Rei Lagarto: novos rumos para a banda no ano de 2009

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Fonte: Rei Lagarto - site oficial, Press-Release
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Matéria de 11/01/09. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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A banda REI LAGARTO entra em 2009 com um novo pensamento em relação ao lançamento e divulgação do novo material. Usando todas as novas ferramentas que apareceram nos ultimos anos, o grupo não lançará mais material inédito no formato CD (apenas para quem realmente quiser comprar, esta mídia estará disponível). Esse plano já será colocado em prática no lançamento do próximo album, "Road of Freedom", e incluirá a inauguração do novo site que trará muitas novidades e uma nova proposta de interatividade entre músicos e ouvintes.

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Em nota oficial a banda explica o motivo dessa mudança:

Novos rumos para a banda Rei Lagarto:

"Quando o Rei Lagarto iniciou suas atividades, a atividade de produzir e distribuir música era algo bem diferente do que é hoje. A produção musical, como outras áreas da sociedade, está em constante mudança, e não apenas na questão dos estilos e gostos musicais. A música também muda constantemente porque acompanha muito de perto a evolução da tecnologia, e os efeitos das novas tecnologias sobre a música e a produção musical são muitos.

Quando gravamos nossas primeiras 'demo tapes' usávamos gravadores analógicos multi-pistas, na época a melhor solução em tecnologia de gravação. Eram equipamentos com uma excelente qualidade de gravação, mas produzir músicas era caro e demorado, pois o preço dos equipamentos era alto, assim como a hora dos estúdios de gravação. Estes equipamentos também não ofereciam muita flexibilidade para a gravação, mixagem e edição das músicas.

Poucos anos depois apareceram os primeiros sistemas para gravação digital, o que transformaria todo o processo de se criar, produzir e distribuir música. Ainda hoje, produzir música ainda exige experiência, o conhecimento das tecnologias necessárias, e talento para criar e produzir música com a qualidade esperada. Mas as tecnologias digitais são mais baratas e oferecem maior flexibilidade de edição para o produtor.

No início da era da gravação digital, gravar uma música se tornou algo mais acessível, mas colocar essa música no mercado ainda era algo para poucos. O vinil deu lugar ao CD, mas prensar e distribuir um álbum ainda era algo caro e que exigia uma estrutura que estava além da capacidade da maioria das bandas independentes. Os selos e gravadoras ainda tinham o monopólio da comercialização dos produtos musicais.

A grande revolução da distribuição e consumo de música aconteceu com a popularização da Internet e dos formatos de compressão digital do áudio, principalmente o MP3. Há alguns anos ninguém poderia ter previsto o impacto que a Internet teria no mercado musical. E o fato é que esta nova realidade ainda está se construindo, e em poucos anos muita coisa ainda vai mudar.

Os formatos de música digital, como o MP3, se tornaram o novo padrão, e o download substituiu a compra de CDs. O 'streaming audio', em suas diferentes formas, como por exemplo as estações de rádio da Internet, já é um meio comum de se escutar música. A popularização dos tocadores de música digital, como o iPod, ajudou a transformar essa tendência em padrão nos países industrializados.

Isto traz uma mudança nos padrões de consumo de música, fazendo com que o volume de venda de CDs diminua cada vez mais, enquanto os downloads de música crescem de forma expressiva. Mais e mais pessoas pensam em termos de se adquirir músicas individuais, e não mais álbuns inteiros. Assim como o modelo de produção musical mudou, o modelo tradicional de consumir música está em transformação também.

O modelo tradicional dos selos e gravadoras está em pleno declínio, e embora o CD não vá deixar de ser comercializado tão cedo, seu destino eventualmente será o mesmo do vinil. Conforme a Internet vai se tornando acessível para mais e mais pessoas, mais o novo modelo de consumo de música vai se padronizando, e mais os selos e gravadoras vão perder mercado.

Para as bandas independentes, tudo isso tem reflexos muito positivos. Não apenas os custos de produzir as músicas estão cada vez menores. Também os custos de se distribuir música na Internet, tanto através de site próprio, quanto através de acordos com sites de distribuição de música digital, são muito menores que os custos do modelo anterior. A infra-estrutura de distribuição das gravadoras, as exigências das lojas de comércio de música, as 'prensadoras' de CDs, tudo isto já está ficando para trás, e sendo substituído por um novo modelo de mercado.

Junte a isso o poder das redes sociais (Orkut, MySpace, etc...) e temos uma nova realidade que já decolou e que está criando uma nova ordem social no mercado da música. A revolução da Internet criou condições para que o músico só dependa de si mesmo para colocar sua música na mão de consumidores em qualquer parte do mundo.

Acompanhar essa transformação é hoje algo extremamente necessário para a banda independente que deseja continuar no mercado. A banda Rei Lagarto busca também seu espaço dentro desta nova realidade, e para isto há algum tempo já mudamos nossa maneira de encarar nosso trabalho, investindo em um estúdio digital próprio, e focando no marketing online.

Seguindo essa mudança de estratégia, a partir do início de 2009, o foco da banda não mais será o de produzir álbuns para prensagem e venda, como vínhamos fazendo até então. Nossos esforços agora se concentram no lançamento do nosso novo site na Internet, previsto para o final de janeiro. Nele concentraremos o lançamento das nossas novas músicas, e a comercialização das músicas de nossos álbuns anteriores. Também planejamos fechar contratos com alguns sites de distribuição, para a venda de algumas de nossas músicas, e investir cada vez mais no marketing online.

Não pretendemos prever o futuro da música na Internet, pois em alguns meses tudo pode mudar. No entanto, é um fato incontestável que a realidade da música mudou, e a nova postura da banda Rei Lagarto acompanha estas transformações. As bandas hoje tem uma grande oportunidade de retomar o controle de seus próprios destinos, deixar para trás a realidade do monopólio dos selos e gravadoras, de se adaptar, crescer, e achar seu lugar nesta nova realidade.

Banda Rei Lagarto".

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