Guns N' Roses: o dia em que quiseram demitir Axl Rose

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Por Nacho Belgrande, Fonte: site do LoKaos Rock Show
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Sequência da entrevista realizada pelo CEO do site METAL SLUDGE, STEVIE RACHELLE com o ex-empresário do GUNS N’ ROSES, ALAN NIVEN:


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Você mencionou a turnê do AEROSMITH com o GUNS N’ ROSES, que Axl não queria fazer, mas que você o forçou a ir, e que isso teria causado uma rixa. Olhando agora, quando você vê que “Appetite For Destruction” só decolou depois daquela turnê, qual foi o momento do arranque? Qual foi a chave do sucesso do Guns N’ Roses?

Eu não sei se algo foi um elemento de virada. O que você tem é uma progressão da história, e o que aconteceu é o que criou a história.

Havia muito sucesso por vir, mas alguns tempos difíceis também – as mortes no festival de Donnington, a overdose do ex-Jetboy Todd Crew em Nova Iorque, a demissão de Steven Adler, a sua demissão. Podemos falar disso?

Claro.

Vamos começar com Steven Adler. Quando você e a banda o demitiram, o quão difícil foi tal decisão?

Perder Steven foi frustrante e doloroso. Mas nós tentamos e tentamos ajudá-lo. O problema foi que ele não conseguia se ligar no material mais complexo que Axl estava escrevendo pros dois Illusion. Por vezes, Slash e os outros se queixavam que ele não estava sacando o lance, e que ele tocava a mesma parte do mesmo modo duas vezes ao invés de tocar direito na segunda.

A mentira de que ele foi despedido por causa de seu vício é apenas isso – mentira. Foi uma questão de desempenho. Havia outras questões entre Steven e Axl que certamente não ajudaram, e podem ter sido o suficiente para que eles o demitissem. Eu vou dizer que a banda nunca mais se sentiu a mesma depois que ele saiu. Ele pode não ser um dos maiores bateristas do mundo, mas ele tinha uma grande exuberância ao tocar quando ele estava ‘limpo’(...)

(...)Ah, uma coisa que eu estava pensando: houve alguma vez em que o Guns N’ Roses quase tenha se separado antes de todo o sucesso.

Sim, em Phoenix. Houve um tumulto no show. Eu sentei com a banda e disse, “Olhem, eu fiz um compromisso com essa banda, mas se vocês decidirem arrumar outro vocalista, eu estou do lado de vocês.” Eles pensaram na idéia também.

E há algum momento louco do Guns N’ Roses que nunca foi discutido? Nos dê algo que ninguém jamais soube, Alan.

Bem, OK. Teve uma ocasião, estamos no aeroporto de Los Angeles, e Izzy está me mostrando como ele escondeu a heroína dele no mini-system no compartimento de pilhas. Eu digo a ele pra se livrar daquela porra naquele minuto! Ele o faz. Ele volta, está do meu lado, e estamos assistindo ao entra e sai de passageiros lá embaixo – estávamos em uma área reservada no topo do saguão internacional – e Izzy cai duro. Sim, ele se livrou daquela porra – ele a engoliu. Ele ficou ‘apagado’ o vôo inteiro, de acordo com nosso empresário de turnês, Doug Goldstein. Eu tive que esperar por Axl, que não apareceu pro vôo. Quando Izzy acordou, ele nem sabia que estava em Tóquio. Ele achava que ainda estava no Vale de São Fernando. Steven teve que dar um tranco nele e dizer, “Isso parece com o Vale de São Fernando?”(...)

Conte-nos sobre seu ultimo dia com o Guns N’ Roses, o dia em que você foi despedido, o que aconteceu?

Eu estava em Meadowlands, Nova Jérsei, em 1991. Eu recebi um telefonema do escritório central. Era Axl. Ele estava triste, “Eu não posso mais trabalhar com você.” Eu disse, “Sinto muito em ouvir isso. Eu vou voltar pra Los Angeles em dois dias, vamos sair e jantar e falar sobre isso.” Essa foi a última vez em que eu falei com ele. Até hoje, nunca mais trocamos uma única palavra.

