Faça Boa Música: o pior conselho pra quem quer $e dar bem
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 15 de junho de 2012
Por Paul Resnikoff
Traduzido por Nacho Belgrande
Em quase toda discussão sobre como se dar bem na indústria musical, o mesmo adágio sempre vem à tona?
"Apenas faça música boa."
Mas e se esse for o PIOR conselho para seus objetivos particulares de carreira, seja como artista ou como executivo de uma gravadora, ou mesmo empresário? Por exemplo, esse teria sido o melhor conselho a ter sido dado a histórias de sucesso do pop como LMFAO, Pitbull, Katy Perry ou Flo Rida? Ou um empresário como Scooter Braun [Justin Bieber], ou alguém como o fundador da Jive, Clive Calder [Britney Spears, Backstreet Boys, N’Sync]?
De modo algum. Essa é uma indústria complexa com especialidades e públicos diferentes, muitos dos quais estão pouco se importando com música elaborada e representativa. Julgue o quanto quiser, mas os astros do pop que fornecem a tal nicho são animais distintos com outras metas, e o modus operandi deles gira mais em torno de criar conexões fortes para o mercado das massas, muito mais do que criar música ‘boa’.
Esses artistas não estão desafiando Mozart – tampouco ao Arcade Fire, Bon Iver, deadmau5, Radiohead ou Bruce Springsteen. É mais um lance de gancho e gratificação momentânea. Claro você PODE ouvir a uma dessas músicas, daqui a cinco anos, mas provavelmente só por nostalgia ou diversão. Mas no momento, isso é a coisa mais distante de um segmento ‘gueto’ de mercado.
Na verdade, essas representam a absolutamente maior fatia de músicas licenciadas no mundo. Eis a última tabela da BigChampagne, que é infalivelmente repleta de coisa pop pras rádios. Talvez uma dessas músicas sobrevivesse a uma playlist da [rádio alternativa] Williamsburg.
E sim, carreiras voltadas para o pop geralmente afundam depois de alguns anos – um fenômeno que as grandes gravadoras entendem profundamente. Mas se o jogo for jogado de maneira correta, esse é um período que tem bastante dinheiro, patrocínios, aparições pagas, e outros benefícios. E daí, tudo vai porta afora.
Mas nem sempre: incrivelmente, esse ouro musical pode por vezes atingir o sucesso a longo prazo. Critique Kenny G o quanto quiser, mas ele é um dos artistas mais ricos e com carreiras mais fortes e duradouras do mundo. Sem contar com essa longevidade, uma fugaz proeza pode gerar um único sucesso que seja tocado daqui a décadas – no rádio, nas casas noturnas, nos estádios – e gere uma rede de royalties que dure uma vida toda. Ou, uma música pode voltar em uma celebração a seu próprio mau gosto [tipo Rick Astley], ou ser re-celebrada em uma maneira genuinamente nostálgica [como são as bandas dos anos 80]. E até os Beastie Boys – responsáveis por algumas das maiores faixas na história musical contemporânea – eram rotulados como uma bandinha que só queria aparecer depois de ‘License to Ill’. (...)
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