Metal Mike: Painmuseum, Bach e Halford

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Glam-metal.com
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Mike Chlasciak é um guitarristas respeitados. Ele se formou pelo Berklee School of Music e trabalhou com alguns dos mais importantes músicos do metal, incluindo o legendário Rob Halford e o Testament.

Atualmente Metal Mike juntou suas forças com um dos superstars dos anos 80, Sebastian Bach, e recentemente tocou com ele na Europa, abrindo para o Guns’n’Roses. Esse grande guitarrista de heavy metal esteve bastante ocupado em 2006. Nos intervalos da turnê com Sebastian, Metal Mike também está colocando toda a sua habilidade na guitarra no mais recente CD de Bach, "Angel Down".

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E, no meio de toda essa atividade na turnê e nas gravações, Metal Mike Chlasciak ainda encontrou tempo para lançar um CD de seu projeto solo PainmuseuM, cujo título é "You Have The Right To Remain Violent".

O GlamMetal.Com recentemente se encontrou com o guerreiro da guitarra e conversou sobre o álbum do PainmuseuM, a turnê com Sebastian Bach, como foi abrir para o Guns’N’Roses na Europa e sobre como é a vida de um dos mais requisitados guitarristas do metal no momento.

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Oi Mike, muito obrigado por ter reservado um tempo na sua agenda ocupada para esta entrevista comigo para o site Glam-Metal.Com. Você tem estado bem ocupado ultimamente. Em primeiro lugar, vamos conversar sobre o último álbum do PainmuseuM, que acabou de ser lançado, o "You Have The Right To Remain Violent". Quais as diferenças entre o novo CD e o CD de estréia do PaimuseuM, "Metal For Life?". Que tipo de objetivo você definiu para você e para a banda quando vocês foram pro estúdio gravar?

Bem, "You Have The Right To Remain Violent" é um lançamento especial. Ele contém três músicas (Speak The Name, American Metalhead, Dogs In A Cage), do nosso aclamado CD de estréia, "Metal For Life", além de uma música nova chamada "Scars In Black". Além disso, você encontra uma parte extra com um vídeo promocional para "Speak The Name", além de uma mensagem em vídeo minha, 6 wallpapers, menus animados e galerias com fotos exclusivas. O pacote também é de primeira, com a parte do "enhanced CD" no mesmo nível das melhores do mercado. Eu tive a idéia de lançar este EP antes de voltarmos ao estúdio para gravar um novo álbum completo. O EPoX também vai garantir uma divulgação maior pro nosso vídeo "Speak The Name", pois acho que é um vídeo fantástico, o primeiro, de nossa banda. Também achei que os fãs realmente gostariam de ouvir a nova música "Scars in Black". Até agora a resposta tem sido incrível. E estou adorando.

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Como você teve a idéia pro título do último CD do Painmuseum? Você diria que o álbum reflete o estado caótico do mundo hoje em dia?

É uma frase de impacto legal, eu acho. É uma coisa meio irônica, mas ao mesmo tempo tem algumas idéias sérias por trás, sabe? Na verdade, eu não pensei realmente na situação do mundo de hoje quando fiz o título, pelo menos não intencionalmente. É claro que tudo passa por uma interpretação, então quem sabe no que vai dar? Mas o título representa mais uma frase interessante que descreve bem o que penso.

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O James Murray do Testament ajudou a produzir o "You Have The Right To Remain Violent"? Você gostou de trabalhar com o James?

O James masterizou o álbum. Como você deve saber, o James masterizou o nosso CD de estréia, o "Metal For Life". Eu gostei de trabalhar com o James, ele é bom nessas coisas e temos o mesmo tipo de formação musical, o que significa música agressiva com muita guitarra. Ele consegue encontrar o que estou procurando e faz a sua parte muito bem.

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Em 2004, você fez parte do Testament para a sua turnê européia. Como surgiu essa participação no Testament?

Durante o trabalho no "Metal For Life", Eric (Peterson) me ligou perguntando se eu estava interessado em sair com o Testament em turnê pela Europa. Eu nunca escondi que sou um grande fã da banda e disse "é claro", porque, como guitarrista e como músico... era uma coisa maravilhosa pra se fazer. Eu sabia que também seria ótimo para aperfeiçoar minhas técnicas de guitarra. Então fizemos isso e aproveitamos muito, muito mesmo. Depois da turnê, eu voltei a trabalhar no álbum do PainmuseuM.

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O que você achou da volta do Testament? Você acha que você vai voltar a trabalhar com eles no futuro?

