Avoid The Pain: entrevista para a revista Off Line
Por Lucas Oliveira
Fonte: O binóculo
Postado em 02 de setembro de 2008
Na edição de agosto, a revista Off Line traz como matéria de capa uma entrevista inédita com Lucas Oliveira e Rodrigo Arruda, integrantes da banda de death metal belorizontina AVOID THE PAIN. Em um papo descontraído, a banda fala sobre o Death Metal tanto no âmbito geral como no âmbito nacional e também aborda sobre a banda, suas influências, composições e EP.
A revista Off Line faz parte do site obinoculo.com.br que ganhou recentemente o troféu PQN de Ouro, o oscar da imprensa mineira, na categoria melhor conteúdo web.
Veja alguns trechos da entrevista:
Sobre o death metal:
Alan - O Death metal é umas das derivações do heavy metal que veio depois do thrash metal surgido na década de 80. Como se caracteriza o death (em relação ao instrumental, às letras, velocidade) em contrapartida ao que já era feito pelas bandas de heavy e thrash?
Rodrigo: De maneira geral, pode-se dizer que o death metal começou atravéz das bandas de thrash. Tanto que bandas que são consideradas de death metal, como Death, Obituary, Entombed e Dismember, por exemplo, eram caracterizadas como thrash em meados dos anos 80.
Lucas: Quando do surgimento do thrash, que ocorreu simultaneamente nos Estados Unidos e na Europa, uma das grandes características do estilo era a questão do ritmo: bem rápido, com exploração do bumbo duplo na bateria. A isso, outros elementos foram somados ao estilo, como fez Chuck Schuldiner (membro do Death) ao adicionar ao que já existia suas influências de jazz.[...]
Alan - Qual a postura de vocês frente à imagem negativa que, muitas vezes, as pessoas têm a respeito do metal em geral, mas, principalmente, do death, por conta do vocal ser gutural, da predominância de letras em inglês, temas satânicos e obscuros sobre mutilação, horror, morte, etc.?
Rodrigo: É inegavel o fato de vocal gutural ser ininteligível em boa parte das composições do estilo. Mas eles trazem, de certa maneira, a mais primitiva das formas de expressão: o berro. Assim como o grito de gol que soltamos numa final de campeonato, ou o palavrão que sai quando se está 'puto da vida' ou ainda quando soltamos um simples 'ahh!' gutural. Para intensificar a agressividade dos arranjos usa-se esse vocal agressivo. E isso não caracteriza um vocal sujo e nem quer dizer que o cara não sabe cantar. Basta conferir bandas como Opeth , Dark Tranquillity e Lamb of God, que possuem vocalistas extremamente tecnicos.
Sobre o Avoid The Pain:
Alan - Em qual desses 'subgêneros' do death metal o Avoid The Pain se encaixa? Ou a banda garimpou um pouco daqui e outro pouco de lá?
Rodrigo: É possível dizer que o melodic death metal, surgido na Suécia no final dos anos 80 e que despontou, de fato, em meados da década de 90 é a maior influência musical do Avoid The Pain. In Flames, Dark Tranquillity e At The Gates são bandas que foram responsáveis pelo surgimento do estilo nese país e os ingleses do Carcass,en determinada escala, tocavam algo bem parecido na mesma época. O Opeth nos trouxe elementos do progressive death metal, misturando influências de Camel, Morbid Andel, Iron Maiden e fazendo um excelente trabalho. Foram subgêneros que trouxeram muita coisa diferente pro death e pra banda. O melodic death metal que prefiro chamar de death contemporâneo, pelo fato de as pessoas associarem o termo melódico ao heavy melódico e seus castelos, espadas e dragões, traz elementos acústicos, vocais limpos, ambientações à natureza humana, níilismo, conflitos, solidão, sofrimento. Algumas letras têm mais preocupação com a estrutura do texto em si do que com o significado, ficando algo análogo ao parnasianismo. É bacana pensarmos na sonoridade acústica versus a agressividade com a própria natureza humana: inconstante, bipolar, etc. Tudo isso abre uma gama de coisa a serem exploradas pela banda e é por isso que influencia diretamente no nosso som.[...]
Alan - Em abril vocês entraram em estúdio para a gravação do primeiro EP da banda, chamado "... About Blades and Graves". Como foram as gravações e quais são as expectativas agora que o trabalho está pronto?
Lucas: O único registro da banda era um bootleg de um show no meio de 2007. A qualidade era bem ruim e resolvemos gravar um material em estúdio com poucas músicas, algo como uma demo-ensaio. Pois bem, marcamos a data para gravarmos a demo-ensaio. Chegando ao estúdio, o produtor sugeriu que gravássemos pista-a-pista, de 3 a 5 músicas, e assim o trabalho ficaria melhor. Aceitamos a idéia e o resultado está aí.
Rodrigo: Gravação é sempre bacana demais. O clima do estúdio, cuidar de cada detalhe das músicas, etc. Trabalhoso, mas acaba por gerar um resultado gratificante. Aquilo que sai nas caixas de som é quase que exatamente o mesmo que sua mente criou. Uma experiência bacana foi o trabalho com alguém de fora da banda no processo de gravação. O produtor deu algumas dicas que foram acatadas e a banda sugeriu coisas que ele acabou curtindo. Foi um aprendizado mútuo. Já tinha gravado um CD demo com outra banda, mas foi algo bem mais primitivo, só com a banda na produção.
Lucas: O fato de as músicas estarem bem ensaiadas e familiarizadas pela banda tornou o processo mais tranqüilo. Foram poucos erros e não rolou aquela preocupação com o tempo, só no finalzinho, na parte da mixagem e masterização. Mas acabou acontecendo tudo dentro do planejado e o resultado ficou acima do esperado.
Rodrigo: Acima do esperado para um cd-demo. Tanto que resolvemos lançar o trabalho como EP e caprichamos na produção artística. O João (baixista) fez o design e mandamos prensar e silkar os cd's. A primeira tiragem tem embalagem especial de papelão, tipo as embalagens de vinis, e a galea tem curtido bastante. O Myspace da banda (www.myspace.com/avoidthepain) tinha cerca de 1.000 acessos desde o inicio do ano passado até no meio de fevereiro e hoje tem mais de 5000.[...]
Para ler o resto da entrevista basta baixar a revista Off Line – Edição 01 – agosto 08 através deste link.
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