Os outros abraçaram a decisão?

Eles tinham que abraçar! O meu entendimento da situação é que Axl disse ao grupo que ele não sairia em turnê se eu continuasse como empresário. Ele não deu muita escolha aos outros, né? Nessa altura do campeonato, Axl já estava começando a dominar. Vamos olhar pra primeira coisa que ele fez quando eu saí: ele fez com que todo mundo na banda cedesse os direitos de nome do grupo pra ele. Foi uma manobra de controle entre Axl e Doug Goldstein. Os dois sabiam que eu nunca apoiaria algo desse tipo. Axl nunca nem mencionou isso quando eu era o empresário porque ele sabia onde eu ia mandar enfiar essa história.

Então o que você está dizendo? Que Axl e Doug Goldstein tinham uma aliança secreta?

Isso é uma maneira bem precisa de descrever isso.

Todo o trabalho de preparação pros ‘Illusions’ e a turnê a seguir, todas as negociações, tudo tinha sido feito. Então eu me tornei descartável. Simples assim… eu vendi todos meus direitos a futuros dividendos por uma fração do que eles valiam em 1991. Meu estado emocional na época estava tão descontrolado que eu desejava me livrar de todas as futuras negociações com Axl e Goldstein.

Eu não recebi nenhum conselho contrário ou mais avaliado daqueles cuja responsabilidade era fazer tal tarefa – como meu advogado na época, meu contador na época. Eu fiquei mais decepcionado com eles no decorrer do tempo do que com os membros do Guns N’ Roses. No geral, contudo, foi uma decisão minha e assim, minha total responsabilidade, e eu o fiz por razões de saúde emocional e espiritual. Eu não recebi nenhum pagamento do Guns N’ Roses desde 1991.

Eu acho que tanto Axl como Goldstein eram, naquela época, controladores e gananciosos. Axl se queixava o tempo todo que Steven Adler ficava com uma porcentagem dos royalties pela composição. Eu tinha recomendado que a banda tivesse uma divisão igual pra esse dinheiro – assim como faziam o Van Halen, Great White e outros – porque minha observação era que os fatores principais que destruíam bandas eram mulheres e discussões sobre divisões desiguais de renda, especialmente royalties mecânicos. Assim, eu recomendaria divisão igual de royalties – e não de mulheres!

De qualquer modo, com o GNR, Axl ficava com mais do que qualquer outro, e Adler ficava com menos. Os outros três ficavam com o mesmo: menos do que Axl e mais do que Adler. No final das contas, a fissura entre Axl e Adler foi exacerbada pelos dois outros fatores que sempre racham bandas no meio – dinheiro e uma mulher.

Você se recorda de algum outro empresário tentar roubar o Guns N’ Roses de você?

Não, mas certa vez Axl chamou Cliff Burnstein e Peter Mensch para serem empresários do grupo, eles estão na Q Prime, e eles eram empresários do Metallica. Mas Peter teve o estilo e a ética de dizer não. Cliff e Peter são boas pessoas. Por minha experiência, eles são pessoas muito boas, e eles são bons no que fazem.

De quem na banda você acabou ficando mais próximo?

Izzy Stradlin. Eu acho que fica claro o que ele achou deu ser demitido pelo fato dele sair três meses depois de mim. Depois, ele estava envolvido no projeto que se tornaria o Velvet Revolver. Eu cheguei a jantar com Slash e Duff numa noite, e eles me pediram pra ser empresário do projeto, mas por várias razões, eu achei que era uma má idéia. O nível de expectativas era simplesmente alto demais.

Ah, só uma coisa antes que eu me esqueça: você chegou a entrar numa briga física com alguém do Guns N’ Roses?

Bem, eu dei um murro na cara de Jack Russel uma vez, não me importo que fiquem sabendo!

Esta matéria pode ser lida na íntegra no site do LoKaos Rock Show:
http://lokaos.net/guns-n-roses-o-dia-em-que-a-banda-quis-dem...

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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