Serguei: "A Janis Joplin era Fluminense", diz em entrevista

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Por Victor Kataóka, Fonte: Serguei o divino
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Matéria de 26/11/09. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Publicado originalmente no Serguei o divino:

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O músico SERGUEI concedeu uma entrevista muito especial para a ROCK FLU, rádio online que tem como foco o Rock and Roll, e obviamente o Fluminense.

Na ativa desde os anos 60, e, além de roqueiro em tempo integral, é também tricolor de carteirinha. Aliás, uma das afirmações mais curiosas, da entrevista, é a de que a própria JANIS JOPLIN, com quem ele teve um famoso affair, também torcia pelo FLUMINENSE!

Na juventude, Serguei viveu nos EUA, por duas décadas. Por lá, conheceu pessoalmente algumas figuras mitológicas como Hendrix, Jim Morrison, e principalmente Janis Joplin. Além disso, esteve em Woodstock, e viveu toda a efervescência daqueles tempos.

A maior força do músico sempre foram seus shows, que são autênticas celebrações. Os shows de SERGUEI, no Rock In Rio II e no Rock In Rio III para milhares de pessoas, foram momentos marcantes de sua carreira.

De volta ao país, estabeleceu-se em Saquarema, no RJ, onde fundou o Templo do Rock, espécie de museu totalmente dedicado ao rock e as suas próprias memórias, de mais de 40 anos de carreira.

Hoje, com 76 anos, SERGUEI é dos poucos roqueiros brasileiros com tanto tempo de estrada, e que pode orgulhar-se de jamais ter deixado de lado a sua atitude rocker, sempre celebrando e principalmente louvando o bom e velho rock’n’roll.

O mais novo trabalho de SERGUEI é o CD “O bom selvagem”, lançado há 3 meses, e que vem recebendo ótimas críticas. O CD teve a participação de músicos como Big Joe Manfra, Fábio Mesquita e Jéfferson Gonçalves, além da banda Pandemonium.

A seguir, alguns trechos da entrevista:

“Tô cansado de ser chamado de lenda do rock, arquivo...”

“Mas no rock and roll, eu acho que sou nada mais nada menos que Divino.”

“Não tem nada igual ao Fluminense, o time mais importante, lindo e charmoso, e inclusive toda a minha família torcia pelo Fluminense.”

“O dia que o Flu perdeu para a LDU foi um dos dias mais tristes da minha vida, mas é assim mesmo...”

“O meu grande ídolo do Flu era o Castillo, 1m90, o goleiro mais sexy do Brasil, muito bonito e simpático, um super-goleiro, os outros que morram de inveja.”

“Ainda continuo psicodélico, mesmo depois de tantos anos”
“O meu trabalho é sincero e muito louco, rock and roll não é apenas um estilo musical, é um estilo de vida e atitude.”

“Além dos Stones eu também gosto de Metallica, dos Beatles, do Violeta de Outono...”

“No 'Bom Selvagem' tem músicas que foram censuradas pela ditadura, os caras eram muito burros, não entendiam as músicas, achavam que era viagem.... Eu não desejo isso pra ninguém (a ditadura militar).”

“Eu estava fazendo um show em Copacabana, no Let It Be Bar, e quando eu olhei, subiu um monte de Hells Angels, eu pensei, 'tô frito', mas eles curtiram o show, me apresentaram ao chefe deles, o Charles, e somos amigos até hoje, foi assim que eu virei oficialmente o padrinho dos Hells Angels.”

“Os Stones são a maior banda de rock do mundo, eu adoro o Led e etc, agora os Beatles são a maior obra literal de todos os tempos, já os Stones são mais redondinhos.”

“Se apresentar no Rock In Rio foi o dia mais feliz da minha vida.”

“A Janis era tricolor, porque eu fiz a cabeça dela, e inclusive perguntei pra ela, o porque de uma mulher tão maravilhosa usar tanta química, e essa química toda poderia acabar com ela, mas infelizmente ela não me deu ouvidos.”

“A única coisa que me da alegria e vontade de viver é o rock and roll... E o sexo também.”

Pra acessar a entrevista na íntegra, que inclusive contém várias músicas do Serguei, basta clicar: www.rockflu.com.br.

Por Victor Kataóka* e Sérgio Duarte.

*Obs: Mesmo sendo flamenguista, torço muito pelo sucesso da rádio, pois acredito que projetos como a Rock Flu sejam extremamente louváveis, afinal, o brasileiro tem que acabar com essa mentalidade de que Rock e Futebol não combinam, e a Rock Flu sem dúvida nenhuma é um dos veículos que estão ajudando a derrubar esse estigma.

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Sobre Victor Kataóka

Kataóka representa aqueles que prezam por nomes como Saxon, Accept, Manowar, Judas, Virgin Steele, Alice Cooper, Queensryche, Warlock, Savatage, Budgie, Dio e etc. Trajando o manto do Fortaleza EC, conseguiu ver com muito sacrifício quase todas as suas bandas favoritas ao vivo, e acredita que acima do AC/DC, somente os Beatles. Com o H2R, resenha Heavy Tradicional, Hard Rock, e o seu vício: N.W.O.B.H.M, o que não o impede de prezar demais por rock progressivo e psicodélico. Apesar de ser de 88, dentre 500GB de mp3 em um HD de valor inestimável, 95% do conteúdo vem dos anos 60,70 e 80. Não resenha Melodic, industrial, extremo, sinfônico, Power, New, Grunge e vários outros etc...

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