Dimensões do Heavy Metal: "...a volta" (o milagre do retorno)
Por Rolf dio e Eduardo dutecnic
Fonte: Minuto HM
Postado em 29 de maio de 2011
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Para o incauto leitor que inicia a leitura destas parcas linhas do nosso blog da família da metal, eu gostaria primeiramente de citar um salmo segundo São Roque – santo protetor do hard rock e marca de um vinho homônimo amplamente consumidos por adolescentes delinquentes sem dinheiro – capítulo 25, versículo 5: "she’s my cherry pie, cool drink of water such a sweet surpise, tatse so good, make grown man cry, sweet cherry pie". Amém!
Bom, agora, podemos voltar a liturgia da palavra e antes de tentar alcançar o significado completo do que seria uma "dimensão do heavy metal" é preciso, primeiramente, contextualizar o incauto leitor destas parcas linhas sobre o significado do que seria em uma música com "…a volta". Bom, isto talvez seja um pouco mais fácil se você já é um amante do heavy metal. Creio que se você já é um experiente ouvinte do gênero não será difícil tentar entender este conceito.
Falando mais objetivamente, "…a volta" trata-se de um determinado momento em uma determinada música qualquer onde existem vários andamentos diferentes sendo executados e a banda executora se preocupa em criar um momento de "voltar" para algum tempo/compasso/sequência/andamento de notas de onde a música estava e que não deveria ter saído de tão maneira que era!!! Mas que graças a genialidade de alguns músicos deste gênero, alguns conseguiram essa proeza de criar e tocar um determinado andamento em algumas música, sair para um outro andamento muito bom e retornar para o andamento já previamente executado.
Este breve e mágico momento ao qual a música retorna é exatamente a dimensão da qual estamos falando. Se o incauto leitor ainda não conseguir alinhar o que nós (…"nós" é brincadeira…) do blog da família queremos dizer, talvez trazendo alguns exemplos mais práticos isso se torne fácil de ilustrar.
Vamos começar usando como exemplo um dos grande clássico das músicas com "a volta". Trata-se de Powerslave do Iron Maiden. A música – e o disco – são verdadeiras obras-primas do metal e o Iron (…desculpem, mas eu não chamo o Iron Maiden de Maiden. Eu chamo de Iron… e Powerslave é a segunda do lado B que só tem 03 músicas!!!) é uma banda que criou e recriou talvez as melhores "voltas" do metal. Seja pela dedicação da banda nesta dimensão ou pelo ponto de vista técnico – onde a banda realmente dedica uma parte da música para realizar uma "volta".
Nesta música que vamos usar como exemplo, houve claramente um empenho e uma dedicação especial em fazer com que aquele momento de "volta" fosse muito bem marcado e dedicado a este ponto da execução da música. Aí vai! Sigam-me os bons ao exemplo, e no segundo parágrafo eu falo um pouco mais detalhadamente: Powerslave inicia sua execução com um riff avassalador que depois deságua em uma uma passagem mais acelerada. Após 2 compassos, aos 2:39, a música enfim para com esta sequência pra entrar então em um momento instrumental dos mais bonitos do metal. Daí seguem-se com monumentais passagens de solos alternados de guitarra (para o incauto leitor, é preciso prestar um serviço de informação aos mais novos que o Iron na década de 80 possuía "apenas" dois guitarristas: Murray e Smith) e as linhas duplas de guitarra bem característica da banda – com aquela tradicional brecha para que Steve Harris mostre um pouco mais de acentuação ao seu virtuosismo – bom, aí, aos 4:46 a banda se debruça literalmente em criar uma rápida passagem em que os tempos são marcados e Nicko a faz marcando e usando todo o seu kit.
Ao chegar nesta etapa da música pela primeira vez você presta atenção nos detalhes e dá para imaginar a quantidade de pratos que existem a disposição de Nicko McBrain, e, aí, se vão 10 segundos. A passagem vai até os 4:56 – literalmente 10 segundos – para então ter primorosamente executada, aos 4:57, uma das melhores dimensões do heavy metal "…volta"… a música "volta" – é o milagre do retorno. Ela "volta" inesperadamente e realmente é um momento mágico pois nos milésimos de segundos que se transcorrem, você, incauto leitor, se depara com a convenção do início da música, com a volta do primoroso riff perfeitamente conectado e que a música nunca deveria ter saído…mas saiu e… "voltou" de forma espetacular e perfeita!
Neste momento, incauto leitor, ao ouvir isso da primeira vez aos 12 anos de idade, todos os pêlos do seu corpo já estão arrepiados – os do saco foram os primeiros, com certeza – e você se depara com uma obra prima das voltas do metal. Você percebe que a banda preparou aquele momento com maestria. Percebe que a banda vislumbrou ali algo que deveria ser trabalhado claramente em forma de "volta"… o riff inicial era perfeito demais para ser executado de forma única então me arrisco a dizer que o restante da música possui andamento diferenciado do início justamente para que no momento da "volta" a percepção de retorno ficasse ainda mais aparente e impactante para nós, privilegiados por existirmos na mesma época da fase áurea da banda. Só os deuses do metal sabem fazer. Só quem possui compromisso com o heavy metal é capaz de fazer "a volta".
Continue acompanhando este artigo em detalhes no Minuto HM - com outra música do mesmo disco do Iron Maiden sendo analisada além, claro, dos respectivos vídeos.
http://minutohm.com/2011/05/29/dimensoes-do-heavy-metal-a-volta-o-milagre-do-retorno/
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