Slayer e Manson: mais em comum que você pensa

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Por Eduardo Miranda da Glória, Tradução
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(O artigo abaixo se trata de um release promocional, que foi publicado em vários sites fora do Brasil)

Desde o surgimento do rock'n'roll nos anos 50, este sempre tem sido culpado pelos podres da sociedade, e ninguém sabe isso melhor que SLAYER e MARILYN MANSON. De suicídios a tiroteios em escolas, ambos têm sido culpados de maneira injusta continuamente, usados como bodes expiatórios pela mídia e políticos, simplesmente porque não conseguem entender esses artistas, ou melhor, porque eles têm medo deles. Bom, se as pessoas estavam assustadas antes, agora elas têm motivo para estarem amedrontadas.

Neste verão [norte-americano], SLAYER e MARILYN MANSON vão co-estrelar uma turnê em 25 cidades da América do Norte, que trará dois atos distintos e palcos elaborados, onde serão tocados sets completos.

"Normalmente nós somente vamos e tocamos, mas dessa vez penso que vamos dar aos fãs realmente um grande show", diz o baixista/vocalista do SLAYER, Tom Araya. "Nosso set abrangerá toda nossa carreira, mas nós definitivamente vamos mandar algumas das novas músicas que ainda não tocamos ao vivo".

Tranqüilos sobre terem ganho seu primeiro Grammy pelo seu décimo álbum de estúdio, "Christ Illusion", o SLAYER não poderia estar em um melhor momento para cair na estrada.

"Os caras dirão que isso não significa nada pra eles, mas pra mim significa", explica Araya sobre o prêmio de Melhor Performance de Metal, pela faixa "Eyes of The Insane". "Nós somos fãs das músicas que criamos e se não gostássemos disso, saberíamos que os garotos também não gostariam", continua Araya quando perguntado sobre o que manteve o SLAYER relevante enquanto tantos de sua época separaram-se, ou pior, tornaram-se caricaturas de si mesmos.

"Acho que as pessoas gostam do que elas conhecem", diz o guitarrista Kerry King. "A perfeita comparação para o papel que o Slayer desempenha no metal é o que o AC/DC faz com o rock; eles fazem o mesmo som por 30 anos, só mudaram o sabor".

Enquanto tendências musicais vêm e vão, pelos últimos 26 anos o SLAYER tem se mantido verdadeiro às raízes do Thrash e desafiado os padrões da indústria musical. De fato, nesse ponto o SLAYER - que trás consigo o guitarrista Jeff Hanneman e o batera Dave Lombardo - não é apenas uma banda, mas uma instituição.

Enquanto bandas como GREEN DAY e THE OFFSPRING de repente se tornaram onipresentes no final dos anos 90, a banda lançou "Undisputed Attitude", uma coleção de covers de Hardcore/Punk, com músicas do MINOR THREAT e BLACK FLAG, e agora que essa inofensiva música pop comanda as listas, no típico estilo SLAYER a banda opõe-se com "Christ Illusion", uma crítica nervosa ao sistema, cheia de riffs pesadamente impossíveis, baterias frenéticas e solos de guitarra que golpeiam o ouvinte com explosões cuidadosamente feitas de som. Em outras palavras, trata-se apenas do negócio habitual do SLAYER.

"Eu lembro quando eu era um moleque e uma das maiores bandas de Metal da época soltou um novo disco - eu lembro disso porque eu fiquei verdadeiramente puto por eles soltarem o álbum", explica King quando perguntado sobre o que ele acha que manteve o SLAYER não apenas relevante mas também revelador pelos últimos 20 anos. "Essa banda se perdeu na música comercial e caiu nessa", ele continua. "Olhe para mim, mesmo agora eu ainda estou traumatizado com isso" ele diz com uma risada. "Nunca vou querer fazer isto com nossos fãs".

Não se trata de papo furado, esse é de verdade o mantra que ajudou o SLAYER a se tornar a banda mais popular de Thrash Metal de todos os tempos. Encare isto: em um mundo aparentemente ferrado e incerto como o que vivemos, nós precisamos de uma banda como o SLAYER mais do que nunca. Se você tem a mente fechada pode tirar de consolo a rigidez da banda, e se você é um fã esteja preparado para ver um das mais impressionantes apresentações do SLAYER em sua carreira histórica, quando eles reúnem suas forças com MARILYN MANSON nesse verão.



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Sobre Eduardo Miranda da Glória

Eduardo Miranda da Glória, 22, é goianiense, músico de bar e apreciador do velho rock'n'roll, além - claro - de tradutor do Whiplash nos momentos de ócio.

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