Biohazard: mais detalhes sobre a saída de Evan Seinfeld

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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O baixista/co-vocalista Evan Seinfeld deixou a banda de Nova Iorque de hardcore/metal BIOHAZARD.

"Temos uma longa história juntos, mas é hora de mudar", disse o guitarrista/co-fundador Bobby Hambel. "Desejamos o melhor ao Evan."

Scott Roberts, que tocou no álbum da banda "Means To An End" do ano de 2005 e foi parte da extensão da família BIOHAZARD desde então, substituirá Seinfeld quando o BIOHAZARD tocar no Download festival no Reino Unido em 12 de junho e novamente em 13 de junho no Metal Hammer Golden Gods Awards em Londres. Hambel, o guitarrista/vocalista Billy Graziadei e o baterista Danny Schuler estarão recrutando um substituto permanente quando voltarem aos EUA.

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Trabalhando com o produtor Toby Wright, o BIOHAZARD acabou de finalizar seu primeiro álbum de estúdio em seis anos e o primeiro com a formação original desde o "State of The World Address" de 1994. O LP será lançado nesse outono, e será seguido de uma extensa turnê mundial, com shows planejado na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia e Austrália.

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"Nos divertimos muito gravando esse álbum e estamos extasiados com ele", disse Graziadei. "Estamos realmente ansiosos para que todos escutem e voltar à estrada para destrinchá-lo!"

Em uma entrevista em maio de 2011 no "The Big Rock Show", Graziadei fez declaração sobre o tão esperado décimo álbum de estúdio do BIOHAZARD, "Acho que a razão pela qual acabamos fazendo um disco dessa envergadura é provavelmente porque nós saímos e turnê e tocamos ao vivo primeiro. Não havia nenhuma outra razão – não era questão de negócio, não foi por dinheiro; não dá pra fazer muito dinheiro nesse gênero musical, especialmente com nossa carreira. Foi mais para ter a chance de reescrever a história."

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"As pessoas meio que deixaram o BIOHAZARD de lado. E uma coisa para mim, pessoalmente, foi que eu sempre quis que pudéssemos voltar com o Bobby e isso nunca tinha acontecido. Então isso foi importante para nós. E isso nos trouxe de volta àquele elemento vivo da banda. É como se nunca tivéssemos parado; subimos no palco junto e foi como se tivéssemos 19 anos de novo. E nós arrasamos; foi incrível. Aquela energia vívida fez com que pudéssemos voltar e começarmos com o pé direito e ir pro estúdio gravar um disco."

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"Acho que tivemos alguns discos que nos definiram no passado, e esse disco será o disco que vai reescrever a história do BIOHAZARD em vários aspectos. É o metal do BIOHAZARD, mas há um crescimento... nós nos desenvolvemos na composição... meio que levando o que vivenciamos ao longo dos anos para o BIOHAZARD sem mudar o som. Foi difícil continuar a ficar satisfeito como músico e como artista mas ainda permanecer verdadeiro com o que temos dentro de nós, e isso se transcreve na composição. Você ainda ouve a paixão, a angústia e a energia que eu senti e eu ouço quando escuto o 'Urban Discipline' e alguns de nossos primeiros discos. Mas é um passo a frente, no bom sentido."

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Sobre o processo de composição do novo CD:

"O que fizemos foi ir pro estúdio e ficamos no estúdio por algumas semanas e tiramos 12 músicas e ficamos tipo, ‘Legal. Incrível. Isso vai ser fácil’. Nós conhecemos o BIOHAZARD; podíamos fazer isso de olhos fechados. E então recuamos e ouvimos tudo e ficamos tipo... Eu disse ao Danny ‘Está bom, e há uns momentos bem legais e adorei muitas coisas, mas se tomarmos nosso tempo e formos brutalmente honestos conosco e dispensarmos tudo o que não estiver bom, tudo o que não estiver 100 por cento, vamos fazer um disco conveniente; as pessoas vão apreciá-lo como sendo o corpo e a alma do BIOHAZARD’."

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"Foi fácil para nós tirar um monte de riffs bacanas, mas nós eliminamos aquelas músicas, mantivemos algumas coisas aqui e ali. Levou muito mais tempo, mas fizemos um disco que será marcante em nossa carreira, não um disco que seria apenas 'Ah, legal, é uma desculpa para fazer uma turnê’. Acho que então no passado, nós meio que nos acomodamos por várias razões. Mas esse disco foi mais importante para nós do que qualquer outra coisa que está se passando em nossas vidas – todos nós deixamos nossas vidas de lado e realmente gastamos nosso tempo sendo brutalmente honestos uns com os outros e fizemos um grande disco."

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"Não importa muito de onde a música começa – podem ser três de nós numa sala, ou dois, ou um de nós vindo com uma demo, ou alguém simplesmente tem um riff – mas onde quer que seja que a música tenha nascido, liricamente ou musicalmente, todos nós a colocamos no que chamamos de ‘moedor de carne’. Todos expomos nossas idéias – ‘O que você ahca disso?’ ‘O que você acha daquilo?’ – e tocamos a música e ás vezes a destrinchamos e algumas vezes ela não precisa de muito trabalho. Mas é a absorção individual que faz ser BIOHAZARD. Muito como se cada um de nós pudesse compor um disco solo, mas é a interpretação dos outros caras que faz o que eu componho ser BIOHAZARD e vice e versa."

Sobre colaborar com o produtor Toby Wright, que trabalhou anteriormente com o KORN, SLAYER, MÖTLEY CRÜE, KISS, FEAR FACTORY, IN FLAMES, STONE SOUR e OZZY OSBOURNE, dentre outros:

"O Toby foi ótimo; ele é um cara ótimo, e espero trabalhar com ele de novo. Ele trouxe algo que nenhum outro produtor trouxe antes. ele ficou conosco desde o início; nenhum produtor com que trabalhamos ficou conosco por um ano. E o Toby, ele era focado. Ele não escrevia nada, ele não fazia nada a não ser apenas dizer, ‘Não, faça de novo’. Ele nos ajudou a meio que organizar tudo e mesmo apesar de eu ser um produtor do BIOHAZARD lá fora e ter um estúdio aqui em Los Angeles, é diferente quando você produz sua própria banda; você não pode fazer isso. Você tem de ser uma pessoa objetiva – alguém de fora e alguém que todos respeitam que não está realmente ligada ao que você está fazendo emocionalmente. Então ter o Toby por perto, ele estava lá sempre durante o processo de composição e ensaios, e isso foi ótimo. Foi a primeira vez em nossa carreira que tivemos tanta atenção «de um produtor». Mas foi estranho – foi meio que ter alguém lá para te apoiar mas sem lançar idéias que poderiam ofuscar o que somos. Quando fomos para o estúdio ele veio com dicas diferentes como produtor – desde o jeito de cantar e tocar guitarra até a forma de gravação. Ele é um «bom» transmissor de idéias; «ele dizia» ‘Quero que soe assim’, e ele ajudava a alcançar aquilo. Então foi ótimo. Tivemos alguns desastres «que ocorreram durante o processo de gravação» mas é a vida."

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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