É difícil ser um pai responsável enquanto canta sobre morte? Tom Araya responde
Por Emanuel Seagal
Fonte: The Quietus
Postado em 04 de setembro de 2009
Mark Eglington do The Quietus entrevistou Tom Araya, frontman do SLAYER, em 2009. Confira abaixo alguns trechos da conversa.
The Quietus: Não é difícil ser um pai responsável enquanto canta sobre alguns daqueles temas?
Tom Araya: "Não, meus filhos são fãs da banda - eles já a viram ao vivo. Nossas capas, eles já viram todas e conhecem todas, e, sabe, são dois mundos diferentes. É como quando você tem seu emprego durante o dia e faz seu trabalho, então vai pra casa e está comm as crianças. Não é diferente para mim. Mesmo quando estou na estrada; eles vêm comigo; não é diferente. Eles sabem que no minuto que estou no palco, estou no SLAYER e estou tocando e cantando. Mas eu saio do palco e sou um pai. Eles tem uma idéia do que está acontecendo ou da popularidade da banda mas eles me conhecem como pai e não me cohecem como qualquer outra coisa".
The Quietus: Como foi a turnê com o Megadeth? E houve alguma evidência da divergência entre Slayer e Dave Mustaine?
Tom Araya: "Sabe, eu o encontrei em duas ocasiões, mas quando você vê alguem, e se você é um ser humano, você as respeita e as trata como seres humanos - elas são outras pessoas vivas. Além disso, a única coisa que tivemos em comum foi que fizemos aqueles quatro shows juntos. Entende o que digo? Nada realmente mudou pra mim sobre ele; Eu estou apenas esperando ele abrir sua boca [Risadas]."
The Quietus: Qual é o grande problema entre o Megadeth e o Slayer?
Tom Araya: "Não há realmente um grande problema. O fato é que ele fala muita merda - daí se desculpa por isso, e então continua [falando merda]. Você viu o [documentário do Metallica] 'Some Kind of Monster'? Isso deve lhe dar alguma idéia de como ele é".
The Quietus: Em retrospecto, você teria radicalmente comprometido seu estilo para ganhar mais financeiramente? Isso já foi discutido?
Tom Araya: "Nós nunca discutimos isso e é algo que nunca o faríamos. E não o fizemos. Vamos colocar dessa forma: quando fizemos 'Divine Intervention', essa foi a última reunião que tivemos com uma gravadora onde eles se sentaram conosco e nos venderam a idéia de como queriam fazer com o 'Divine', e como fariam com a capa... e todas essas idéias diferentes sobre o álbum. Então um cara olhou pra nós e disse, 'Mas precisamos de um hit'. E nós dissemos, 'Mas você tem onze músicas, e se você não consegue achar um hit em uma delas, então você está sem sorte porque é o que estamos te dando'. Então falamos pra eles, 'Ok, você escreve o maldito hit e nós o gravaremos'. Isso calou a boca dele e foi a última vez que tivemos qualquer tipo de encontro assim! [Risadas]"
The Quietus: Então sucesso monetário nunca foi uma força?
Tom Araya: "Não, não realmente. Bem, seria legal ter sucesso monetário, mas não o faremos fora do nosso caminho para tentar conseguir isso - seremos o Slayer e você gostará de nós pelo que fazemos. Faremos você comprar 1 milhão de discos!"
The Quietus: Como você substitui a grande adrenalina que o Slayer deve te dar quando está em casa e longe da banda?
Tom Araya: "O lar é um santuário. Paz e quietude é o que quero lá. Não precisa de muito para ter a adrenalina rolando - estamos no Slayer! Você começa a tocar música e isso acontece, então não há falta de adrenalina. Você recarrega as baterias e eu gosto desse tipo de tranquilidade. Eu não percebo quanto barulho tem a minha volta até que chego em casa e sento do lado de fora ouvindo as árvores. Silêncio... apenas quieto".
Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo.
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