Bem, eu sempre vou desejar tudo de bom pros caras e ver a volta deles é um sonho se tornando realidade para muita, muita gente. Estou muito contente por ter acontecido. Sim, fazer um álbum de estúdio com o Testament seria muito interessante para mim naquele momento, mas quando uma porta se fecha, outra se abre. Quando soube da volta da formação original do Testament, o Sebastian Bach me ligou e me pediu pra me juntar a ele numa turnê mundial naquele ano. Fizemos isso e recentemente terminamos uma turnê muito bem sucedida com o Guns’n’Roses, então não tenho do que reclamar. Tenho tido muita sorte como músico.

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Qual música do "You Have The Right To Remain Violent" é mais importante pra você? Há alguma música que se destaque e que você realmente goste de tocar ao vivo?

Eu gosto de todas, não dá pra mentir... "Scars In Black" e "American Metalhead " sempre detonam ao vivo. Os fãs adoram.

Mike, onde os leitores podem comprar o último álbum do PainmuseuM? Há planos de fazer alguma turnê ainda neste ano com o PainmuseuM?

Os fãs podem comprar todos os álbuns do PainmuseuM nas páginas www.cdbaby.com/metalmike e www./cdbaby.com/metalmike2. Eles também estão disponíveis no site www.metalmike.net, www.guitarmusic9.com, www.bestbuy.com, www.towerrecords.com e em lojas ao redor do mundo.

Você já tocou com alguns dos maiores talentos do metal atual. Me diga como foi a sua última turnê com Sebastian Bach. Ele é realmente um dos grandes vocalistas do metal.

É, o Sebastian é realmente matador, não é? Eu tive o prazer de dividir o palco ou gravar com alguns dos melhores: o Metal God, é claro, Chuck Billy, Bruce Dickinson, Geoff Tate, Sebastian e muito outros como Joachim Cans (Hammerfall) e Mike Vescera (Loudness, Obsession, Yngwie). Sebastian morava a uma hora ao sul de onde eu morava, em Nova Jérsei, e ele me ligou dizendo "Cara... Vem pra minha banda, vamos fazer um álbum de Metal juntos. Quero fazer turnês pra sempre". Eu disse ok e tenho me divertido muito desde então. É isso o que aconteceu.

Você recentemente esteve no estúdio gravando o último CD do Sebastian Bach, cujo título é "Angel Down". Me fale um pouco sobre as músicas desse álbum. Elas lembram o Skid Row no início de carreira ou têm um som mais pesado, como Testament ou Halford?

Eu diria nem uma coisa nem outra. Obviamente você encontra algumas tendências do Halford na parte instrumental devido à minha participação e a do Bobby Jarzombek (baterista do Halford), que tocou com a gente na banda do Bach. Mas o álbum tem uma personalidade própria... sem esquecer o passado do Bach. Seus fãs vão gostar desse álbum, e os meus fãs também, eu acho. Eu acho que as pessoas vão gostar bastante desse álbum.

O novo álbum do Sebastian Bach está programado para ser lançado em outubro?

Pelo que eu ouvi, sim.

Quem está na banda do Sebastian Bach que está excursionando atualmente?

Eu – Guitarra
Steve DiGiorgio – Baixo
Bobby Jarzombek – Bateria
Johnny Chromatic – Guitarra
A mesma banda que participou do álbum "Angel Down".

Você recentemente tocou na Europa com o Sebastian Bach, abrindo para o Guns ‘n’ Roses. Quais foram os momentos mais marcantes?

Foram vários... tocar em estádios para milhares de fãs foi uma sensação incrível. E tocar novamente nesses grandes locais foi demais. Eu gostei de poder tomar uns drinks com o Axl, com o Lars do Metallica... e ter a companhia de várias modelos também não é nada mal. O mundo do Guns’N’Roses é muito diferente... pura fantasia Rock’N’Roll, combinado com música de excelente qualidade.

Fale-me sobre os seus próximos shows na Bulgária com o Sebastian Bach. A última vez que você tocou na Bulgária foi em 2002, certo?

Sim, foi quando o Halford fez um show com o Slayer. Pra ser sincero, alguma coisa sempre acontece na Bulgária. Em 2002, o caminhão com os equipamentos chegou ao estádio 1 hora antes do show, então eu tive que ajudar na preparação do meu equipamento – eu literalmente troquei de roupa atrás do palco – um jeito meio tosco de fazer as coisas, mas divertido. Com o Bach, minhas guitarras e minha sacola pessoal foram perdidas. Recuperamos as guitarras depois de 12 horas esperando no aeroporto, mas nada de sacola... Então eu tive que tocar com minhas calças de corrida e minha camiseta do Fight, hahaha... Mas os dois shows em 2002 e neste ano foram incríveis. Ah, e logo que saí em turnê este ano, eu tive algum tipo de reação alérgica... Quando nos reunimos com o Guns’N’Roses, eu tive que me consultar com um paramédico que me deu alguns remédios. Típica loucura Rock’N’Roll o tempo todo.

