Morse poderá sair em turnê com o Dixie Dregs

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Steve Morse -
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O guitarrista Steve Morse, atualmente no DEEP PURPLE, postou a mensagem abaixo no site oficial:

"No momento em que escrevo, na verdade estou em casa, não na estrada. Mas, quando um músico está em casa, ele ainda precisa praticar, consertar equipamentos no estúdio, telefonar, tirar incontáveis fotos para vistos, preencher toneladas de formulários, chamar a FedEx para enviar meu único passaporte para que eu possa trabalhar por 2 horas em algum outro país, responder centenas (ainda faltam 3.500) e-mails, compor mais músicas, mixar um projeto quase acabado, resolver problemas de computador, levar as crianças pra escola e buscá-las, aparar tudo o que cresce lá fora, fazer a manutenção de tudo na fazenda... então eu não acho que esses momentos sejam 'de folga', como a maioria das pessoas. Mas ainda consigo passar algum tempo com a minha família e viajar de avião, onde tudo é belo.

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Algo incrível aconteceu em nossa última viagem quando estávamos em Mônaco. John McLaughlin, em primeiro lugar, foi uma grande influência para Dregs e eu. Nos anos 80 pude fazer uma turnê com John, Al Dimeola e Paco de Lucia num show totalmente acústico. Também houve muitas ocasiões para ouvir John tocar com Mahavishnu, One Truth Band, Shakti e sozinho. Ele foi o cara que juntou a ousadia do jazz com a energia do rock and roll que é a base da Mahavishnu Orchestra. Então, ele me contatou e perguntou se poderíamos nos reunir quando eu chegasse na cidade. E aconteceu de chegarmos justamente na hora do jantar em sua casa com sua família e minha esposa, Janine, estava comigo. Bem, ele revelou ser um grande cozinheiro, juntamente com sua esposa, e a visita foi muito agradável. Ele me deu uma cópia de um novo livro sobre a Mahavishnu e fiquei surpreso em ver citações minhas sobre John e a banda. Além disso, foi interessante ver nosso violinista do Dregs, Jerry Goodman, descrever sua vida enquanto esteve na Mahavishnu. Até hoje, nós sempre tocamos um cover da Mahavishnu no Dregs para reconhecermos a marca que John e sua banda deixaram em nossa música.

Enquanto estávamos em Mônaco, também pudemos fazer algo que normalmente não é possível. Nós alugamos uma scooter/moto para andar por lá. Como iríamos passar vários dias em um só lugar, com apenas uma entrevista marcada, de repente foi possível fazer alguns passeios. Os despenhadeiros no sul da França e em Monte Carlo são divertidos para ficar olhando a paisagem, mas dirigir no estilo 'kamikaze' me deu, às vezes, vontade de voltar a dirigir calmamente na minha cidade. Os franceses são muito legais com turistas americanos que tentam falar uma ou duas frases enroladas em francês. Eles sorriem e normalmente acabam falando um pouco de inglês, tornando as coisas mais fáceis! Eu costumava sonhar em ter minha bike numa caixa de transporte dentro do caminhão e andar nela sempre que pudesse, mas aí eu me lembrava que o equipamento precisa ser descarregado e guardado todo dia...

O que me faz lembrar de uma estória: Eu estava dando um seminário para a Ernie Ball (fabricante de guitarras) durante uma turnê da SMB (Steve Morse Band) com o Rush. Era durante a tarde, e o show seria naquela noite. As pessoas ficavam me fazendo perguntas em uma loja de instrumentos. Eles estavam sentados olhando para mim e eu estava em um pequeno palco virado para eles e para a grande vitrine na rua principal. Um cara me perguntou sobre o Neil Peart (o baterista do Rush). Eu me lembrei que ele tinha andado de bicicleta de Chicago até Milwaukee no dia anterior ao invés de ir com o ônibus da turnê. E eu continuei: 'E ali vai ele neste momento, andando de bicicleta pela rua principal'. Todos riram, mas era verdade. Neil tinha acabado de passar por lá com sua bicicleta, e andou por alguns quilômetros antes do show. Quanto mais eu tentava convencê-los de que aquilo era verdade, mais eles riam. Eu desisti e então toquei outro exemplo musical...

Acabei de falar com o empresário do Deep Purple, Bruce Payne, e também com meu empresário, Frank Solomon. O DP vai fazer muitos shows neste outono e estamos querendo fazer uma curta turnê com o Dregs e a SMB em janeiro nos Estados Unidos. Eu não tenho certeza se isso vai ser possível com todos os compromissos com os outros caras, mas ainda há essa possibilidade.

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Janine e eu levamos meu filho e seu amigo para ver o Poison e o Cinderella recentemente. Os dois, que são adolescentes e tocam guitarra, tiveram o momento mais feliz da vida deles. Eles adoraram o show e o tempo todo ficavam tocando 'air guitar' ou então levantavam um punho no ar. É fantástico ver a energia sem limites que o rock and roll dá aos fãs que realmente adoram a música. Eu gostei de ver mais um show nas primeira fileiras, eu sempre aprendo algo com isso, e realmente gosto de ver as pessoas sorrirem em um show só por causa de alguma coisa que está sendo tocada ou cantada!"




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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