Metallica: "Eu sei mais agora", diz James Hetfield

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Douglas Morita, Fonte: Metallica Remains
Enviar correções  |  Comentários  | 

Matéria de 01/09/08. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O NYTimes publicou ontem um artigo sobre o METALLICA. Abaixo, podem ser conferidos os principais trechos que falam sobre o novo álbum da banda, “Death Magnetic”:

4575 acessosMetallica: Lars Ulrich lamenta a morte de Chester Bennington5000 acessosMarilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"

Depois de alguns verões de turnê, haviam 60 horas de riffs gravados para escolher. Todos os membros compartilharam os créditos de composição de cada música. "Foi bem colaborativo", disse Trujilo. "Ninguém foi egoísta. Foi como ir à melhor escola de música que você pode imaginar".

Os riffs foram fundidos em músicas, compostas pelo todo conhecimento da banda (Hammett disse que ele pensou nisso como "recuperar a posse" do antigo vocabulário do METALLICA). Elas tem velocidade de thrash e solos de guitarra de novo, tanto no antigo estilo modal de Hammett quanto no seu novo som de blues com pedal de wah-wah. O METALLICA mais recente não foi completamente apagado: peças menos rápidas aparecem aqui e alí como conectores de seções.

As composições são formidáveis e complexas, com mudanças de tempo nos ritmos, guitarras gêmeas e solos harmonizados e algumas melodias que lembram o álbum preto. Na "The Day That Never Comes", "All Nightmare Long", "My Apocalypse" e outras você pode pensar que a música chegou ao climax ou ao final e então, uau: uma nova porta se abre, uma nova torre começa a surgir.

O Hetfield gosta das ficções de terror de H. P. Lovercraft que Cliff Burton costumava compartilhar com a banda. E ele pegou o desafio do passado ao cantar mais agudo: Rubin pediu que a banda tocasse na afinação padrão, ao invés das guitarras meio tom abaixo, como tem acontecido desde 1992.

Hammett se preparou bastante para seus solos, passando meses emprestando idéias de guitarristas de rock e jazz como Pat Martino, Sonny Sharrock, Michael Schenker, Eddie Van Halen e Jimi Hendrix. Então no estúdio ele tocou mais rápido que o usual. (Ele relembra que seus solos no "Death Magnetic" são 3/4 improvisados.) "Como a maioria dos músicos, eu sou um pouco inseguro com meu modo de tocar", disse ele. "Então eu ouvia o playback e dizia, 'como eu fiz isso e o que eu fiz?'".

Em "Some Kind of Monster", Hetfield acabava de retornar da reabilitação, havia preocupações se ele só escreveria sobre músicas de recuperação. Ele escreveu algumas aqui: "Broken, Beat & Scarred", por exemplo, com sua chamada para "mostrar suas cicatrizes" ("show your scars"). Mas na maior parte do resto do álbum, o tema da morte está de volta, livre de pensamentos positivos.

Antes do show de Bucareste, eu perguntei a Hetfield se não foi difícil voltar à pessoa que ele costumava ser, tendo se recuperado recentemente.

"Sim", disse ele. "Eu diria que aquela era uma pessoa diferente. Eu sei mais agora. Neste disco, eu precisava tomar as rédeas de novo, e ser pesado e ter medo de mim de novo. Eu não preciso ter medo da raiva. Eu acho que é muito mais fácil de atingir isso agora. Eu sei o quão longe eu quero ir com isso, e eu fui longe e ainda estou bem. Eu tive essa dualidade a minha vida inteira. Há a pessoa que eu escondo e a pessoa que eu mostro".

Ele continuou e ergueu seus braços. "Eu sou o animador por aí!" ele berrou. "Eu sou o mestre do palco!". Ele então se encolheu. "E quando isso termina, eu preciso ir e sentar sozinho", disse ele. "Então eu sou ambos. É este ou aquele que eu quero ser? Provavelmente nenhum", riu. "Mas viver no meio parece muito apático".

Nós queremos que o METALLICA seja um pouco ingênuo: rebeldes, loucos e fascinados pela fantasia da violência, lutando contra suas limitações. "Death Magnetic", por outro lado, é conhecimento. Mas não é presunçoso.

O álbum aposta no fato que estes músicos amadureceram e podem provar através da música que isso é mais complicado do que aquilo que eles estavam acostumados, mas ainda é deles. Nesse antigo estilo cavalgado e barroco, eles soam como se estivessem se ampliando e não se limitando.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

MetallicaMetallica
Lars Ulrich lamenta a morte de Chester Bennington

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Metallica"

MetallicaMetallica
Kirk Hammet e o livro de sua macabra coleção

Kerrang!Kerrang!
Os 50 maiores discos de metal segundo a revista

Keith RichardsKeith Richards
Metallica e Black Sabbath são "grandes piadas"

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Metallica"

Marilyn MansonMarilyn Manson
"Acho que sou muito pior fora do palco do que nele!"

Bandas IniciantesBandas Iniciantes
12 cagadas que vocês NÃO podem cometer

Fotos de InfânciaFotos de Infância
Cliff Burton, do Metallica, muito antes da fama

5000 acessosRammstein: "Se alguém rir das gordinhas, eu quebro a cara dele!", diz Till Lindemann5000 acessosEm cana: os rockstars em suas fotos mais constrangedoras5000 acessosAs regras do Black Metal5000 acessosSeparados no nascimento: Eddie e Seu Madruga3411 acessosDream Theater: ouça um impressionante "vocal cover" de "Pull Me Under"5000 acessosBruce Dickinson: interpretando clássico do AC/DC em 1990

Sobre Douglas Morita

Douglas Morita acha que se existem constantes em sua vida, uma delas definitivamente é o Metallica. Fã da banda desde que se conhece por gente, criou o site Metallica Remains em 1998 e considera o grupo como sua principal - porém, obviamente, não única - influência musical. Além do Metallica, tenta ouvir de tudo um pouco, sem se limitar a estilos ou rótulos.

Mais matérias de Douglas Morita no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online