Gentle Giant: Derek e Ray Shulman comentam álbuns

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Por Nathalie Delahousse, Fonte: Goldmine, Tradução
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Matéria de 05/01/10. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

A Goldmine publicou uma longa matéria onde Derek e Ray Shulman comentam alguns álbuns do GENTLE GIANT, cujos trechos podem ser vistos abaixo:

Em 1973, após a turnê do "Octopus", Phil Shulman, sentido o peso das obrigações familiares, decidiu deixar a banda que ele ajudou a fundar. Seus dois irmãos, Derek e Ray, foram deixados para trás para juntar os pedaços. “Nosso irmão Phil era cerca de 10 anos mais velho que nós, e naquela época, eu acho que ele tinha três crianças em casa,” relembra Ray. “Estávamos na estrada tentando desenvolver uma carreira, atrair atenção. Para Phil aquilo era muito. E havia pressão sobre nós. Mas na verdade quando ele disse que estava desistindo, nós nos sentimos muito tristes, mas também houve um certo alívio depois disso”.

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O GENTLE GIANT quase encerrou atividades. “Houve um tempo no qual nós nos pegamos falando, ‘Nós iremos nos separar? Este é o fim?’” diz Derek. “E esfriamos nossas cabeças e dissemos, “Que diabos, quer saber? Vamos seguir em frente’. E nós chegamos a este quinteto... mas foi uma dura transição, e foi difícil para o Phil também. Digo, eu o entendo.”

Nos anos seguintes eles lançariam álbuns inovadores - "In A Glass House", "The Power & The Glory", "Free Hand", "Interview", "Playing The Fool — The Official Live", "The Missing Piece" e "Giant For A Day". Em novembro de 2009, todos os sete Lps foram lançados em formato digital pela primeira vez, pelo próprio selo da banda Alucard, através da EMI Music’s Label Services Unit.

Derek e Ray comentaram cada um destes álbuns recentemente para a Goldmine:

"In A Glass House"

Derek Shulman: "Na verdade eu realmente gosto desse disco em retropectiva... agora que estou ouvindo, tantos anos depois de termos feito, eu acho que mostra uma quantidade de tensão incrível. E eu acho que a tensão vem através de uma forma positiva, ao invés de negativa.

Fizemos o disco um tempo depois de Phil ter saído e nós decidirmos prosseguir, então ele foi composto com todas essas influências e questões rolando: 'Quando saíremos em turnê? Como iremos excursionar? Como podemos nos tornar um quinteto assim...' esperávamos que fosse com muita energia e sendo capazes de planejar nossas vidas..."

Ray Shulman: "Sem contar que as responsabilidades líricas recaíam sobre você".

DS: "Exato. E até mesmo a parte de composição... nós estávamos tentando pegar leve. Então, eu acabo de me lembrar, era apenas uma situação atmosférica, tudo o que estava em torno do álbum era extremamente tenso e enquanto isso eu estava preocupado. E a coisa toda da transição de sexteto... na realidade funcionou bem, mas não foi uma evolução, foi uma revolução. E nós tivemos que fazê-la rapidamente".

“The Power and the Glory”

DS: [Sobre os temas de poder e corrupção] "Todos esses assuntos [o escândalo Nixon] foram acontecendo e afetando tudo, mas não como um assunto novo. E subseqüentemente, desde então é um assunto que continua em andamento e infelizmente, algo sobre o qual pessoas continuam escrevendo a respeito, porque poder absoluto corrompe, se você permitir. E eu acho que foi apenas uma observação do que estava acontecendo politicamente mas também [sobre] pessoas que nós pensávamos que se tornaram amigos e que estavam se tornando mais poderosos [e] de repente te abandonaram, ou não quiseram mais ser parte do mesmo mundo que você".

RS: "Bem, eu gosto do álbum agora. Eu gosto de 'The Power And The Glory'. Eu acho que funcionou muito bem. Foi ótimo ter um álbum conceitual, com composições sensatas. Para mim e Kerry, na época, ter um tema como ponto de partida foi genial pois você poderia realmente criar em cima [disso]. Eu sei que o conceito do álbum acabou sendo muito mal visto depois disso".

Free Hand

DS: Eu gosto muito deste álbum, pois eu penso que a razão pela qual ele é chamado 'Free Hand' é que eu me lembro que nós nos libertamos de empresários, e fomos capazes de fazer certas coisas do nosso jeito.

