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Vinny Appice: "Dio era como um pai para mim"

Por Nathália Plá
Fonte: blabbermouth.net
Em 10/05/12

Zach Shaw do Metal Insider entrevistou em maio de 2012 o lendário baterista Vinny Appice (DIO, BLACK SABBATH, HEAVEN & HELL, KILL DEVIL HILL). Seguem alguns trechos da conversa.

Metal Insider: Você já admitiu antes que seria "difícil" recusar a oportunidade de tocar com o BLACK SABBATH de novo. Detesto ser tão direto, mas o SABBATH entrou em contato com você sobre a possibilidade de substituir o Bill Ward, ou pelo menos para os shows que eles já planejaram até agora?

Vinny: Não, não ouvi nem um pio. E é por isso, até mesmo quando me comunico com o Tony [Iommi, guitarra], é a nível de amizade. Eu nunca escrevo, "Ei, cara, o que está acontecendo?! Como você está se sentindo? Tem se sentido bem? Ah, bom! Ei, o que está acontecendo com a banda? Eu adoraria fazer isso!" Eu jamais faço isso. Eu jamais fiz isso com o SABBATH, de forma alguma, ou com o DIO. Sempre fui chamado para entrar numa banda. Eu não sou o tipo de cara que persegue alguém e diz "Ei, estou precisando de verdade do dinheiro ou de uma banda!" [risos]. Eu nunca fiz isso... Mas ninguém disse nada, e nesse momento, tá legal. Eu posso compreender porque nós também fizemos quatro anos de HEAVEN & HELL. Se eu estivesse na banda, seria tipo o Ozzy [Osbourne] em turnê com o HEAVEN & HELL. As pessoas podem achar que é isso, muito embora seja muito mais que isso. e então há todas essas coisas políticas envolvidas. Mas com o SABBATH, você nunca consegue sacar o que está acontecendo, de qualquer jeito. Então, no fim das contas, sabe-se lá o que vai acontecer. Pode acontecer uma ligação assim, "OK, esse cara não está dando certo, você voltaria?" Foi o que aconteceu antes. Eu gostaria de ver o Bill fazendo isso. Acho que com o Bill na banda faz ser a banda original, e quantas bandas originais restam daquela época que tiveram tanta influência? Então eu adoraria ver o Bill lá. Eu adoro o Bill, e adoraria ver a banda original. E é o que os fãs querem ver, obviamente.

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Metal Insider: Detesto fazer mais pressão quanto a isso, mas se eles te ligassem chamando para se unir a eles, o que você diria?

Vinny: Essa é difícil, porque meu coração está no KILL DEVIL HILL e eu quero que a banda tenha sucesso. E essa coisa do SABBATH, é difícil recusar algo tão legendário, tipo, "Ei, você quer tocar no próximo ou último álbum do BLACK SABBATH?" Isso é parte da história. Então seria difícil recusar. Eu iria fazer dar certo com as duas bandas coexistindo. Se tivesse de fazer isso, eu faria. Mas talvez isso ajudaria o KILL DEVIL HILL. Talvez abriríamos a turnê, se eles estivessem em turnê? Se fosse tomar os próximos três anos e sem poder fazer mais nada, então eu teria de pensar a respeito. Mas o principal para mim é o KILL DEVIL HILL. Esse lance do SABBATH é uma coisa que seria difícil de recusar. E não estou falando do dinheiro nem nada. Estou falando apenas de ser parte da história da banda e do rock. Seria uma grande oportunidade para qualquer um. Mas isso nem sequer vai acontecer. Eles foram tão longe, eles obviamente estão tocando e compondo. Ouvi dizer que eles estavam no estúdio em março. Eu não sei quem está fazendo. Ouvi dizer que talvez é o Tommy [Clufetos] da banda do Ozzy que está fazendo. Mas devo dizer uma coisa, foi realmente divertido ler essa coisa toda na internet porque quando o Bill veio com a declaração dele, as pessoas estavam escrevendo coisas assim "O Vinny devia fazer! O Vinny é o próximo da fila!" Então as pessoas dizim "Foda-se o Vinny! O lugar dele não é aqui! O Bill que devia estar lá!" Então de repente surgiu o nome do Tommy, e eles diziam "Foda-se Tommy! Ele não merece estar lá! O Vinny que devia fazer!" A coisa saiu do controle. E eu fiquei dividido, tipo, "Maldição!" Você não pode ganhar ou perder.

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Metal Insider: Esse é um dos grandes lados negativos da Internet. Às vezes não dá para sair ganhando.

Vinny: Não, você não pode ganhar. As coisas saem no Blabbermouth, as pessoas vão comentando. As pessoas gostam de estrupiar as outras. É o que acontece. Há algumas pessoas legais que têm bom senso e escrevem coisas bacanas, mas então tem gente que apenas desafoga a raiva. Você tem de deixar barato. Se for bom, "legal", e se disserem que você é um bosta, "legal". [risos] Você não pode deixar isso afetar você.

Metal Insider: Como você mencionou antes, você teve a oportunidade de trabalhar com uma larga gama de músicas, desde Ronnie James Dio a John Lennon. Há algum artista em particular com quem você tenha trabalhado que realmente causou um impacto em você?

Vinny: Tem de ser o Ronnie. O Ronnie era uma pessoa incrível, eu adorava aquele cara. Eu era uns quinze anos mais novo que o Ronnie, e ele era como um pai para mim. Ele era esperto, e extremamente brilhante, uma pessoa astuta, criativa. Eu o observava muito. Eu tentei aprender com ele. Ele me ensinou muitas coisas, e ele foi realmente influente na minha vida. E além de ser um dos maiores vocalistas do rock, se não o maior, ele era um cara bacana para começar jovem. Ele era um profissional e tanto, e simplesmente vê-lo subir no palco e mandar ver, sem importar o que acontecesse antes ou depois do show. Estivesse ele bem ou não, ele ia e detonava. E a forma como ele tratava os fãs, ele adorava os fãs dele, e só os fãs e a música importavam. Ele era uma pessoa osso duro de roer, e foi incrível estar ao redor de algo assim.

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Leia a entrevista na íntegra no Metal Insider, no link abaixo.

http://www.metalinsider.net/interviews/drummer-vinny-appice-on-the-birth-of-kill-devil-hill-black-sabbaths-current-predicament-and-working-with-dave-grohl

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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