Você também tocou no Japão com o Sebastian Bach. Você estava ansioso para tocar no mesmo palco com o Alice In Chains?

É, eu adoro Alice In Chains e também passei o show inteiro do Steve Vai bem ao lado do palco. E fomos jantar com o Jerry Cantrell. Um cara muito legal. Algumas daquelas músicas do Alice In Chains são clássicos, surpreendentes, muita vibração e ótimas idéias. Foi muito legal. Outro momento marcante no Japão foi o Pussycat Dolls, uma banda de pop dance. Me apaixonei pela vocalista... mas essa é outra história, eheh.

Quais são as diferenças entre os fãs europeus e os americanos? Você acha que os fãs europeus ainda estão parados nos anos 80?

Havia uma separação maior, mas agora o mundo está se tornando um lugar menor devido à Internet, etc... Então as pessoas agem cada vez mais de maneira semelhante. Os europeus são muito dedicados àquilo que gostam, e são muito puristas. Alguns podem achar que é o som dos anos 80 que eles gostam, mas na verdade eles são bem abertos. Eles podem gostar de Def Leppard e ir ver o Rolling Stones na semana seguinte. Os fãs americanos de metal, na maioria das vezes, não são assim. Eu não sou, eu fico com o meu Metal – obrigado (Ok, e também com as Pussicat Dolls, ahah). É tudo bom, adoro tudo isso.

Mike, você nasceu na Polônia. Conte-me sobre quando você foi pros Estados Unidos. Como você começou na música?

Eu mudei pros EUA em dezembro de 1984. Peguei uma guitarra pela primeira vez em 1986, quando um pôster do Ozzy caiu da parede do meu quarto e tinha um anúncio sobre um curso de guitarra no verso. Eu encomendei metade do curso e nunca olhei pra trás.

Hoje você mora em Nova Jérsei. Parece que Nova Jérsei é o atual caldeirão do metal. Há tantos grande músicos que moram nessa área, incluindo Zakk Wylde e Bobby Ellsworth do Overkill.

É, sei o que quer dizer. O pessoa de NJ acredita muito no metal. Quando bandas de metal não podem tocar em outros locais, elas sempre podem tocar no clube Birch Hill de NJ. Esse clube se tornou lendário, eu adorei. É um bom estado para um cara do Metal como eu.

O Sebastian recentemente apareceu no especial VH1 Super Group. Qual seria o seu super grupo ideal? Quais são os seus músicos favoritos com os quais você gostaria de tocar?

Eu já toquei com alguns dos melhores músicos que eu conheço, mas já que quer saber... Aqui vai:

Eu – Guitarra
Baixo – Billy Sheehan
Vocais/ Guitarra – Chuck Schuldiner
Bateria – Paul Bostaph ou Bobby Jarzombek.

Mike, você tem uma longa carreira como músico. Eu sou de Boston e recentemente soube que você se formou na Berklee School of Music. Do que mais você gostou quando estudou em Boston? Um amigo meu, o baixista John JD Deservio do Black Label Society estudou na Berklee. School of Music.

Eu gostava de fazer jams com meus colegas pois eu aprendi muito com eles e eu gostei de beber a cerveja dos outros em festas por toda Boston.

Qual é a sua situação na banda Halford? Você tem conversado com o Rob ultimamente?

O Roy produziu o último álbum do Bach, então trabalhamos juntos recentemente. Quase terminamos o novo álbum de stúdio do Halford, o Roy tocou guitarra junto comigo e também foi o produtor. A banda Halford vai mostrar seu barulho mais uma vez, assim que o Priest der uma pausa.

Você já tocou com tantos grande artistas. Qual a diferença entre trabalhar com o Sebastian Bach e com o Halford ou o Testament?

São todos diferentes... A banda Halford é mais estruturada; tudo se encaixa perfeitamente. Eu gosto e prefiro trabalhar assim. Testament e Bach são bandas um pouco descontroladas, pois às vezes a coisa vira um caos. Ambas as situações têm as suas vantagens. Eu sou fanático por ordem, então toda essa loucura com o Bach e mesmo com o Testament... Eu acabo me juntando a eles e, até certo ponto, eu gosto. Mas isso me deixa um pouco desconfortável. No final é só um mundo louco da música com personalidades e muito álcool... Eu aproveito o que é bom e esqueço o que é ruim.

O que os fãs podem esperar de Metal Mike Chlasciak em 2006?

Continuaremos a trabalhar no novo álbum do PainmuseuM. Haverá relançamentos dos álbuns "Resurrection", "Live Insurrection" e "Crucible" da banda Halford, que agora são clássicos, além de turnês com o Sebastian e o lançamento de seu álbum. 2007 será um ano bem ocupado também... muitas turnês com mais lançamentos de álbuns. Mas estou pronto.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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