Nós fomos muito teimosos e obstinados, e isso provavelmente foi em nosso detrimento, também, mas funcionou melhor assim que o conteúdo lírico estava decidido. E acho que nosso álbum funcionou muito bem, tanto liricamente quanto musicalmente, pois foi um caso onde os elementos de rock e os elementos orquestrais e todas as outras influências instrumentais que tínhamos realmente combinaram".

RS: [Falando sobre a síntese entre elementos clássicos e rock no Free Hand] "Eu acho que foi uma boa combinação. Nós provavelmente perdemos um pouco do lado etéreo do 'Octopus', mas na verdade começamos a soar mais como uma banda, ou mais como um grupo. Soa como um disco que foi feito por um grupo e não por uma banda de indivíduos".

"Interview"

DS: "'Interview' foi típico de seu tempo. Foi tão bom, se você gosta, comparado com o 'Free Hand'? Provavelmente não, mas eu o ouvi recentemente, nas últimas semanas, e eu gostei (risos), não pensei apenas que foi OK. Não é o mesmo que 'Free Hand'. É meio que empurrado em direção à uma nova direção, a um novo nível, mas eu acho que assim como Ray [disse], nós nos movemos geralmente. Digo, nós não permanecemos em um mesmo lugar e nos tornamos aquela banda que faz aquele estilo de música o tempo todo. Então isso é mover a banda a algum outro lugar. Talvez seja um buraco negro, ou talvez uma rua sem saída, mas faz parte".

RS: "Sim, eu não acho que seja coeso como Free Hand. Eu acho que é um tanto mais diverso, todas as músicas. Individualmente, elas se sustentam sozinhas, mas em um álbum, quase que não se combinam juntas como um todo. 'Design' é uma destas, apesar de ser uma faixa curiosa. Diria que é bizarra".

“Playing The Fool — Live”

DS: "Eu não sei porque nós o fizemos, mas fico feliz de termos feito. Por quê? Eu não sei, mas foi bom tê-lo feito, pois representa o auge da maturidade do grupo.

Nós tivemos as duas coisas mais importantes sobre ser um grupo, a parte gravada e a parte ao vivo, como sendo duas entidades completamente separadas. Nunca tentamos replicar a música que gravamos em nossos álbuns em versão ao vivo.

RS: Precisaríamos de mais pessoas para tal.

DS: "Exatamente. Uma orquestra. Na verdade, nós precisaríamos de uma orquestra. É por isso que nós fizemos [trocamos] todos os [nossos] instrumentos, pois haviam muitas partes. Era tipo, 'OK, quem vai fazer o quê? Bem, Ray, você tem que tocar o trompete agora. E eu tocarei o baixo. Mas que diabos? Por quê não?"

“The Missing Piece”

RS: "Naquele ano, 1977, mais uma vez era necessário falar sobre a grande mudança cultural no Reino Unido, havia o punk e uma ridicularização da música progressiva. Eu acho que nós apenas não sabíamos o que fazer, e tentamos algo. Eu não sei se é um bom álbum ou não, mas é OK".

“Giant For A Day”

RS: [Derek uma vez disse que "Giant For A Day" foi forçado. Ray respondeu] Sim, na verdade foi. Eu acho que foi. Nós tínhamos na cabeça um tipo de sonoridade que queríamos fazer, o que provavelmente foi bem forçado.

Digo, nós nunca fizemos daquela forma antes. Nós nunca fomos ao estúdio com um tipo de som na cabeça, onde quiséssemos abrir o som da bateria e aquele tipo de coisa... foi uma idéia ruim, mas nós fizemos assim".

DS: "Era uma ideia. Tentamos e não funcionou. Digo, algumas partes não funcionaram... sim, haviam elementos que indicavam que estávamos forçando. De qualquer forma, há algumas canções que na verdade são muito boas. Quero dizer, acredite ou não, acho que uma das melhores canções no álbum é a instrumental 'Spooky Boogie'. É boba, mas é esperta. Digo, não estamos falando de timing o tempo todo, e coisas multi instrumentais...".

A matéria completa (em inglês) está no link abaixo.

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Sobre Nathalie Delahousse

Nathalie Delahousse é Designer, Assistente de produção em shows e aficcionada pelo bom e velho Rock'n'roll e suas vertentes... Uma verdadeira Rocklady...

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