Rick Wakeman diz que rock progressivo foi libertador
Fonte: UOL Música
Postado em 19 de abril de 2005
HAVANA, 18 abr (AFP) - O tecladista britânico Rick Wakeman, ex-integrante do grupo Yes, um dos artistas mais famosos do rock progressivo, disse nesta segunda-feira, em Havana, que este estilo musical significou para ele libertar-se dos interesses comerciais.
"Para mim o rock progressivo significou a liberdade. O músico toca o que quer tocar, não o que executivo ou o comercial lhe diz que faça", afirmou Wakeman em entrevista coletiva prévia aos três shows que ele dará na ilha.
Descontraído e muito entusiasmado por estar em Cuba, país que disse ter querido visitar há 20 anos, Wakeman seduziu sua platéia, formada quase que integralmente por jornalistas e músicos locais.
"Os músicos progressivos, os músicos de jazz, querem ter a liberdade de dizer o que querem dizer", destacou o tecladista, nascido em 1948.
O músico se apresentará nos dias 22 e 23 de abril no teatro Karl Marx, o maior de Cuba, com capacidade para cinco mil pessoas, e será acompanhado dos grupos suíço, Cross Fires, e britânico, New English Rock Ensemble.
Sua última apresentação na capital cubana será na Praça Antiimperialista José Martí, em frente à sede da Seção de Interesses dos Estados Unidos, quando subirá ao palco com o grupo cubano Síntesis.
Egresso da música clássica, Wakeman começou sua carreira profissional em 1963, quando entrou para o Atlantic Blues antes de integrar o grupo Yes, com o qual gravou "Fragile" e "Close to the edge", ambos em 1972, que o lançaram ao estrelato.
Em sua carreira solo, teve grande sucesso com trabalhos como "The Six Wives of Henry VIII" (1973) e "Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table" (1975).
Os concertos de Wakeman em Havana serão gravados e apresentados em um DVD intitulado "Hecho en Cuba", que será promovido na Europa, informou o Instituto Cubano da Música.
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