Glenn Hughes: "A dor e a mudança são duas certezas da vida"

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Por João Renato Alves, Fonte: Van do Halen
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Em entrevista ao The Nervous Breakdown, em janeiro de 2012, Glenn Hughes falou sobre a influência de sua espiritualidade na vida e a luta contra as drogas.
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Assisti recentemente o DVD do Black Country Communion e fiquei abismado com sua performance tocando baixo e cantando. Parece que você ainda tem vinte e cinco anos! O Rock foi um grande conforto quando garoto e nos dá esperança e alegria ver nossos heróis, como Gene Simmons, Paul Stanley, Angus Young, Ozzy Osbourne e Glenn Hughes ainda com aquele fogo.

Obrigado. Era amigo de Gene quando ele namorava Cher. Uma coisa que sempre compartilhamos foi a ideia de que era impossível fazer isso sem convicção, aquela espiritualidade interna – chame isso como quiser – amor pela música, ética no trabalho e a vontade pessoal. Sem isso não há saída.

Como você se mantém saudável após quarenta anos nesse negócio?

Muito sono e água. Alimentação saudável e corrida. Muitos amigos morreram anos atrás, por causa das drogas e álcool. Simplesmente não se pode seguir esse caminho. Procuro viver o momento. Deixo que Deus comande o show. Pois quando Glenn Hughes comandou, foi quando a merda aconteceu. Costumava ver meu pai plantando flores e achava chato, não entendia como ele conseguia. Mas hoje tenho 60 anos e passo muito tempo com meus cães e família, nos jardins.

Você deu crédito à espiritualidade pela sua sobriedade após a luta contra a cocaína. Quando foi o fundo do poço?

Para mim, foi quando estava na traseira de uma ambulância. Dizia para o motorista: “Não sou como esses outros caras que você carrega…”. De repente ele se vira e fala: “Cale a boca, seu viciado de merda”. Ali a realidade me atingiu. Foi meu despertar.

Onde você acha que sua carreira poderia ter chegado sem a cocaína?

É difícil dizer. Muitos acham que eu teria feito trabalhos ainda melhores. Mas não dá para ficar pensando. Tudo está marcado para acontecer como é. Tudo tem o seu propósito. A dor e a mudança são duas certezas da vida. Naquela época não entendia, mas ao sentir dor você acaba se forçando a mudar. Ao derrotar meus demônios, provei ser uma pessoa honesta. Não tenho tanto interesse em retornos ou redenções de carreira como tenho na humanidade e na experiência da vida em si.

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Sobre João Renato Alves

27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.

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