Penélope faz versões antes de encarar independência

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Fonte: Usina do Som
Enviar correções  |  Ver Acessos

TRANSIÇAO COM O CORAÇAO

Por José Flávio Júnior

Pausa para respirar, escolher um novo rumo, refletir. O grupo baiano Penélope consegue isso com o disco de versões Rock, Meu Amor, projeto engendrado com a gravadora Som Livre, braço das organizações Globo. Não era o que artisticamente o quinteto desejava gravar, mas... "Surgiu esse convite", admite a vocalista Érika Martins. "Eles queriam que a gente fizesse um álbum temático. Estávamos saindo da Sony e achamos que seria legal ter um disco de transição."

Sincera, Érika explica como o álbum tomou forma. "A gente achou que o amor tinha tudo a ver com a banda. É um tema rico para se trabalhar: amor no rock. Trocamos e-mails com os produtores e com a Som Livre e chegamos nesse repertório, sem briga ou confusão. Rolou uma unanimidade." A primeira a ser escolhida foi "Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo", hino indie do primeiro disco solo do eterno Replicante Wander Wildner. Na gravação dessa rolou até um "momento lindo" com o povo da gravadora. "A galera da Som Livre veio participar do coro no final da música junto com a gente. Eles entraram na viagem totalmente", lembra a cantora. Releituras de sucessos de Gang 90 ("Nosso Louco Amor"), Léo Jaime e Kid Abelha ("A Fórmula Do Amor"), Biquini Cavadão ("Timidez") e Los Hermanos ("Quem Sabe") se destacam no conjunto. Também foi boa a lembrança de "Menino Bonito", balada de Rita Lee, originalmente registrada no clássico Atrás Do Porto Tem Uma Cidade, de 1974.

Apesar de Rock, Meu Amor permitir que o Penélope pondere sobre o futuro, já é certo que o grupo estará sem vínculo com gravadora novamente quando o quarto trabalho começar a ser pensado. O que parece não preocupar Érika, já que ela não guarda as melhores lembranças do período em que lidou com uma major. "Nunca fomos prioridade na Sony. Eles nunca investiram, nunca colocaram grana pesada na gente."

Depois de cantar com Skank ("Tão Seu"), Raimundos ("A Mais Pedida"), Biquini Cavadão ("Educação Sentimental") e "Herbert Vianna" ("In Between Days", que aparece vertida para o português em Rock, Meu Amor), Érika assume a missão de reerguer a banda, nem que seja por caminhos alternativos. "A gente já é macaco velho, a banda tem oito anos. Não caímos mais nessa de depender de grande gravadora. A gente está num escritório (o Los Tres Comunicação) que funciona como gravadora. Esse disco mesmo, a Som Livre só licenciou. O produtor fonográfico é o Penélope. O próximo disco pode ser independente mesmo, lançado pela banda. Por que não?




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção NotíciasTodas as matérias sobre "Covers e Versões"Todas as matérias sobre "Penelope"


Gibson: os 50 melhores covers da história do rockGibson
Os 50 melhores covers da história do rock

Música clássica: Bach, Beethoven e Vivaldi em versão MetalMúsica clássica
Bach, Beethoven e Vivaldi em versão Metal

Hunger: uma versão bem mais pesada de Another Brick In The WallHunger
Uma versão bem mais pesada de "Another Brick In The Wall"


Slayer: quando Cronos deixou Tom Araya de olho roxoSlayer
Quando Cronos deixou Tom Araya de olho roxo

Heavy Metal: 5 músicos que não são metaleiros mas amam o estiloHeavy Metal
5 músicos que não são metaleiros mas amam o estilo

Luís Mariutti para Nando Moura: Estádio não se lota com views ou likesLuís Mariutti para Nando Moura
"Estádio não se lota com views ou likes"

Oito razões pra dormir com um bateristaTemperatura Máxima: as atrizes pornôs que incendiaram o cenário RockSteel Panther: "acho que as brasileiras têm cheiro de manga!"Ronnie James Dio: as 10 melhores músicas da carreira do vocalista