
Surto de Timo Tolkki
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A música de guitarra mais bonita da história, segundo Brian May do Queen
10 músicas do Kiss para quem não gosta do Kiss
Guns N' Roses ensaia hit não tocado há 35 anos e fãs criam expectativa para shows no Brasil
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
O álbum de rock rural que mistura candomblé e umbanda que Regis Tadeu adora
David Ellefson diz que "Master of Puppets" foi o primeiro disco de metal progressivo
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
Baterista do Arch Enemy afirma que saída de Alissa White-Gluz não foi uma surpresa
Arch Enemy publica vídeo com demos de música alvo de polêmica com Kiko Loureiro
O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Quando Axl Rose apresentou o Queensryche na turnê "Operation: Mindcrime"
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
A banda dos anos setenta que Tony Iommi adorava, mas John Bonham não queria nem ouvir falar
O álbum do Angra que fez Herman Li ficar perplexo com performance de Aquiles Priester
Cinco álbuns dos anos 2000 que todo headbanger deveria ouvir ao menos uma vez


Festival terá Angra tocando "Holy Land" e Stratovarius com set só de músicas dos anos 1990



