Na Inglaterra: CDs ainda são 3/4 das vendas de álbuns

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Site do LoKaos Rock Show
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Como isso é possível? Os CDs são responsáveis por menos da metade das vendas de álbuns nos EUA, mas eles ainda representam mais de três quartos do mercado britânico de álbuns. De acordo com as estatísticas de 2011 recém-divulgadas pelo órgão de comércio bretão BPI, os CDs são 76.1 por cento de todas as vendas de discos do ano, com álbuns digitais entrando com meros 23.5 por cento.

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Parece mais uma diferença entre os dois lados do Atlântico, mas é quase a mesma história. Ou seja, o digital ganha força, mas nada a ponto de abalar a demanda por um produto físico. E a inabilidade de se desprender dos formatos físicos está formatando a realidade inglesa. Durante o ano, as vendas de álbuns finalizaram em 113.2 milhões, uma queda de 5.6 por cento entre os formatos físicos e puramente digitais. Mas os CDs caíram 12.6 por cento, um acentuado declive, enquanto houve um ganho de 23.5 para os arquivos digitais.

Formatos não-tangíveis como assinaturas e downloads 'à-la-carte' também estão em ascensão, mas não a um ritmo que consiga sustentar a indústria. O mesmo órgão continuou a apontar para a pirataria, e a inércia do governo britânico em relação ao assunto. "Enquanto outros países tomam ações positivas para proteger seu setor criativo, nosso governo está demorando demais para agir contra a pirataria, enquanto enfraquece a propriedade intelectual para o benefício de gigantes dos EUA", declarou o chefe do BPI, Geoff Taylor. "A menos que ações decisivas sejam tomadas em 2012, o investimento em música poderia diminuir de novo - um encolhimento criativo que irá destruir empregos e significar que a próxima Adele pode não ter chance de brilhar no palco do mundo".

O destaque ficou com o vinil, que subiu 44 por cento para bater em 337 mil unidades vendidas durante o ano todo.




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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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