Glenn Hughes: "A dor e a mudança são duas certezas da vida"
Por João Renato Alves
Fonte: Van do Halen
Postado em 31 de janeiro de 2012
Em entrevista ao The Nervous Breakdown, em janeiro de 2012, Glenn Hughes falou sobre a influência de sua espiritualidade na vida e a luta contra as drogas.
Assisti recentemente o DVD do Black Country Communion e fiquei abismado com sua performance tocando baixo e cantando. Parece que você ainda tem vinte e cinco anos! O Rock foi um grande conforto quando garoto e nos dá esperança e alegria ver nossos heróis, como Gene Simmons, Paul Stanley, Angus Young, Ozzy Osbourne e Glenn Hughes ainda com aquele fogo.
Obrigado. Era amigo de Gene quando ele namorava Cher. Uma coisa que sempre compartilhamos foi a ideia de que era impossível fazer isso sem convicção, aquela espiritualidade interna – chame isso como quiser – amor pela música, ética no trabalho e a vontade pessoal. Sem isso não há saída.
Como você se mantém saudável após quarenta anos nesse negócio?
Muito sono e água. Alimentação saudável e corrida. Muitos amigos morreram anos atrás, por causa das drogas e álcool. Simplesmente não se pode seguir esse caminho. Procuro viver o momento. Deixo que Deus comande o show. Pois quando Glenn Hughes comandou, foi quando a merda aconteceu. Costumava ver meu pai plantando flores e achava chato, não entendia como ele conseguia. Mas hoje tenho 60 anos e passo muito tempo com meus cães e família, nos jardins.
Você deu crédito à espiritualidade pela sua sobriedade após a luta contra a cocaína. Quando foi o fundo do poço?
Para mim, foi quando estava na traseira de uma ambulância. Dizia para o motorista: "Não sou como esses outros caras que você carrega…". De repente ele se vira e fala: "Cale a boca, seu viciado de merda". Ali a realidade me atingiu. Foi meu despertar.
Onde você acha que sua carreira poderia ter chegado sem a cocaína?
É difícil dizer. Muitos acham que eu teria feito trabalhos ainda melhores. Mas não dá para ficar pensando. Tudo está marcado para acontecer como é. Tudo tem o seu propósito. A dor e a mudança são duas certezas da vida. Naquela época não entendia, mas ao sentir dor você acaba se forçando a mudar. Ao derrotar meus demônios, provei ser uma pessoa honesta. Não tenho tanto interesse em retornos ou redenções de carreira como tenho na humanidade e na experiência da vida em si.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
Como é tocar com um ex-membro de Shaman e Angra, segundo Paulo Ricardo
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
Malcolm e Angus Young explicam por que o AC/DC não desistiu após morte de Bon Scott
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
A música do Van Halen que Gene Simmons coloca acima até de "Eruption"
Alex Skolnick e o estilo musical que nunca superou o rock: "Faltou apelo ao jovem"
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
5 clássicos do rock cuja letra envelheceu mal
O dia em que Ozzy Osbourne entrou em um protesto contra ele mesmo e ninguém percebeu

Glenn Hughes não pretende fazer novos álbuns no formato classic rock
Glenn Hughes teria recusado gravar "Seventh Star" se soubesse ser um disco do Black Sabbath
"A indústria da música está morta", diz Glenn Hughes


