Slayer: É difícil ser um pai responsável enquanto canta sobre morte?

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Por Emanuel Seagal, Fonte: The Quietus, Tradução
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Mark Eglington do The Quietus entrevistou Tom Araya, frontman do SLAYER, em 2009. Confira abaixo alguns trechos da conversa.
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The Quietus: Não é difícil ser um pai responsável enquanto canta sobre alguns daqueles temas?

Tom Araya: "Não, meus filhos são fãs da banda - eles já a viram ao vivo. Nossas capas, eles já viram todas e conhecem todas, e, sabe, são dois mundos diferentes. É como quando você tem seu emprego durante o dia e faz seu trabalho, então vai pra casa e está comm as crianças. Não é diferente para mim. Mesmo quando estou na estrada; eles vêm comigo; não é diferente. Eles sabem que no minuto que estou no palco, estou no SLAYER e estou tocando e cantando. Mas eu saio do palco e sou um pai. Eles tem uma idéia do que está acontecendo ou da popularidade da banda mas eles me conhecem como pai e não me cohecem como qualquer outra coisa".

The Quietus: Como foi a turnê com o Megadeth? E houve alguma evidência da divergência entre Slayer e Dave Mustaine?

Tom Araya: "Sabe, eu o encontrei em duas ocasiões, mas quando você vê alguem, e se você é um ser humano, você as respeita e as trata como seres humanos - elas são outras pessoas vivas. Além disso, a única coisa que tivemos em comum foi que fizemos aqueles quatro shows juntos. Entende o que digo? Nada realmente mudou pra mim sobre ele; Eu estou apenas esperando ele abrir sua boca [Risadas]."

The Quietus: Qual é o grande problema entre o Megadeth e o Slayer?

Tom Araya: "Não há realmente um grande problema. O fato é que ele fala muita merda - daí se desculpa por isso, e então continua [falando merda]. Você viu o [documentário do Metallica] 'Some Kind of Monster'? Isso deve lhe dar alguma idéia de como ele é".

The Quietus: Em retrospecto, você teria radicalmente comprometido seu estilo para ganhar mais financeiramente? Isso já foi discutido?

Tom Araya: "Nós nunca discutimos isso e é algo que nunca o faríamos. E não o fizemos. Vamos colocar dessa forma: quando fizemos 'Divine Intervention', essa foi a última reunião que tivemos com uma gravadora onde eles se sentaram conosco e nos venderam a idéia de como queriam fazer com o 'Divine', e como fariam com a capa... e todas essas idéias diferentes sobre o álbum. Então um cara olhou pra nós e disse, 'Mas precisamos de um hit'. E nós dissemos, 'Mas você tem onze músicas, e se você não consegue achar um hit em uma delas, então você está sem sorte porque é o que estamos te dando'. Então falamos pra eles, 'Ok, você escreve o maldito hit e nós o gravaremos'. Isso calou a boca dele e foi a última vez que tivemos qualquer tipo de encontro assim! [Risadas]"

The Quietus: Então sucesso monetário nunca foi uma força?

Tom Araya: "Não, não realmente. Bem, seria legal ter sucesso monetário, mas não o faremos fora do nosso caminho para tentar conseguir isso - seremos o Slayer e você gostará de nós pelo que fazemos. Faremos você comprar 1 milhão de discos!"

The Quietus: Como você substitui a grande adrenalina que o Slayer deve te dar quando está em casa e longe da banda?

Tom Araya: "O lar é um santuário. Paz e quietude é o que quero lá. Não precisa de muito para ter a adrenalina rolando - estamos no Slayer! Você começa a tocar música e isso acontece, então não há falta de adrenalina. Você recarrega as baterias e eu gosto desse tipo de tranquilidade. Eu não percebo quanto barulho tem a minha volta até que chego em casa e sento do lado de fora ouvindo as árvores. Silêncio... apenas quieto".

Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo.

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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.

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