Vinnie Paul: "O HellYeah veio para ficar"
Por Marcelo Ferraresso
Fonte: Blabbermouth
Postado em 06 de maio de 2007
Rick Florino, da revista Maximum Ink, conduziu uma entrevista com o baterista Vinnie Paul Abbot (ex PANTERA e DAMAGEPLAN, atual HELLYEAH). Seguem-se alguns trechos:
Maximum Ink: Foi difícil voltar a tocar?
Vinnie Paul: "Depois dos eventos do dia 8 de dezembro de 2004, eu fiquei sem saber se um dia voltaria a tocar de novo. Mas eu disse a mim mesmo que retornaria, e essa nova situação simplesmente caiu no meu colo. Foi isso o que aconteceu (com o HELLYEAH). Todo mundo estava com a cabeça no lugar, então resolvemos adotar uma atitude 'vamos quebrar tudo'. Foi muito bom gravar".
Maximum Ink: Por qual motivo a banda trabalhou tudo tão rápido?
Vinnie Paul: "Eu acho que isso advém do fato de que todos nós temos bastante experiência, e respeitamos mutuamente o trabalho que todos fizeram em suas outras bandas. Eu acho que a coisa mais legal de trabalhar com esses caras é que não existem egos. Todo mundo está vivendo a situação 'um por todos, todos por um'. Faz um bom tempo que não vivo uma situação como essa".
Maximum Ink: Como você descreve o som do HELLYEAH?
Vinnie Paul: Eu acho que tem um groove familiar, mas mesmo assim é um som novo. Faz parte da atitude da banda como um todo, porque não colocamos nenhuma regra a ser cumprida. Seria fácil colocar doze faixas destruidoras e violentas dentro do álbum, mas aí o resultado não teria sido dinâmico. Nós sentimos que essa banda tem um grande poder criativo. Isso também trouxe um tipo de experiência nova para os caras, porque tudo o que fazemos é gravado direto. Enquanto compomos, também gravamos. Assim você captura toda a magia, espontaneidade e tudo o que aparece. Você tem aquela coisa matadora e ao mesmo tempo crua. A mágica está aí. Foi assim que fizemos".
Maximum Ink: Como que você quer ver a banda sendo vista na cena?
Vinnie Paul: "Eu quero que seja vista como uma banda, e não apenas como um projeto paralelo. É realmente pra valer. É algo que já discutimos: o HELLYEAH pode coexistir com as outras bandas dos caras. É o meu bebê, e estou animado com tudo, especialmente para tocar ao vivo. Estar no estúdio é legal, mas tocar ao vivo para pessoas é a ‘grande loucura’ pra mim. Eu amo isso".
Leia a entrevista completa (em inglês) no maximumink.com.
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