Porcupine Tree: disco novo e show em Paris
Por Paulo Francisco
Postado em 21 de setembro de 2006
NE: Recebemos o interessante relato a seguir de um usuário do Whiplash! que esteve presente em um dos primeiros shows da nova tour do Porcupine Tree ocorrido em Paris.
"Acabo de chegar do show do Porcupine aqui em Paris no Elysée Montmartre (segundo show da turnê atual) e estou sem palavras para definir a experiência.
Antes, uma banda suporte tocou, meio "The Strokes encontra Metallica" e gostei do som; como resultado, aumentou ainda mais a minha expectativa pelo que viria, e isso nem sempre é bom.
Entra o quinteto, sim, quinteto. Sem explosões, nem fumaça nem DVD, sem nada. Entraram e começaram a tocar, simples e diretos como sempre. Demorei a reconhecer a música, apesar de saber de cor os CDs, e o problema é que não reconheci até o final, quando nosso amigo Steven anunciou num francês tosco - "essa primeira parte vai ser só com o material novo,... espero que gostem". Ansioso por escutar Deadwing e In Absentia, fiquei num misto de decepção e apreensão - sabe lá o que viria pela frente. E o que veio foi MUITO som!
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Porcupine é dessas bandas que reza a cartilha do "Uma nota bem encaixada vale mais que mil escalas", e eles encaixam muito bem as notas. Opinião particular: gostei muito das músicas, e como já ia comprar o CD mesmo, fico ainda mais contente. Aviso aos fãs antigos: Steven pareceu gostar do metal e esse álbum repete a fórmula dos dois anteriores, diria que por vezes parece até mais pesado, apesar de ter as baladas e momentos tranqüilos de sempre. Eles tocaram 10 músicas novas, e como Steven falou ao final do primeiro ato, esse deve ser o material final para o lançamento em meados de fevereiro/março.
Intervalo, segunda parte. Open Car e aquele riff matador. Como fã de bandas de thrash e metal posso dizer que o som do PT soa mais pesado e contundente do que muita música de bandas como Sepultura & cia. Impressiona: pouco equipamento, pouca alegoria. A bateria martela, o Gavin dispara os rim shots e é o que mais me agrada como instrumentista, fora é claro a classe do Colin Edwin que surpreende a todos na platéia.
Ao longo de mais 1 hora e pouco de show, tocaram umas 10 músicas do Deadwing e In Absentia e umas 4 de álbuns anteriores, para desespero dos papais presentes. Trains e Blackest Eyes fecharam o espetáculo.
Teria mais um milhão de observações a fazer, mas ia ficar extenso. Resumindo: A mesma impressão que tive ao escutar pela primeira vez; que banda, que som. Pesado, suave, contundente, as notas no lugar certo. Espero que eles se apresentem no Brasil na próxima turnê, e que a produção do show não estrague tudo como fizeram com o Pain of Salvation."
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