"Dessa vez Portnoy não mandou na banda", diz Jordan Rudess, tecladista do Dream Theater
Por Samuel Coutinho
Fonte: blabbermouth.net
Postado em 24 de agosto de 2011
O Rock Your Life conduziu uma entrevista com o tecladista do DREAM THEATER, Jordan Rudess. Alguns trechos da conversa seguem abaixo:
Rock Your Life: No novo álbum ("A Dramatic Turn of Events"), você se sente mais livre como músico e com a banda, agora que Mike (Portnoy, baterista) deixou a banda?
Rudess: Mike Portnoy foi um grande amigo meu. Ele é um cara com a mente muito aberta e tivemos bons anos fazendo muitas coisas juntos. No entanto, uma das coisas que fizemos com esta nova abordagem no novo álbum, foi que nós pensamos como poderíamos maximizar nossas vontades e fazer o nosso papel. Devo dizer que eu amei essa abordagem. Em algumas das músicas antigas, eu sempre pensei que o teclado poderia ter sido mais forte. Às vezes, no passado, quando tínhamos um riff pesado os teclados apenas acompanhava. Nós perdemos esse medo e agora temos mais idéias sobre harmonias. John Petrucci e eu decidimos compor algo legal. Eu sou um compositor e gosto muito de usar essa habilidade. Nossa nova abordagem é mais aberta para o meu teclado do que no passado.
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Rock Your Life: Nos últimos anos, em cada registro, vocês buscaram um tipo de música mais "comercial", transformando em um single ou em vídeos como "Forsaken", "Wither" e "These Walls". Agora, na minha opinião, eu acho que vocês fizeram o mesmo com "Build Me Up, Break Me Down". Você pensa sobre isso quando entra em estúdio?
Rudess: Temos consciência de que as gravadoras gostam dessas músicas. Nós sempre pensamos sobre isso, mas nós não temos que escrever uma canção para as rádios. Não temos essa preocupação, porque nós apenas fazemos o nosso tipo de música.
Rock Your Life: No passado, Mike Portnoy e John Petrucci cuidavam da produção dos álbuns da banda. Desta vez, vocês tiveram a chance de contratar um produtor, mas não fizeram. Por quê?
Rudess: "...Pessoal, eu realmente quero produzir este álbum, eu acho que posso fazer um bom trabalho", foi o que disse John. Daí nós pensamos: "Por que não, deixá-lo fazer isso", e ele fez um ótimo trabalho. John Petrucci tem uma personalidade muito forte e sólida. Ele é muito decidido e sabe exatamente o que ele quer. Então, o que ele acabou fazendo, foi trazer o melhor para todos nós. Senti que agora minha energia estava sendo usada no grupo. Ele fez isso com os outros. Ele trabalhou muito bem com Mike Mangini e John Myung. Com Mike Portnoy fora da banda, John tornou-se mais livre. O fato de Mike Portnoy ter saído, não nos fez sofrer. John Petrucci e eu, somos os compositores principais do Dream Theater, e tem sido assim desde que entrei para o grupo. Assim, mesmo que Mike seja extremamente talentoso, havia certas limitações do que ele poderia fazer em termos de produção. Então, nós olhamos um para os outros e dissemos: "Nós podemos produzir este álbum. Nós não precisamos de alguém nos dizendo o que é bom ou ruim", e nós aceitamos esse desafio. A maior diferença ao escrever as músicas para este álbum, foi que decidimos escrever e escolher o melhor para nós, sem Mike Portnoy sendo o coronel do Dream Theater nos dizendo "sim" ou "não". Eu acho que levou um pouco mais de tempo para elaborar a nossa música antes de colocarmos o nosso selo de aprovação sobre ela.
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