Duff McKagan: aventuras e desventuras em aviões e aeroportos
Por Gregory
Fonte: GunnersBrasil.com
Postado em 02 de junho de 2009
"Eu estive voando a trabalho durante todo o último quarto de século. E já tive o bastante de aventuras em solo estrangeiro, como escapar de uma tentativa de golpe por Hugo Chávez em 1992, quando o Guns N' Roses estava tocando na Venezuela. Eu nem sabia o que um golpe era. Eu nem sabia como soletrar isso. Tudo o que eu sabia é que isso não seria bom para nós. Felizmente para mim, o Sr. Chávez gostou da nossa banda e esperou o nosso avião fretado sair antes dele atacar o aeroporto. Essa viagem para a América do Sul em particular também envolveu uma quantia de US$30.000 para o serviço de imigração de outro país para que pudessemos fazer o nosso show. Sim, essas coisas realmente acontecem. Na verdade chegamos a contratar um cara que falava tanto espanhol como português para ir a alguns desses países antes, para descobrir que oficiais nós teríamos que pagar".
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Esta foi uma das várias histórias relatadas por Duff McKagan para o New York Times em junho de 2009, tendo como tema "aventuras em aviões e aeroportos" em todo o mundo.
Ele continua: "Eu quase não viajo mais em vôos fretados. Agora tudo é comercial quando toco com o VELVET REVOLVER ou a minha banda, LOADED. Tudo o que eu quero fazer é ir do Ponto A para o Ponto B com quanto menos problemas for possível".
"Apesar de eu nunca ter sido um infrator ou delinquente convicto, eu tenho suspeita de que eu sou uma persona non grata em aeroportos. Eu sou sempre o cara que é escolhido 'aleatoriamente' para uma checagem de segurança mais profunda. Eu poderia estar atrás de um cara que é um babaca, que ele passaria. Não eu. Se a segurança dos aeroportos fosse uma loteria, eu seria o mais rico entre os ricos".
"Ninguém sabe dizer porque isso acontece. Talvez seja uma questão de perfil. Talvez ninguém da segurança goste da minha música. Mas eu continuo sendo infalivelmente educado, até quando eu fico muito irritado, o que aconteceu tantas vezes que eu já perdi a conta".
"Eu realmente sou o mais inofensivo dos viajantes. Quer dizer, qual o problema que eu posso causar quando eu passo o meu tempo fazendo palavras cruzadas? Na verdade eu sou um fanático por palavras cruzadas".
"Mas eu vejo esse ritual como a chande de eu meditar e ser o rio fluíndo ao invés de uma pedra, tentando segurar a água de fluir. É como um ballet, já que eu sei todos os movimentos de cor: braços para fora, palmas para cima, sente-se, tire os sapatos, extenda suas pernas. Pouco sabem esses agentes de segurança que eu fico alegremente desinteressado quando estão me checando por sei lá o que. Isso também me dá a chance de esticar meus músculos".
"Eu aprendi que viajar sozinho normalmente é melhor para mim. Viajar com um grupo sempre traz riscos se você não tem certeza do passado legal de todos. Os empregados do controle de passaportes estrangeiros ficam invocados quando descobrem algo de alguém que não foi notado antes. E se algum roadie esqueceu alguma substância ilegal em um bolso de um casaco quando você está indo para algum lugar ultra-rigorosamente-anti-drogas como Dubai?"
"Não me leve a mal, eu sou um animal social e eu amo as pessoas com quem trabalho, e há camaradagem em viajar como um grupo. Mas a minha sanidade é mais controlável quando eu posso passar pela alfândega em menos de cinco horas".
"Eu também não me incomodo em falar com quem viaja ao meu lado, apesar de todos, incluindo eu mesmo, estar geralmente ocupado trabalhando. Ocasionalmente, alguém no avião me reconhecerá e irá querer falar comigo sobre música. Eu gosto de falar de tudo, menos de música".
"Eu ainda estou esperando por alguém que viaje ao meu lado e seja um fã de palavras cruzadas, assim poderemos ajudar um ao outro. Cabines de aviões são minhas arenas aonde experimento muitos triunfos e falhas contra o lendário mestre das palavras cruzadas Will Shortz e seus cruéis criadores de palavras cruzadas".
"Quer saber uma palavra de cinco letras para irritado? Golpe".
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