Arch Enemy: "Não há bandas com a nossa sonoridade"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por João Renato Alves e Kako Sales, Fonte: Blog Van do Halen
Enviar correções  |  Comentários  | 

Matéria de 22/06/11. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?


Michael Amott, guitarrista e líder do Arch Enemy, conversou com o Ultimate-Guitar.com sobre Khaos Legions, novo álbum do grupo. Confira alguns trechos do bate-papo.
16 acessosMulheres que cantam Metal: estúdio/ao vivo, expectativa e realidade5000 acessosNirvana: quem é o bebê da capa de Nevermind?

Esse é o nono trabalho de estúdio do grupo. O processo de composição e gravação teve algo de diferente em relação aos anteriores?

Não, foi basicamente a mesma coisa. Ainda seguimos o velho e tradicional modo de nos juntarmos e ensaiar, depois jogarmos as idéias. Aí eu trago alguns riffs e os outros complementam. A diferença é que esse disco foi escrito em um período maior, pois levamos mais tempo parados depois de Rise Of the Tyrant, que foi lançado em 2007. Uma folga de quatro anos não é usual para nós. Estávamos acostumados a lançar um trabalho a cada dois anos, mais ou menos. Mas isso refletiu no play, pois tínhamos muito mais material.

Há algumas instrumentais no álbum, algo que o Arch Enemy costuma fazer regularmente. Você gosta de adicioná-las, não?

Isso acontece porque uma de minhas bandas favoritas, o Black Sabbath, sempre colocava pequenas peças instrumentais em seus discos. Para mim é algo natural de se fazer, não fico pensando. Fico surpreso por outras bandas também não fazerem isso mais constantemente. Talvez seja porque elas não consigam? Para ser honesto, para nós, esse é um modo de incorporar alguma dinâmica em nossa música, onde podemos realmente mostrar um lado mais romântico, delicado de nossa musicalidade. Posto que os vocais da Angela (Gossow) são muito impactantes, a parada instrumental dá um sopro de ar para que, quando a próxima faixa começar, com um riff cheio de peso, ele te atinja muito mais fortemente após você ter tido uma doce carícia de uma passagem instrumental.

Além do Arch Enemy, você também está no Carcass e no Spiritual Beggars. Qual o status dos dois grupos no momento?

Com o Spiritual Beggars, nós gravamos um novo álbum no ano passado, o primeiro álbum em cinco anos. É mais ou menos um projeto paralelo agora, porque todos os outros caras estão envolvidos em bandas e têm carreiras no mundo musical com seus outros projetos. Eu tinha algumas músicas que havia guardado com o passar dos anos, então decidi que deveríamos gravar um novo álbum, o que acabamos por fazer. Fomos ao Japão e à Grécia e estaremos fazendo quatro shows neste verão (N. do T.: no hemisfério norte). A turnê do “Khaos Legions” com o Arch Enemy vai tomar três anos de minha vida, vai ser profunda, então não haverá tempo para trabalhar em outros projetos. E eu também não estou planejando fazer nada com o Carcass durante esse período.

Já que falamos sobre instrumentais anteriormente, você já pensou em gravar um disco inteiro nesse formato?

Nunca farei um álbum solo. Não gosto de discos totalmente instrumentais. Meus guitarristas favoritos são os de bandas, como K. K. Downing e Glenn Tipton, do Judas Priest ou Adrian Smith e Dave Murray, do Iron Maiden. Eles podem não ser os melhores do mundo, como os Vais e Satrianis. Mas eu curto ouvir o que eles fazem. Me levam às lágrimas, de verdade.

O Arch Enemy tem sido rotulado como Death Metal Melódico. Esse rótulo te incomoda?

Na verdade, eu não me importo sobre como as pessoas nos chamam, pois isso não me interessa. É como eu não me importar se as pessoas pronunciam meu nome corretamente, desde que eles estejam falando. Eu sei que nossa música, para mim, é metal extremo, mas somos um tipo de banda híbrida, por fundirmos vários estilos diferentes de Metal e Hard Rock em um único estilo. Ninguém faz o som que a gente faz. Eu não tenho escutado muitas cópias do Arch Enemy por aí. Nossas influências abrangem tal espectro de lugares que não imagino que as pessoas possam fazer a mesma coisa. E nós não temos uma receita para nosso som. Não temos uma fórmula. Abordamos cada música como uma entidade única que é uma de nossas forças. Eu não nos considero uma banda de Death Metal. Eu sei que os vocais da Angela são muito pesados e extremos, mas eles são também bastante compreensíveis, inteligíveis; você pode, de verdade, ouvir o que ela está cantando, o que é bastante raro. E o Death Metal, para mim, não é muito famoso por ter bons solos de guitarra. É mais famoso por seus riffs brutais e insanos. Nossa abordagem, tal como harmonia e solos de guitarra, vem de um mundo musical diferente.

Leia a entrevista na íntegra no Ultimate-Guitar.com (em inglês).

http://www.roadrunnerrecords.com/blabbermouth.net/news.aspx?...

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

16 acessosMulheres que cantam Metal: estúdio/ao vivo, expectativa e realidade4 acessosEm 24/09/2007: Arch Enemy lança o álbum Rise Of The Tyrant993 acessosArch Enemy: confira a música "First Day In Hell", do novo álbum170 acessosAmber Galactica: excelente álbum, repleto de músicas cativantes451 acessosArch Enemy: vídeo mostra detalhes da versão deluxe de Will To Power826 acessosArch Enemy: Alissa White-Gluz está preparando disco solo0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Arch Enemy"

Orgulho NacionalOrgulho Nacional
As capas mais bonitas por artistas brasileiros

Angela GossowAngela Gossow
"Não existe deus! Simplesmente lide com isso!"

Mórbida semelhançaMórbida semelhança
Angela Gossow e Julia Rabello

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Arch Enemy"

Quem é ele?Quem é ele?
A história do bebê imortalizado na capa de Nevermind

MegadethMegadeth
Perguntas e respostas e curiosidades diversas

Kiss FmKiss Fm
As 500 mais pedidas na programação em 2008

5000 acessosHeavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 19855000 acessosLemmy: sob investigação, em 2008, por exibir insígnia nazista5000 acessosHard Rock: as 25 melhores músicas acústicas do gênero5000 acessosSlash: GNR faz parceria com Myles Kennedy ser deixada de lado5000 acessosAC/DC: vovozinha não resiste ao som da banda e vídeo viraliza5000 acessosCuriosidades: confira 25 modelos únicos de guitarra

Sobre João Renato Alves

27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.

Mais matérias de João Renato Alves no Whiplash.Net.

Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

Mais informações sobre Kako Sales

Mais matérias de Kako Sales no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online