Blind Guardian: 4º episódio da Guardian TV com tradução

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Por Sara Leal, Fonte: Blind Guardian Brasil
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Matéria de 26/02/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

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Segue o quarto episódio da Guardian TV, que foi disponibilizado pelo Blind Guardian, já traduzido.

Blind Guardian TV – quarto episódio (traduzido)

Sobre as regravações e a arte da capa

Embora haja 20 anos de diferença entre as canções mais antigas e as mais recentes, “Memories Of A Time To Come” soa muito homogêneo. Vocês se surpreenderam com isso?

Marcus: Eu não fiquei tão surpreso com essa homogeneidade do álbum, afinal, todas as canções são do Blind Guardian. Claro, durante os anos nós aprimoramos e desenvolvemos nosso estilo, mas os elementos que fazem a banda ser o que é estão lá. Podemos ouvir que todas as músicas harmonizam, por isso soam como se fosse de um único álbum.

Há alguma canção que revela algo inesperado ou características esquecidas, qualidades não percebidas na época da gravação original?

Hansi: Muitas das canções trazem, de volta, grandes lembranças. E ao mesmo tempo algumas qualidades que não lembrávamos mais. Eu me lembro de “Somewhere Far Beyond”, por exemplo, que eu considerava ser uma canção muito forte, mas eu não tinha percebido o quão especial essa canção era e o quão importante o álbum “Somewhere Far Beyond” foi para nossa carreira. E isso se tornou óbvio durante as novas remixagens e novas regravações.

Por que vocês decidiram regravar algumas canções, e por que escolheram “Valhalla”, “The Bard´s Song” e “And Then There Was Silence”?

Frederik: Houve diversas discussões sobre quais canções colocaríamos nessa coletânea. E, toda canção que está no “Memories Of A Time To Come” é, de certa maneira, especial para nós. Mas, essas três canções, “Valhalla”, “The Bard´s Song” e “And Then There Was Silence” são tão especiais que sentimos que seriam excelentes opções para os fãs que já conheciam as mesmas em suas versões antigas, escutarem elas em uma nova versão nesse álbum.

Como foi trabalhar novamente com Kai Hansen durante a regravação de “Valhalla”?

André: Kai é um grande amigo da banda e um excelente cara! E, novamente, foi ótimo trabalhar com ele, especialmente regravando essa canção, pois nós já estamos juntos há 23 ou 24 anos. Trabalhamos do mesmo jeito que da primeira vez. A harmonia entre nós continua ótima e funciona! E há muita criatividade nisso tudo também, que acho que conseguimos ouvir na nova versão.

Quão complexo foi regravar uma canção monumental e épica como “And Then There Was Silence”?

Hansi: Já foi um desafio gravar “And Then There Was Silence” entre os anos 2000 e 2001. Sempre havia aquele pensamento de que poderíamos fazer algo melhor. E essa foi a primeira chance real de fazermos isso, nessa coletânea. E, como já tínhamos muita experiência em tocar essa música ao vivo, nós pensamos que as dificuldades de regravá-la seriam menores do que há 10 anos. Mas, rapidamente, percebemos que estávamos errados. Foi tão complicado quanto há 10 anos. Porque é uma canção complexa, com muitas partes orquestradas e muita dedicação de todos os membros da banda nela. Então, no final, a regravação dela nos tomou tanto tempo quanto a gravação há 10 anos. O resultado foi tão bom, talvez melhor, talvez não, diria que depende de quem ouvir. Mas foi muito divertido fazer isso novamente. E, não vou dizer que não faremos isso novamente em 10 anos.

O que vocês podem nos dizer sobre a arte e encarte do “Memories Of A Time To Come”?

Marcus: Toda a arte e encarte foram feitos por Felipe Machado, novamente, que também trabalhou na arte de nosso último álbum. Há muitos comentários sobre as canções, notas sobre elas, muitas fotos mostrando toda nossa carreira, incluindo fotos muito antigas da época em que gravamos os Cds Demos, em meados da década de 80 até fotos muito recentes das últimas turnês. Eu acho que é realmente empolgante quando alguém vê todo o encarte, porque é como se estivesse nos seguindo durante nossa carreira, nossa história.

Frederik: Especialmente a desenvolvimento e mudanças de nossas fisionomias! (risos)

Marcus: É! Isso também! (risos)

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Sobre Sara Leal

Brasiliense de corpo, alma e coração. Conheceu o metal através dos clássicos e hoje não consegue parar de ouvir Helloween. Colabora no site para fãs BlindGuardianBrasil.com.br.

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