Kerry King: novo disco do Slayer, Anselmo e Mayhem Festival
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 30 de abril de 2012
Por Liz Ramanand do Loudwire
O guitarrista do SLAYER, Kerry King, juntou-se recentemente aos membros do Anthrax, Megadeth e seu colega de banda Dave Lombardo na Metal Masters 3 Clinic desse ano, que teve como convidados especiais Phil Anselmo do Pantera e Geezer Butler do Black Sabbath.
Quando o site Loudwire se encontrou com King antes da Metal Masters Clinic, ele tinha acabado de voltar do funeral de seu roadie e técnico de guitarra, Arman Crump, ocorrido naquela manhã e tinha acabado de passar o som para a clínica. King falou sobre a experiência da Metal Masters, o novo álbum do Slayer, o Mayhem Festival e muito mais.
O que ser parte da Metal Masters significa pra você?
É do caralho, é legal tocar com caras que não sejam os mesmos com os quais você está tocando faz 30 anos, é divertido. Eu tenho tocado com Phil Anselmo desde antes de ‘Cowboys From Hell’ – todos os outros eu já conheço há mais tempo, então é legal.
Quando lhe abordaram para juntar-se ao Metal Masters, o que passou pela sua cabeça?
Dependeria de quem estava junto, pra começo de conversa. Quando me disseram que Phil tinha aceitado, eu pensei, ‘OK, vamos reviver Phil e deixar que as pessoas o vejam cantando heavy metal, o que ele não tem feito em 12 anos’. Ele ainda é uma força do Metal, então estamos no palco com ele e há uma fúria rolando. É demais.
Parte da Metal Masters é compartilhar técnicas com os fãs. Se você pudesse ter aulas com um músico, morto ou vivo, com quem seria e por quê?
Provavelmente Randy Rhoads, eu diria Dimebag, mas éramos amigos – eu gostaria de ter outra noite com ele, não sei se uma aula. Você não tem como errar com Randy Rhoads.
Como você descreveria a Metal Masters para alguém que não a conheça?
É muito legal, cara, o palco que temos é apertado demais pra tanta gente como temos lá em cima. Eu não acho que eu jamais vá conseguir subir direito naquele palco, você sempre vê uma bagunça de guitarristas em partes diferentes do palco que não conseguem chegar até seus pedais. Vai ser legal, estamos tocando músicas divertidas, Phil ensaiou pra isso, eu sei que ele soa muito bem, então mal posso esperar.
Há fãs bem jovens que são músicos também, olhando para seus ídolos no palco. Que conselho você daria a eles?
Dos bons ou dos ruins? (risos)
Vamos começar com um bom.
Se você vai tentar se dar bem nesse redemoinho, é melhor que você faça algo que você goste, ou os fãs vão manjar de cara.
E dos ruins?
Desista.
Bem, os fãs de Slayer não estão desistindo, vocês estão voltando pro estúdio, você pode nos dizer o que os fãs podem esperar e os progressos do álbum até agora?
Só faz algumas semanas que estamos trabalhando nele, já que o produtor de nosso último disco teve uma pequena janela de tempo e eu e Dave estamos trabalhando em nove faixas, então achamos que poderíamos ir e terminar uma ou duas músicas e fazer a demos de todo o resto, então é o que estamos tentando fazer agora. Eu não sei se alguma coisa vai sair em tempo pra Mayhem ou não, espero que terminemos duas e possamos ir pra Mayhem.
O que você espera da Mayhem Tour?
Vai ser demais. Como é que algo com Slayer, Slipknot e Motorhead pode NÃO ser bom? Vai ser muito do caralho. Nós fizemos a Mayhem três anos atrás então é bom estar de volta, vai ser bem mais pesada do que a que eu participei, então eu vou me acabar.
O que é que você tem que levar em turnê com você – nada de eletrônicos?
Nada de eletrônicos? Minhas correntes, elas seguram minhas calças (risos).
Quando você começou a usar as correntes?
Já faz um tempo.
Estamos falando de desde sua adolescência?
Bem, eu tive correntes diferentes naquela época e por muito tempo eu não as usei. Daí eu raspei a cabeça e queria acrescentar algum movimento, então eu peguei as correntes e elas ficavam balançando da perna e elas parecem bem Metal, elas são de metal. Apenas incrementam a visão do que estamos fazendo.
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