Faça Boa Música: o pior conselho pra quem quer $e dar bem

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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Por Paul Resnikoff
Traduzido por Nacho Belgrande

Em quase toda discussão sobre como se dar bem na indústria musical, o mesmo adágio sempre vem à tona?

"Apenas faça música boa."

Mas e se esse for o PIOR conselho para seus objetivos particulares de carreira, seja como artista ou como executivo de uma gravadora, ou mesmo empresário? Por exemplo, esse teria sido o melhor conselho a ter sido dado a histórias de sucesso do pop como LMFAO, Pitbull, Katy Perry ou Flo Rida? Ou um empresário como Scooter Braun [Justin Bieber], ou alguém como o fundador da Jive, Clive Calder [Britney Spears, Backstreet Boys, N’Sync]?

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De modo algum. Essa é uma indústria complexa com especialidades e públicos diferentes, muitos dos quais estão pouco se importando com música elaborada e representativa. Julgue o quanto quiser, mas os astros do pop que fornecem a tal nicho são animais distintos com outras metas, e o modus operandi deles gira mais em torno de criar conexões fortes para o mercado das massas, muito mais do que criar música ‘boa’.

Esses artistas não estão desafiando Mozart – tampouco ao Arcade Fire, Bon Iver, deadmau5, Radiohead ou Bruce Springsteen. É mais um lance de gancho e gratificação momentânea. Claro você PODE ouvir a uma dessas músicas, daqui a cinco anos, mas provavelmente só por nostalgia ou diversão. Mas no momento, isso é a coisa mais distante de um segmento ‘gueto’ de mercado.

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Na verdade, essas representam a absolutamente maior fatia de músicas licenciadas no mundo. Eis a última tabela da BigChampagne, que é infalivelmente repleta de coisa pop pras rádios. Talvez uma dessas músicas sobrevivesse a uma playlist da [rádio alternativa] Williamsburg.

E sim, carreiras voltadas para o pop geralmente afundam depois de alguns anos – um fenômeno que as grandes gravadoras entendem profundamente. Mas se o jogo for jogado de maneira correta, esse é um período que tem bastante dinheiro, patrocínios, aparições pagas, e outros benefícios. E daí, tudo vai porta afora.

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Mas nem sempre: incrivelmente, esse ouro musical pode por vezes atingir o sucesso a longo prazo. Critique Kenny G o quanto quiser, mas ele é um dos artistas mais ricos e com carreiras mais fortes e duradouras do mundo. Sem contar com essa longevidade, uma fugaz proeza pode gerar um único sucesso que seja tocado daqui a décadas – no rádio, nas casas noturnas, nos estádios – e gere uma rede de royalties que dure uma vida toda. Ou, uma música pode voltar em uma celebração a seu próprio mau gosto [tipo Rick Astley], ou ser re-celebrada em uma maneira genuinamente nostálgica [como são as bandas dos anos 80]. E até os Beastie Boys – responsáveis por algumas das maiores faixas na história musical contemporânea – eram rotulados como uma bandinha que só queria aparecer depois de ‘License to Ill’. (...)

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Leia a matéria completa no link abaixo.

http://playadelnacho.wordpress.com/2012/06/15/apenas-faca-bo...

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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