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Jorn Lande: "gostaria de ter cantado no Rainbow"

Por Pedro Capanema
Fonte: Lords Of Metal
Em 18/01/07

O e-zine holandês Lords of Metal entrevistou em 2007 o ex-vocalista do MASTERPLAN, Jorn Lande. A seguir, trechos da conversa, cuja íntegra pode ser conferida no link ao final.

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Lords of Metal: Há algum tempo, fui pego de surpresa com o anúncio de sua saída do Masterplan. Obviamente as diferenças musicais foram apontadas como a razão, mas será que você poderia ser um pouco mais específico?

Jorn: "Realmente, alegar diferenças musicais é em parte verdade, mas em muitos casos de saída de membros de uma banda há outras questões envolvidas. A principal razão que me levou a sair do Masterplan foi o fato de todo o material dos dois primeiros albuns ter sido escrito pelo Roland (Grapow, guitas) e pelo Uli (Kusch, batera). Eu basicamente recebia as canções e acrescentava as melodias e letras a estas. Não me sinto confortável com essa situação, que não é para mim uma forma natural de se compor. Meu objetivo era dar uma contribuição maior, tornando o processo de composição mais compatível com uma banda. Quando ficou claro que isto não ocorreria, resolvi que era hora de deixar a banda. Além disso, eu queria menos influências musicais experimentais e modernas, voltando para um metal mais direto. São essas duas razões que, combinadas, culminaram na minha saída do Masterplan".

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Lords of Metal: No passado, nos acostumamos a vê-lo juntar-se a uma banda promissora (como por exemplo, Beyond Twilight e Millenium) e deixá-la logo após um começo próspero. Você é, de fato, uma pessoa difícil de lidar ou isto é apenas coincidência?

Jorn: "Deixe-me corrigi-lo nisto, já que acredito ser somente o Masterplan uma banda promissora, tanto artisticamente quanto comercialmente. As outras bandas eram boas, mas não vendiam álbuns. Pegando o Beyond Twilight como exemplo: não haviam shows; não havia qualquer investimento por parte da gravadora; não havia suporte em geral. Desta maneira era impossível pra mim continuar; eu preciso ganhar a vida cantando. O mesmo ocorreu com o ARK - uma grande banda. 'Burn the Sun' é um grande álbum, mas não chegou a lugar algum. Não houve resultados. Então, respondendo sua questão, eu não sou, de maneira alguma, um cara difícil, simplesmente preciso me manter com a minha carreira. Eu preciso e quero ser produtivo".

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Lords of Metal: Outra parceria muito interessante foi a com Russel Allen (Symphony X). De onde surgiu a idéia de trabalharem juntos?

Jorn: "A idéia foi do chefe da gravadora Frontiers Records, Serafino, que julgou que uma parceria entre nós dois daria excelentes resultados, e deu. A propósito, há planos para o lançamento do segundo album na primavera do ano que vem (N.do T.: outono, para nós),que será intitulado 'The Revenge'. O novo álbum será mixado no período de natal, já que nós acabamos de gravar nossas partes. O trabalho será na mesma linha de 'The Battle'; talvez um pouco mais pesado. No começo do projeto, Bob Catley do Magnum também foi cogitado como um dos vocalistas, mas em função da reunião de sua banda, o projeto não se adequou à sua agenda".

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Lords of Metal: Sua carreira solo tem apresentado maior continuidade, já tendo sido lançados quatro álbuns antes destes dois recentes. Você planeja dar exclusividade a ela, ou pretende ainda participar de algum projeto num formato de banda?

Jorn: "Nunca se sabe. Atualmente não tenho planos de começar uma banda nova. Os dias das grandes bandas acabaram, então não faz sentido tentar começar uma agora. No presente momento pretendo focar exclusivamente no JORN. Caso uma banda já existente venha a me convidar para ser seu vocalista, considerarei a proposta".

Lords of Metal: Você pode ser mais específico? Quais bandas te interessariam?

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Jorn: "Esta é uma questão difícil, mas se pudesse ter cantado no Ritchie Blackmore’s Rainbow ou no Black Sabbath (da época do Dio) teria sido fantástico".

Lords of Metal: Pessoalmente, acredito que sua voz se encaixe melhor em músicas do Whitesnake, Rainbow e Deep Purple, já que há uma forte semelhança com as vozes de David Coverdale e Ronnie James Dio. Que tipo de material é mais adequado à sua voz, em sua opinião?

Jorn: "Acho que 'On and on' (Michael Schenker Group) é a melhor faixa do álbum (referindo-se ao álbum 'Unlocking the Past' do Jorn, contendo versões de clássicos do Hard Rock). É uma grande performance e penso que a deixamos com a cara do Jorn. Acredito que esteja mais pesada que o original. Whitesnake, Deep Purple e Rainbow foram determinantes no meu desenvolvimento como vocalista, e já tive a oportunidade de trabalhar bastante estas canções, tornando-se algo natural para mim. Sinto- me realmente confortável com este tipo de material".

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Sobre Pedro Capanema

24 anos, advogado com bacharelado pela Universidade do Estado do RJ, o autor teve seu primeiro contato com o Metal em 1989, ouvindo em discos de vinil os clássicos do Iron. Desde então não parou mais, passando por todos os gêneros. Começou a tocar guitarra aos 16, espelhando-se nos ídolos Kai Hansen, Adrian Smith e Rafael Bittencourt. No momento ouve bastante In Flames, Nocturnal Rites, Helloween, Rage, Edguy, Megadeth, Angra e Viper. Quando não está atuando em defesa de interesses institucionais, dedica seu tempo à sua banda - DawnSpell - atualmente à procura de batera e vocal, em razão das recentes baixas.

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