Faça Boa Música: o pior conselho pra quem quer $e dar bem
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 15 de junho de 2012
Por Paul Resnikoff
Traduzido por Nacho Belgrande
Em quase toda discussão sobre como se dar bem na indústria musical, o mesmo adágio sempre vem à tona?
"Apenas faça música boa."
Mas e se esse for o PIOR conselho para seus objetivos particulares de carreira, seja como artista ou como executivo de uma gravadora, ou mesmo empresário? Por exemplo, esse teria sido o melhor conselho a ter sido dado a histórias de sucesso do pop como LMFAO, Pitbull, Katy Perry ou Flo Rida? Ou um empresário como Scooter Braun [Justin Bieber], ou alguém como o fundador da Jive, Clive Calder [Britney Spears, Backstreet Boys, N’Sync]?
De modo algum. Essa é uma indústria complexa com especialidades e públicos diferentes, muitos dos quais estão pouco se importando com música elaborada e representativa. Julgue o quanto quiser, mas os astros do pop que fornecem a tal nicho são animais distintos com outras metas, e o modus operandi deles gira mais em torno de criar conexões fortes para o mercado das massas, muito mais do que criar música ‘boa’.
Esses artistas não estão desafiando Mozart – tampouco ao Arcade Fire, Bon Iver, deadmau5, Radiohead ou Bruce Springsteen. É mais um lance de gancho e gratificação momentânea. Claro você PODE ouvir a uma dessas músicas, daqui a cinco anos, mas provavelmente só por nostalgia ou diversão. Mas no momento, isso é a coisa mais distante de um segmento ‘gueto’ de mercado.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Na verdade, essas representam a absolutamente maior fatia de músicas licenciadas no mundo. Eis a última tabela da BigChampagne, que é infalivelmente repleta de coisa pop pras rádios. Talvez uma dessas músicas sobrevivesse a uma playlist da [rádio alternativa] Williamsburg.
E sim, carreiras voltadas para o pop geralmente afundam depois de alguns anos – um fenômeno que as grandes gravadoras entendem profundamente. Mas se o jogo for jogado de maneira correta, esse é um período que tem bastante dinheiro, patrocínios, aparições pagas, e outros benefícios. E daí, tudo vai porta afora.
Mas nem sempre: incrivelmente, esse ouro musical pode por vezes atingir o sucesso a longo prazo. Critique Kenny G o quanto quiser, mas ele é um dos artistas mais ricos e com carreiras mais fortes e duradouras do mundo. Sem contar com essa longevidade, uma fugaz proeza pode gerar um único sucesso que seja tocado daqui a décadas – no rádio, nas casas noturnas, nos estádios – e gere uma rede de royalties que dure uma vida toda. Ou, uma música pode voltar em uma celebração a seu próprio mau gosto [tipo Rick Astley], ou ser re-celebrada em uma maneira genuinamente nostálgica [como são as bandas dos anos 80]. E até os Beastie Boys – responsáveis por algumas das maiores faixas na história musical contemporânea – eram rotulados como uma bandinha que só queria aparecer depois de ‘License to Ill’. (...)
Leia a matéria completa no link abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 versões brasileiras que estragaram clássicos do rock
O álbum do Metallica que Paulo Ricardo adora: "Obra-prima, canções maravilhosas"
As três melhores músicas do Iron Maiden escritas por Steve Harris, segundo Nicko McBrain
5 clássicos do rock nacional com letras muito mais pesadas do que parecem
Kirk Hammett implorou para Jason Newsted ficar no Metallica
Os 10 discos essenciais do metal sinfônico, segundo a Louder
A canção dos anos 50 que unia George Harrison e David Gilmour; "Cada parte é perfeita"
O apoio de Ozzy Osbourne à comunidade LGBTQ+ em 1989
Com Strokes e Gorillaz, Primavera Sound Brasil divulga programação por dia e venda de ingressos
O melhor guitarrista vivo do mundo, segundo o lendário Eric Clapton
A música lado B que salvou o AC/DC quando a banda estava perto de desistir
O hit que virou hino da Copa sem jabá nem marketing, segundo Regis Tadeu
8 clássicos do metal lançados por músicos que mal tinham saído da adolescência
Os 10 maiores álbuns de heavy metal da história, segundo Ozzy Osbourne
A música que ocupava um lugar especial no coração de Ozzy Osbourne
A clássica música do Queen que Brian rejeitava pois pressentia a tragédia de Freddie
Cinco músicas "lado b" do Black Sabbath que todos deveriam ouvir ao menos uma vez
A ridícula contrapartida que Manowar ofereceu para cobrar fortuna de banda de abertura


Seether é mais uma banda que abandonará o formato de álbuns
Por que é tão difícil combater os cambistas? Ticketmaster Brasil dá sua versão
Sorte: homem acha 2 discos de vinil em sebo e fatura R$42 mil

