Vinny Appice: focado na própria banda e não no Sabbath

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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O Sleaze Roxx entrevistou recentemente o lendário baterista Vinny Appice (DIO, BLACK SABBATH, HEAVEN & HELL, KILL DEVIL HILL). Seguem alguns trechos da conversa.

Sleaze Roxx: O autointitulado álbum de estréia do KILL DEVIL HILL estava com lançamento programado para março, mas foi adiado para 22 de maio. Qual a razão por trás disso? Vocês voltaram atrás e gravaram material adicional?

Vinny: O que aconteceu foi que tivemos um problema com o nome. Havia outra banda com esse nome e tivemos de resolver isso. Não queríamos prosseguir com algo assim que poderia se tornar uma grande encheção de saco depois. Então tivemos um pequeno atraso enquanto resolvíamos essa coisa do nome – a próxima data de lançamento era 22 de maio. Deu certo para nós porque trocamos a produção para a ESL Music Group, que também é produtora do ADRENALINE MOB, com quem estaremos juntos em maio. Temos dez shows junto com eles e então faremos mais alguns outros no fim do verão.

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Sleaze Roxx: Os guitarristas tem um som que os identifica – você pode distinguir se é o Eddie Van Halen, Randy Rhoads ou George Lynch quando ouve um riff. Com bateristas é difícil ter um som distinto, mas quando o ouvimos tocar nós sabemos que é o Vinny Appice. Como você chegou a esse seu som?

Vinny: A bateria pode variar um pouco dependendo dos diversos engenheiros e produtores, mas acho que você sabe que sou eu por causa do "ataque" ou "atitude". Eu faço umas batidas no meio de um verso ou algo assim – é como eu toco. É uma das coisas mais difíceis de se tocar qualquer instrumento, é desenvolver seu próprio estilo que seja identificável pelos ouvintes – você não tem como treinar isso. eu me lembro de que quando era menino eu costumava me perguntar "Quando eu vou conseguir isso?" Esse traquejo, ou seja lá como se chama? Eu pensava a respeito disso quando menino, o que é estranho. Há caras que tocam a vida inteira e não conseguem isso – você não conseguiria distingui-los do restante. Em um dado momento eu comecei a desenvolver um som e uma batida distintos. Eu afinava a bateria de uma forma um pouco diferente – as minhas tarolas ficam bem soltas. Se você começar a tocar um equipamento e nunca mudar nada você nunca vai desenvolver sua própria personalidade. Minhas batidas são todas nos rebordos – então você vai ouvir como o som de uma varada. Eu gosto de tocar com força e alto, e combinado com os ‘sotaques’, isso se torna meu som.

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Sleaze Roxx: O BLACK SABBATH vai tocar seu único show na América do Norte sem o Bill Ward em Chicago no Lollapalooza nesse verão (inverno no hemisfério sul). Se o Tony Iommi e o Geezer Butler chegassem em você chamando para se apresentar nesse dia, você faria?

Vinny: (pausa) Eu adoraria fazer o show se me pedissem. É meio difícil não fazer algo com o BLACK SABBATH nesse momento porque é uma das últimas coisas que provavelmente eles farão. O BLACK SABBATH é parte da história do rock 'n' roll e é parte da minha família. Se eles me quisessem para um show, eu adoraria fazê-lo, mas nesse momento estou focado no KILL DEVIL HILL. Se eu fizesse o show, isso não poderia interferir no KILL DEVIL HILL ou não haveria nenhum benefício nisso. Minha idéia é ter minha própria banda e depender da minha banda e não dos outros.

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Leia a entrevista na íntegra no Sleaze Rox:
http://www.sleazeroxx.com/interviews/vinnyappice.shtml




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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