Bachman Turner Overdrive: batalha pelo uso do nome
Por Nathalie Delahousse
Fonte: Canoe
Postado em 13 de novembro de 2009
Randy Bachman e Fred Turner lideraram uma das bandas mais legais da década de 70, vendendo milhões de albuns sob o nome de BACHMAN-TURNER OVERDRIVE.
Agora eles estão frente a frente na Suprema Corte em um processo onde o próprio irmão de Bachman e um outro integrante da banda estão processando a dupla por utilizar seus próprios nomes.
Robin Bachman e Blair Thornton deram início à ação reivindicando que Randy Bachman e Fred Turner abram mão dos direitos dos nomes Bachman-Turner Overdrive e BTO. "Assim como Coca Cola é sinônimo mundial de Coke, então Bachman-Turner Overdrive é sinônimo de BTO," diz a ação, iniciada na última sexta.
A banda canadense de Winnipeg ficou muito conhecida pelas canções "You Ain't Seen Nothing Yet" e "Takin' Care of Business."
Depois da separação da banda em 1977, o processo reivindica que Randy Bachman e Turner abriram mão dos direitos do nome BTO a favor de dois integrantes antigos e concordaram em não usar o nome Bachman-Turner Overdrive sem o consentimento das outras partes.
O processo declara ainda que Bachman e Turner assinaram dois acordos posteriores, em 1984 e em 2002, dizendo que não poderiam se utilizar do nome Bachman-Turner Overdrive em novos discos e apresentações ao vivo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mas em maio de 2009, o processo reivindica que a empresa de Randy Bachman, Ranback, registrou vários nomes no Departamento de Marcas e Patentes dos Estados Unidos e no Departamento de Propriedade Intelectual Canadense, incluindo os nomes Bachman-Turner, B.T.U., e Bachman Turner Union. Afirma ainda que Bachman e Turner deram entrada em contratos com promotores de concertos e agentes para tocarem no Canadá e na Europa sem consentimento dos queixosos.
O processo alega que os acusados não deram a devida atenção aos direitos dos queixosos, "causando aos queixosos sofrimento e danos, e se apropriando indevidamente de rendimentos que eram dos queixosos por direito."
Robin Bachman e Thornton solicitam uma ordem permanente impedindo Randy Bachman e Fred Turner de usarem os nomes BTO e Bachman-Turner Overdrive. A dupla também está tentando ser ressarcida por danos financeiros e perda de ações, lucros e dividendos.
Não houve entrada em nenhuma declaração de defesa e as alegações do processo não foram apresentadas na corte.
Especialista em direito, Mira Sundara Rajan, responsável por pesquisas das leis de propriedade intelectual no Canadá, disse que um processo como esse é muito incomum. "A questão de não poder se utilizar do próprio nome para performances musicais é realmente estranha", ela diz.
A lei canadense dá o direito moral ao autor e o Canadá recentemente assinou um acordo internacional que concede direitos morais em apresentações, ela diz.
"Se eles se apresentarem, ou se seu trabalho é usado, eles tem o direito de serem conhecidos por seu próprio nome, é basicamente bom senso, se você for pensar a respeito."
Sundara Rajan disse que se os artistas especificamente abrissem mão de seus direitos morais em contratos, o resultado seria outro.
"Mas o que os juízes fazem às vezes é olhar os contratos e dizer ‘bem, essa provisão é muito injusta’ e eles interpretam isso de uma outra forma," ela diz " Então não há nenhum contrato que seja intocável".
Ela disse que o nome Bachman-Turner Overdrive está sujeito à contenda uma vez que é associado a um grupo que nem existe mais.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
O disco favorito de Steven Tyler por causa da ausência de viradas de bateria
O álbum dos anos 1990 que Mick Jagger considera perfeito: "Cada faixa é um nocaute"
O melhor integrante dos Beatles de todos os tempos, segundo Roger Waters
Fã joga disco em Eric Clapton e ele abandona show na Espanha
Os astros do rock nacional que contribuíram com disco de Xuxa
As 20 melhores músicas do Iron Maiden segundo o WatchMojo.com
A banda com quem Jimmy Page odiava ser comparado: "Não tinha nada a ver conosco"
A banda mineira que o RPM sonhava alcançar antes de estourar, segundo Paulo Ricardo
Nergal, do Behemoth, assiste show do Guns N' Roses ao lado do palco
Alex Van Halen anuncia "Van Halen", nova antologia bibliográfica da banda
A canção do Black Sabbath que, para Frank Zappa, definiu "um certo estilo musical"
Rock e HQs: quando guitarras e quadrinhos contam a mesma história
O músico que John Corabi considera "o Prince original"
O filme que mostra Ozzy, Kiss e Aerosmith em entrevistas que hoje seriam canceladas
Slash: Ele se desculpou em carta à namorada por sua obsessão pela guitarra
Engenheiros do Hawaii: análise da música "Somos quem podemos ser"
O hit dos Mamonas Assassinas com erro de continuidade na letra que ninguém percebeu

