Dimmu Borgir: "evoluir sem fazer concessões"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Brave Words, Tradução
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A revista canadense BW&BK conversou com o guitarrista Silenoz (nome verdadeiro: Sven Atle Kopperud), do DIMMU BORGIR, durante a audição oficial do novo álbum da banda norueguesa de Black Metal, "In Sorte Diaboli", no Holmenkollen Park Hotel Rica em Oslo, Noruega, ocorrida recentemente. Um grande artigo sobre a banda estará na edição 103 da BW&BK, que será lançada no final de março. Enquanto isso, leia alguns trechos desse papo:

BW&BK: O lançamento de "In Sorte Diaboli" vai coincidir com a sua recentemente anunciada turnê norte-americana, que começa no fim de abril e que contará com KATAKLYSM, DEVILDRIVER e UNEARTH como bandas de abertura. Essa turnê terá várias datas no Canadá?

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Silenoz: "Isso é algo que eu pedi pessoalmente aos agentes – colocar mais shows no Canadá. Apesar de gostar bastante de tocar em Montreal, eu queria tocar em outras cidades. O Canadá é tão grande e sabemos que lá há lugares que ainda são ‘underground’ e que querem ver a banda".

BW&BK: Você acha que a banda vai tocar em locais maiores, possivelmente estádios, devido ao sucesso desse álbum?

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Silenoz: "Isso pode acontecer. Esse é o próximo passo. Mas eu não penso que isso vá acontecer logo. Se for pra acontecer, vai acontecer. Mas não podemos ficar pensando muito sobre isso. Se acontecer mesmo, será o resultado de muito trabalho. Tudo é possível. Se ficarmos sentados e dissermos ‘não, não podemos fazer isso’, outros vão fazer. Essa é a satisfação que nos faz viver. Fizemos muitas escolhas erradas em nossa carreira mas, ao mesmo tempo, devemos ter feito alguma coisa certa, porque estamos onde estamos. Este é o nosso sétimo álbum e eu mal tenho 30 anos. Nosso caminho foi, e ainda é, incrível. Não fizemos concessões em relação aos nossos gostos, apenas evoluímos. Pensar sobre isso me deixa orgulhoso".

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BW&BK: Toda a cena vai se beneficiar se o "In Sorte Diaboli" for bem-sucedido?

Silenoz: "É claro. Isso abriria muitas portas para outras bandas, da mesma forma que outras bandas abriram portas para nós. Já fomos bandas de abertura em muitas turnês, o que nos ajudou bastante. E é isso o que temos tentado fazer. Quando essa turnê começar, as bandas de abertura já serão conhecidas. Na verdade, elas não são mais ‘underground’. Ao mesmo tempo, queremos ter atrações variadas e abrir espaço para bandas que são menos conhecidas, mas que podem trazer algo de novo. Sou um verdadeiro ‘metalhead’, mas certos tipos de som não funcionam com a gente ao vivo, mesmo que eu seja amigo dos caras. Também há bandas surgindo que têm um tipo diferente de fã. Para esta turnê, fiz uma lista boa pra caramba de bandas com as quais eu pessoalmente gostaria de fazer turnê, levando em conta também o ponto de vista dos fãs – bandas que conseguem fazer sucesso em gêneros diferentes. Acho que é bom ter uma boa variedade e todas elas são extremas ao seu modo, mas há bastante diversidade para a platéia".

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BW&BK: Quais são as suas opiniões sobre sobre o Ozzfest, que será de graça este ano?

Silenoz: "Não sei muita coisa sobre isso (risos). Tenho certeza de que eles têm um bom motivo para fazer isso. Não vou falar mal porque Sharon Osbourne é uma mulher legal e foi muito boa para nós. Ela nos ajudou muito nos Estados Unidos. Temos que agradecer muito a ela porque ela nos deu a oportunidade de tocar no Palco Principal (em 2004), o que foi surpreendente. É claro que somos muito gratos por isso. Tenho certeza de que ela deve ter suas razões... vamos torcer para que dê certo. Se ela estiver fazendo isso pelas razões certas, vamos ficar sabendo de qualquer forma. É muito cedo para comentarmos".

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BW&BK: E depois desta turnê?

Silenoz: "Vamos apenas continuar fazendo turnês. A América do Norte vem primeiro. Pela primeira vez vamos começar em solo americano. Depois vamos tocar em alguns festivais de junho a agosto e vamos começar uma turnê na Noruega no fim de agosto. Não confirmamos as bandas de abertura, mas já tenho algumas em mente. É difícil fazer shows na Noruega porque alguns locais são pequenos e não podemos trazer toda a produção que usamos em outras partes da Europa. Também há certos locais nos Estados Unidos para os quais não podemos levar toda a parafernália, já que seria muito caro e eu não conseguiria pagar as minhas contas quando chegasse em casa! Também vamos fazer uma turnê na Europa em setembro/outubro. Depois vamos fazer pelo menos mais uma turnê nos Estados Unidos... talvez duas. Vamos nos concentrar no mercado norte-americano e ver até onde podemos chegar".

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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