Testament: "o novo álbum será bem diferente"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Brave Words, Tradução
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O site KNAC.com postou a segunda parte da entrevista de Peter Atkinson com o guitarrista do TESTAMENT/TRANS-SIBERIAN ORCHESTRA, Alex Skolnick. Alguns trechos desse papo:

KNAC.com: Quando falei com Chuck (Billy – vocais), ele mencionou que você trabalhou num material novo com eles durante os ensaios.

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Skolnick: "A maior parte era um material mais antigo porque ele [Nick Barker – bateria] estava prestes a tocar em seu primeiro show conosco. Mas nós examinamos algumas novas idéias. E eu trouxe uma idéia minha, que é um pouco mais complicada do que as coisas que fizemos no passado em relação a ritmos e coisas assim, mas ele fez um grande trabalho e estou realmente empolgado para ver no que vai dar. Mas o que é legal é que ele consegue manter um groove constante e firme, o que tinha me preocupado antes porque eu tinha ouvido o som do DIMMI BORGIR e achei fantástico, mas eu não tinha certeza se ele conseguiria manter um groove constante. Há alguns músicos, não somente bateristas mas guitarristas também, que podem tocar de maneira complexa mas têm problemas quando tocam de maneira simples, e ele consegue tocar assim. Ele é ótimo, ele é um desses caras que conseguem tocar das duas maneiras e isso é importante. Haverá partes nas quais vamos querer que ele toque tudo o que sabe, mas em outras vamos querer apenas que ele toque de maneira consistente e estabeleça um groove e, como sabemos que ele consegue fazer isso, acho que será uma grande vantagem termos ele na banda".

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KNAC.com: Como será a composição do restante do álbum? Vocês vão trabalhar em conjunto ou apenas vão juntar as partes de cada um e tentar fazê-las combinarem?

Skolnick: "Acho que vamos nos reunir e juntar as partes. Eu sempre criei as minhas partes sozinho e também gosto de juntá-las às partes dos outros. Mas é difícil para mim estar numa sala cheia de pessoas e ser criativo naquele momento. Essa é uma etapa do processo que faz mais sentido quando já há idéias para serem trabalhadas. Ainda estamos criando muitas idéias separadamente, mas já juntamos algumas delas e está começando a soar bem. Depois vamos nos reunir assim que o projeto estiver mais adiantado. Enquanto isso, vamos passar muito tempo juntos na estrada, então também poderemos examinar o novo material".

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KNAC.com: Considerando que o Metal mudou muito desde que você entrou na banda, que o som da banda evoluiu desde que você saiu e que Eric (Peterson – guitarra) andou fazendo experiências com Black Metal no DRAGONLORD e em outros projetos, você está empolgado com o fato de ter de juntas todas as peças ou isso será uma receita para o desastre?

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Skolnick: "(Risos) É por isso que o novo álbum será bem diferente. Mas eu estou mais empolgado do que nervoso. Eu sei que não podemos tentar recriar o passado e não quero fazer isso. Precisamos fazer um álbum que soe atual. E não acho que isso seja difícil de se fazer porque estamos vivendo os tempos atuais. Não estamos em 1989 e estou muito mais entusiasmado com o que podemos criar agora. Acho que o melhor a fazer é nos divertirmos e ver no que tudo isso vai dar".

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KNAC.com: Já que muito do que você tem feito nos últimos tempos não tem nada a ver com o Testament, foi difícil retornar à banda e compor no velho estilo ou isso é algo que você nunca esqueceu?

Skolnick: "Eu não acho que cheguei a esquecer esse estilo. Na verdade, eu fiquei um pouco surpreso. Muitas idéias aparecem num processo muito parecido com o que usei da primeira vez. Mas, ao mesmo tempo, preciso me separar dos outros estilos musicais que toco porque são totalmente diferentes, não apenas musicalmente, mas também fisicamente. A maneira de tocar o instrumento é diferente se estou tocando a música do Testament ou do meu trio. No caso do meu trio, a abordagem está mais voltada para o jazz moderno, com um toque mais suave, muito mais sensível, com menos barulho e com um tom muito diferente, mais acústico. Já no Testament há um senso de dinamismo, mas esse dinamismo vem do volume que é mais alto e está mais relacionado com a maneira de dedilhar as cordas, com o equilíbrio entre os ritmos abertos e fechados e com os diferentes tipos de groove, utilizando um tom tipo Metal. Mas é divertido comparar as diferenças e as semelhanças".

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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